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Valencia College expande campus em downtown Orlando

Valencia College expande campus em downtown Orlando

Image feita por Drone no local.

A partir de 2019, para melhor servir a mais de 74,000 alunos, o Valencia College vai adicionar novas salas de aulas no oitavo núcleo educativo localizado na região dos condados de Orange e Osceola. Esta iniciativa é uma parceria entre o Vallencia e a University of Central Florida. Os interessados em fazer suas aplicações podem encontrar mais informações no site do Vallencia. Também haverá uma parceria com a empresa de ônibus LYNX, que irá oferecer transporte gratuito durante as visitas ao novo campus com o uso do aplicativo PawPass app., que permitirá ao aluno usar um passe virtual do seu próprio.

No final de janeiro, o Valencia College continua sua expansão com a abertura de dois novos centros de treinamento, com turmas de curta duração focadas nas áreas de  construção civil, transporte logístico, embalagem, assistente médico e manutenção de hotel e apartamentos. Os 14,700 pés quadrados de área construída atenderá alunos nos idiomas inglês, espanhol e português.

O complexo chamado “Creative Village” localizado no Downtown Orlando será aberto em 26 de agosto de 2019 e terá uma parceria com a UCF. Composto de 2 blocos a oeste da Interstate 4, um representado pelo Dr. Phillips Academic Commons e o UnionWest, uma torre de 15 andares. As inscrições para quem estudar no Creative Village estarão abertas a partir de 31 de Maio de 2019.

Para mais informações favor visitar o site www.valenciacollege.edu/news

Chefe de Polícia de Orlando participa de evento da CFBACC

Chefe de Polícia de Orlando participa de evento da CFBACC

Com iniciativa do produtor do Brazilian Day Orlando, Paulo Corrêa, e da diretoria da CFBACC (Central Florida Brazilian-American Chamber of Commerce foi realizado, em dezembro, um evento para conhecer o novo chefe de Polícia da cidade de Orlando, Orlando Rolón.

O evento aconteceu no Gilson’s Restaurante que ofereceu um coquetel para receber políticos da prefeitura da cidade, como Felipe Souza Rodrigues, Luis Martinez, Giorgina Rolón e Tony Ortis; e membros da Câmara de Comércio brasileira, incluindo o presidente Miguel Kaled e os diretores Celestino De Cicco, Weslley Albuquerque, Andrea Almeida e Edward Beshara.

Os convidados puderam fazer  perguntas sobre Segurança Pública ao novo comandante de polícia de Orlando.

Você que ser mais otimista em 2019?

O otimismo é definido como uma atitude mental ou cosmovisão que favorece um resultado positivo, enquanto o pessimismo favorece um resultado ou previsão negativa.

Em sua maior parte, o mundo é formado por otimistas e pessimistas. Em geral, os otimistas esperam que coisas boas aconteçam, e os pessimistas esperam que coisas negativas surjam em seu caminho. Às vezes os pessimistas se consideram mais realistas do que os otimistas.

O pessimismo está em toda parte. Nós todos já ouvimos falar das implacáveis previsões de tragédias futuras (quase nunca comprovadas cientificamente): pobreza crescente, fomes vindouras, desertos em expansão, pragas iminentes, guerras iminentes, exaustão inevitável de petróleo, escassez de minerais, diminuição do ozônio, chuva acidificante, invernos nucleares, epidemias de vacas loucas, abelhas assassinas, aquecimento global e até impactos de asteróides que trariam esse feliz interlúdio a um terrível fim.

Para piorar a situação, a chegada das mídias sociais torna as más notícias mais imediatas e mais íntimas. Até há relativamente pouco tempo, a maioria das pessoas sabia muito pouco sobre as inúmeras guerras, pragas, fomes e catástrofes naturais que aconteciam em partes distantes do mundo.

Consideremos o nosso medo do terror. De acordo com John Mueller, cientista político da Universidade do Estado de Ohio, “Nos anos que se encontram ao 11 de setembro, os terroristas se encontraram ao redor de sete pessoas por ano nos Estados Unidos.

Todas as mortes são trágicas, claro. Mas, somente nos Estados Unidos, os raios matam cerca de 46 pessoas por ano, 150 por cento causam acidentes e por volta de 300 pessoas morrem por afogamento em banheiras, a cada ano!

Enquanto isto, há um fluxo constante de avanços tecnológicos, científicos e médicos que estão mostrando a melhora na vida de bilhões de pessoas comuns. Dadas todas as coisas boas, uma questão de ser quando são inacreditavelmente pessimistas.

Será que nascemos pessimistas? Já que a sobrevivência é mais importante do que todas as outras considerações, a maioria das informações entra em nossos cérebros através da amígdala – uma parte do cérebro responsável por emoções primais como raiva, ódio e medo.

As informações relativas a essas emoções primordiais chamam a atenção primeiro porque a amígdala “está sempre procurando algo para temer”. Em outras palavras, nossa espécie evoluiu para priorizar as más notícias.

O viés da negatividade está profundamente enraizado em nossos cérebros. Não pode ser descartado. O melhor que podemos fazer de início é reconhecer esta realidade e aprender a lidar com ela.

A literatura psicológica mostra que as pessoas temem mais as perdas do que esperam ganhos; se debruçam sobre reveses mais do que saboreiam sucessos; ressentem-se das críticas mais do que se deixam encorajar pelo elogio, permitindo que aquilo que é ruim, acabe sendo mais forte do que o que é bom.

Coisas boas e ruins tendem a acontecer em diferentes linhas do tempo. Coisas ruins, como acidentes de avião, podem acontecer rapidamente. Coisas boas, como os avanços que a humanidade fez na luta contra o HIV / AIDS, tendem a acontecer de forma incremental e por um longo período de tempo.

Em outras palavras, a humanidade sofre de um preconceito de negatividade ou “vigilância de coisas ruins ao nosso redor”. Consequentemente, há um mercado, sem base em fatos concretos, para fornecedores de más notícias, sejam pessimistas que afirmam que a superpopulação causará fome em massa, ou alarmistas que alegam que nós estamos ficando sem recursos naturais.

RAZÕES DE SOBRA PARA SER MAIS OTIMISTA

Ter uma atitude mental positiva pode ajudá-lo a ter uma vida emocional mais estável, menos estressante, ter estratégias de enfrentamento mais fortes e melhor saúde, com um tempo de recuperação mais rápido das doenças, até de taxas de mortalidade mais baixas. Os otimistas desfrutam de mais sucesso, mais felicidade e vidas mais longas do que os pessimistas.

Pesquisas usando dados da Women’s Health Initiative descobriram que, em um período de oito anos, as mulheres mais otimistas tiveram um risco 9% menor de desenvolver doenças coronarianas e um risco 14% menor de morrer por qualquer causa.

Resultados semelhantes também foram encontrados por pesquisadores que escrevem no Archives of General Psychiatry; usando dados da Holanda, eles descobriram que os indivíduos mais otimistas tiveram 55% de redução no risco de mortalidade por todas as causas e 23% de redução no risco de morte cardiovascular.

De acordo com The American Journal of Cardiology, a Dra. Julia Boehm e colaboradores encontraram uma ligação entre o otimismo e a composição do colesterol no sangue. Os indivíduos otimistas apresentam níveis mais altos de colesterol bom e níveis mais baixos de triglicérides.

VOCÊ PODE APRENDER A SER MAIS OTIMISTA

Só porque você tem sido um pessimista durante a maior parte de sua vida, isto não significa que você esteja destinado a ser sempre um pessimista. Na verdade, existem muitas maneiras eficazes de adotar uma mentalidade otimista. O otimismo pode definitivamente ser um traço aprendido.

É muito fácil tornar-se uma pessoa otimista. Você pode mudar sua perspectiva e isso lhe trará benefícios.

Estudos anteriores mostraram que o otimismo pode ser alterado com intervenções relativamente simples e de baixo custo – até mesmo algo tão simples quanto ter pessoas anotando e pensando nos melhores resultados possíveis para várias áreas de suas vidas, como carreiras ou amizade. Encorajar o uso dessas intervenções pode ser uma maneira inovadora de melhorar a saúde no futuro.

A boa notícia é que, mesmo que você não esteja certo de que o copo está meio cheio, há esperança de desenvolver uma perspectiva mais brilhante. Talvez um primeiro passo seja imaginar um futuro para você, como uma pessoa mais otimista.

“Eu sou um homem velho e tenho conhecido muitos problemas, mas a maioria deles jamais aconteceu”.      Mark Twain.

Nereide Santa Rosa

ARTE E VOCÊ 

 Nereide Schilaro Santa Rosa

Nereide Schilaro Santa Rosa – Pedagoga, arte-educadora e escritora especializada em Arte, História e Cultura. Escreve sobre arte-educação, biografias de artistas e exposições de artes. Atua como palestrante em instituições educacionais, organizações não-governamentais nos Estados Unidos e Brasil. Publicou cerca de oitenta livros, vencedora do Prêmio Jabuti em 2004 pela coleção “A Arte de Olhar”, e outros prêmios conferidos pela Fundação Nacional do Livro Infanto juvenil, no Brasil. Esta coluna é um espaço dedicado a comentar arte e divulgar artistas brasileiros(as) que trazem aos Estados Unidos sua contribuição para o cenário artístico mundial. nereideschilarosanta@gmail.com

Romero Britto: a marca de um artista

Ao pesquisar, estudar e escrever sobre brasileiros de sucesso nos Estados Unidos se torna inevitável comentar Romero Britto, esse artista que adotou o mundo como sua casa desde a década de 1980.

As formas de Romero Britto cativam milhares e custam milhões. As linhas definidas, as cores sem sombras, as formas simplificadas de suas obras são reconhecidas em múltiplos países. Romero Britto se tornou um ícone, além de ser uma celebridade internacional. Ele criou uma marca que encanta diferentes culturas e povos pela singeleza do seu design.

Muitas pessoas podem se questionar por que isso ocorre? Qual seria o motivo de seu sucesso?

Com certeza há múltiplas justificativas pessoais, como perseverança, acreditar em si mesmo, criatividade.

Mas vamos conversar sobre o apreciar de suas obras. O que vemos e como elas nos cativam? Por que as suas obras se tornaram marcas de produtos diversificados, retratos de celebridades, esculturas comemorativas, roupas, adereços e muito mais?

Para começo de conversa, imagem é comunicação. As imagens produzidas por Britto são extremamente comunicativas: quem as aprecia, imediatamente reconhece a forma e a fácil mensagem do artista. Essa proximidade do publico é um meio que facilita a transmissão da mensagem e auxilia a captura do olhar de quem a aprecia. Nas suas obras não existe um ponto focal na imagem: ele ocupa todo o espaço, define toda a composição. Não há partes que se destacam.

Quando decidiu ser artista, Romero, nascido em Recife em 1963, foi em busca de uma linguagem visual que representasse um mundo colorido, alegre, positivo. No período em que esteve na Europa, Britto ficou fascinado pelas cores de Matisse, pelo cubismo de Picasso, pelo uso das linhas de Mondrian. Mas tudo isso ainda não era o suficiente para o artista. Atravessou o oceano e veio para Miami. Aqui a pop art de Andy Warhol já estava consolidada desde a década de 1960, assim como a arte de Roy Lichtenstein, inspirada em grafismos de história em quadrinhos, e de Keith Haring cujos grafites coloriram os muros de New York com mensagens ativistas.

Eram tempos de arte pública, de arte próxima do público, de proximidade entre arte e mercado. Romero Britto assimilou esses tempos, e criou imagens voltadas para o grande público se engajando nos caminhos da globalização. Ganhou espaço tanto no mundo da Arte como no merchandising.

Detalhe do Houston Mural, Keith Haring, New York

Desde então, as cores puras intensas inseridas em formas estilizadas são apreciadas tanto em galerias, museus e leilões, ou por transeuntes em praças, assim como estão disponíveis para qualquer pessoa que queira adquirir produtos decorativos com sua assinatura.

Britto diversificou sua produção, avançando com voracidade para o mundo comercial, fato que se tornou possível a partir da valorização da sua produção como artista. Romero Brito escolheu relacionar sua identidade, forjada na infância nas ruas de Recife, a uma marca reconhecida nas cidades do mundo.

Quem passa pelo terminal 8 no Aeroporto JFK em New York encontra a escultura de sua autoria como uma mensagem de boas-vindas da cidade. A obra representa New York e foi doada por Eunice Kennedy Shriver em 8 de junho de 2011. É muito provável que a maioria dos passageiros que passam por ali, reconheçam seu design, cujo conceito também está presente num objeto decorativo que leva sua assinatura e está disponível para venda em uma vitrine num centro comercial.

Com tanto sucesso tornou-se inevitável que sofra críticas, análises mais profundas, estudos acadêmicos, e alguns críticos ferozes. O leitor mais crítico pode se perguntar se suas obras seriam uma arte acessível ou uma marca comercial? Trata-se de um objeto decorativo ou de um objeto artístico?

É bom lembrar que arte representa ideias, conceitos e intenções de quem a produz e para quem é produzida. As obras de Romero revelam uma dicotomia entre a obra que permanece além dos tempos e um produto feito para consumo global.

Romero Britto continua em sua trajetória. Hoje é uma celebridade que realiza inúmeras ações sociais contribuindo para instituições renomadas ao redor do mundo, inclusive teve a honra de ser selecionado várias vezes como porta-voz das artes no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Realmente um brasileiro marcante num mundo tão diversificado.