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Tempo de primavera, tempo de ver arte
Nereide Santa Rosa

Neste ano, tivemos a boa notícia de que a marmota Punxsutawney Phil saiu da sua toca por volta das 7h30 da manhã, e não viu a sua sombra! Na tradição americana e canadense, isso significa que a primavera chegará radiante em poucas semanas. Diz a lenda que, em 2 de fevereiro, o dia da Marmota na cidade de Punxsutawney na Pensilvânia, se a marmota Phil sair da toca, vir a própria sombra, e regressar, haverá mais seis semanas de mau tempo. Neste ano, ela não viu a própria sombra e a cidade vibrou com a notícia. Simples assim. Tradição centenária de um país onde o inverno é extremamente rigoroso. Neste ano, a esperança se renova, com a promessa de uma linda primavera. E para aproveitar a nova estação, nada melhor do que muita Arte, visitando espaços ao ar livre e museus.

Nos meses de fevereiro e março acontecem inúmeros festivais de arte que proporcionam aos floridianos, a oportunidade de conhecer artistas pessoalmente, e apreciar obras de variados gêneros e estilos.

E é na Central Flórida, no terceiro final de semana do mês de março, que acontece o mais antigo e prestigiado festival de arte ao ar livre. O Winter Park Sidewalk Art Festival tem sessenta anos e este ano reúne 225 artistas que expõem, gratuitamente, na praça central de Winter Park. Uma festa para os olhos, com arte para todos os gostos que atraem mais de 350.000 visitantes. Caminhando entre as tendas dos artistas e os jardins da praça, os visitantes podem apreciar pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, em materiais como aquarelas, óleo, acrílico, assemblage, xilogravuras, ferro, vidro, madeira, barro, e muito mais. Cada curva do caminho oferece uma surpresa ao transeunte. Uma festa que valoriza o artista e reconhece a liberdade de cada um representar esteticamente sua proposta.

Winter Park Sidewalk Art Festival – imagem de divulgação no site oficial https://www.wpsaf.org/

Para aproveitar ainda mais a primavera, um passeio a Miami também pode ser agradável.Caso esteja planejando conhecer um pouco mais sobre arte latino-americana, e prestigiar os artistas brasileiros, o Pérez Art Museum Miami, é uma excelente opção. Localizado a beira da Bay Biscayne, cercado por uma paisagem extremamente generosa na luz e no brilho, o museu oferece espaços amplos com arte de qualidade, exposições de sua coleção permanente e as temporárias. Um dos destaques é o jardim das esculturas com obras de renomados artistas, perfeitamente integradas ao espaço, como a obra do artista brasileiro Ernesto Neto.

Ernesto Neto, Espaço divisório mínimo, 2008 Cor-Ten steel. Collection Pérez Art Museum Miami, gift of Jorge M. and Darlene Pérez. Imagem da autora.

No interior do museu, as obras agradam pela diversidade de temas, e mídias, despertando a curiosidade do observador, intrigando pela forma e pelo contexto. Tudo isso faz com que a visita não seja monótona. Pelo contrário, desperta o pensar e a criticidade. O museu destaca obras dos artistas latino-americanos, de sua coleção permanente, na exposição The Gift of Art. Entre cubanos, mexicanos, colombianos, e chilenos, vale destacar a obra do brasileiro Tunga que predomina em uma das salas.

Tunga, Element 5, 2014, iron., bronze, steel plaster, rubber, Crystal quartzo, linen. Collection Pérez Art Museum Miami. Imagem da autora.

Tunga é um dos artistas mais importantes da arte contemporânea brasileira. Ficou conhecido como o alquimista por se inspirar em ritos ancestrais e tradições milenares em suas esculturas, instalações e performances, sempre de grande impacto e significado. A obra denominada Elemento 5, feita em 2014, é composta de ferro, alumínio, bronze, cristal de quartzo, borracha, linho, terracota e gesso. Uma composição que faz referências a elementos tradicionais brasileiros como os potes de cerâmica organizados verticalmente sobre a armadura de aço. Os cristais de quartzo estão no topo e na base da obra, elementos místicos como se fizessem parte de um rito cerimonial antigo. O linho cria um contraponto com a verticalidade quebrando a aparente harmonia dos elementos superpostos. Seria uma bandeira branca? E a composição seria uma referência feminina? A interpretação fica a critério do espectador.

Se a primavera é tempo de tradições e lendas, nada melhor do que descobrir como a arte representa significados que vão além de um simples olhar. Descobrir as mensagens nas obras de arte é fascinante. Seja numa sala de museu, seja nas ruas e praças públicas.

 

Frank Stella, Quadrant, 1988, mídia mista sobre alumínio. Collection Pérez Art Museum Miami. Imagem da autora.

A VOLTA DOS BLOCKBUSTERS
Priscila Santa Rosa

Uma nova heroína se junta à família Marvel em março

Terminada a temporada de premiações e com a primavera chegando, os blockbusters voltam com toda a força ao cinema americano. Nesse mês, a Marvel amplia sua galeria de heróis com a chegada de Carol Denvers, a Capitã Marvel, enquanto o diretor Jordan Peele (Get Out, 2017) promete um novo conto de suspense psicológico e a Disney traz de volta mais um clássico com a versão live-action de “Dumbo”.

“Captain Marvel”

– 8 de Março

Pela primeira vez na história do estúdio, a Marvel apresenta uma heroína no papel principal em “Captain Marvel”. Lançado no dia 8, o filme se passa na década de 90, muito antes de Tony Stark se tornar o Ironman e da criação dos Avengers. Nele, um Samuel L. Jackson rejuvenescido (graças ao poder dos efeitos especiais) retorna ao papel de Nick Fury, enquanto Brie Larson é a heroína titular. Outros atores familiares presentes são Jude Law, Lee Pace, e Clark Gregg, que volta da TV para reprisar o papel do agente Phil Coulson.

A trama introduz Denvers e um conflito entre duas raças alienígenas, lutando por supremacia na Terra. Mas o filme não só promete muita ação, efeitos especiais e lutas intergalácticas, como também insinua uma ligação com a continuação do megassucesso do ano passado, “Avengers: Infinity War”.

O antecipado “Avengers: Endgame” está previsto para lançar em abril, mas quem quiser uma prévia não pode perder a história de Carol Denvers. Fãs na internet especulam que ela terá parte vital na luta contra Thanos e na busca para reviver metade do universo. O símbolo da capitã apareceu na cena pós-créditos de “Infinity War”, causando furor entre os aficionados e desde então a expectativa é que “Captain Marvel” revele alguns dos segredos de Endgame.

De qualquer forma, “Captain Marvel” certamente será um marco na história do universo cinemático da Marvel. Assim como “Wonder Woman” (2017) revitalizou a DC, essa será a chance da Marvel provar que ainda tem décadas de sucessos para conquistar.

 

 

 

“Us” – 22 de Março

O diretor Jordan Peele está no auge de sua carreira. Conhecido por seu trabalho humorístico no show de comédia “Key & Peele”, o diretor surpreendeu a todos com o lançamento do incrível “Get Out”, que lhe deu o Oscar de melhor script e históricas nominações nas categorias de melhor diretor, filme, e script. Agora, ele está de volta com outro filme de horror, “Us”. Inspirado pelos clássicos como “The Birds” (1963), “The Shinning” (1980), “The Sixth Sense” (1999), e “The Babadook” (2014), Peele promete surpresas psicológicas e explorações temáticas sobre família, paranoia, e cultura.

Tudo começa quando os Wilsons saem de férias e, ao voltarem da praia, encontram uma família parada em seu jardim. Eles logo descobrem que esta família é composta por seus sósias, porém com aparências deturpadas e distorcidas. Começa então o horror.

O trailer, colocado no ar em dezembro do ano passado, impactou a internet. De imediato os internautas começaram a criar teorias sobre a trama, algumas até envolvendo “Get Out”. Independente eles acertaram ou não em suas previsões, não há dúvida que “Us” será mais uma experiência inovadora.

 

 

 

 

 

 

“Dumbo” – 29 de Março

Mais uma vez a Disney e Tim Burton trabalham juntos para trazer um clássico de volta às telas. Tim Burton, que dirigiu “Alice in Wonderland” (2010) e produziu “Alice Through the Looking Glass” (2016), está nas rédeas de “Dumbo”, baseado no desenho animado de 1941.

Mais focado nos seus personagens humanos do que em animais falantes, essa versão da história tem um elenco estrelar, reunindo Colin Farrell, Micheal Keaton, Danny DeVito, e Eva Green. Mas o personagem principal será totalmente feito no computador, permitindo o elefantinho cativar mais uma vez audiência infantil com sua fofura e delicadeza.

“Dumbo” é mais um de muitos remakes que a Disney vem lançando nos últimos anos. Além desse filme, veremos também em 2019 “Alladin”, “The Lion King” e “Lady and the Tramp”. E os planos da Disney não terminam aí, pois já foram anunciados “Mulan”, “Pinocchio”, “The Hunchback of Notre Dame”, e “The Little Mermaid”. A empresa com certeza está investindo muito para trazer os clássicos do passado para uma nova audiência e uma nova era do cinema. Com o sucesso de “Cinderella” (2015) e “Beauty and the Beast” (2017), a estratégia parece estar funcionando.

Focus Brasil inicia em maio, no Sul da Flórida, temporada de 10 eventos em 5 países

Entrando em seu 22o ano de realização, e agora com todos os produtos abrigados sob a mesma marca Focus Brasil, os eventos realizados pela Focus Brasil Foundation terão em 2019 o mais extenso calendário de realizações: serão cinco eventos nos Estados Unidos: South Florida, Boston, New York, Phoenix (West Coast) e Orlando, e mais eventos no Reino Unido, Itália, Japão e Brasil.

A abertura do calendário acontecerá de 8 a 11 de maio no Broward Center for the Performing Arts, em Fort Lauderdale, com o Focus Brasil South Florida, incluindo os tradicionais painéis de Cidadania, Empoderamento Feminino, Business, Mídia Comunitária, Focus Kids e a segunda edição do Painel de Artes Visuais que estreou com sucesso em 2018.

ANA BOTAFOGO

A Coordenação dos eventos é de Andrea Vianna, que pretende anunciar mais atrações confirmadas nos próximos dias, mas já pode antecipar pelo menos um nome de magistral importância para as artes e cultura do Brasil, a receber o Lifetime Achievement Award em 2019: a bailarina carioca Ana Botafogo, o maior nome do ballet brasileiro em todos os tempos, de renome internacional. Ana receberá seu prêmio juntamente com os demais “Lifetimes”e premniados nas 16 categorias do Focus Brasil Awards, dia 11 de maio.

Durante o mês de março o que agita o ambiente no Focus Brasil South Florida são as quatro premiações: Artes Visuais, Business, Community in Action e Focus Awards. A partir do dia 8 e até 30 de março, todos os finais de semana serão de anúncios dos vencedores em três destas premiações. Somente os prêmios de Artes Visuais, que este ano estão sendo coordenados pela artista Blima Efraim, é que terão seus vencedores conhecidos apenas na noite do evento.

TRANSMISSÕES AO VIVO

Um aspecto importante nos eventos deste ano no Sul da Flórida serão as transmisões ao vivo de pelo menos duas das premiações: dia 9, Business, e dia 11, Focus Awards. O novo projeto de transmissão está a cargo da BR PLUS, empresa instalada em Orlando e que traz do Brasil um histórico “know how” de grande sucesso em transmissões de eventos e gravações de DVDs no nosso país e estabeleceram uma parceria com a Fundação Focus Brasil visando dar um novo impacto às premiações.

PROGRAMAÇÃO

Confiram abaixo a programação do Focus Brasil South Florida:

8 de Maio (Quarta)
10:00 am/12:00 (noon) Abertura & Painel do Conselho de Cidadãos da Flórida
– 02:00 pm/04:30 pm – Painel Artes Visuais/The55Project
07:00pm/10:30 pm FOCUS BRASIL VISUAL ARTS AWARDS
9 de Maio (Quinta) –
08:00 am/01:00 pm Painel Business / BBG
07:00 pm/10:30 pm – FOCUS BRASIL BUSINESS AWARD
10 de Maio (Sexta)
09:00 am/12:00 pm – Painel Comunidade em Ação
02:00 pm/04:00 pm – Painel Mídia / ABI Inter
04:30 pm/06:00 pm – Press Conference Globo TV
08:00 pm/11:00 pm – FOCUS BRASIL COMMUNITY IN ACTION AWARDS
11 de Maio (Sábado)
09:00 am/12:00 (noon) Painel Mulher/AME
01:00 pm/04:00 pm – Painel Língua Portuguesa/Focus Kids/Brasileirinhos na Flórida
07:00 pm/11:00 pm FOCUS BRASIL AWARDS
Para mais informações, visite o site www.focusbrasil.org ou entre em contato pelos telefones: 786-253-5668 e 786-301-4781.
Público de peso comparece para curtir os Menotti

Um atraso de mais de 2 horas e um tremendo imprevisto não tiraram o brilho do show de Cesar Menotti e Fabiano, que aconteceu em Orlando, no dia 9 de fevereiro. O evento estava marcado para celebrar a inauguração do novo Gilson’s Restaurant, localizado na International Drive. De acordo com o proprietário Gilson Rodrigues, a falta de algumas licenças de segurança impediram a realização do show no local. Até 3 dias antes do evento, havia uma expectativa de que tudo estaria pronto para o “Grand Opening”, entretanto isso não aconteceu.

Entre o cancelamento e a transferência de local, Rodrigues não pensou duas vezes: optou pela segunda opção e com habilidade e relacionamento, conseguiu encontrar um local que pudesse receber até 1,000 pessoas e que fosse próximo do endereço original. Em tempo recorde, com apoio da mídia local e mídia social, Rodrigues conseguiu comunicar a mudança com sucesso.

O local escolhido para apresentar os Menotti e receber o grande público foi o Rum Jungle Dance Club, que registrou um show sem incidentes e um som de boa qualidade.

A inauguração do novo Gilson’s Restaurant ficou adiada para o mês de março, com data ainda a ser confirmada, assim que as licenças estejam satisfeitas aos órgãos públicos competentes e de segurança.

 

 

 

 

 

 

Acima, Gilson Rodrigues.
Ao lado, o público de mais de 600 pessoas
Saudades do futebol irradiado
Peter Ho Peng

Querido leitor: essa vai ser para matar as ditas cujas, ou então fará o reverso, irá aumentar a tua saudade. Nós, amantes do futebol, e alguns de nós tivemos a sorte de escutar muitas partidas irradiadas, temos lembranças imemoriais. Mas aqui, onde todos os esportes são televisionados, se pratica a narração “play-by-play,” sem a emoção do narrador. Existe no rádio o “coloured transmission” ou seja, o narrador que dá cores ao jogo. É uma espécie de narrativa com emoção, mas, sem ter ouvido partidas narradas por rádio, duvido que se equipare ao nosso futebol irradiado. O único esporte que conheço se transmite com emoção equiparável ao nosso futebol é o turfe. Quem não lembra a emoção do narrador, acompanhando o Secretariat, segurado pelo jóquei, guardando energia, até a curva final, quando o jóquei soltou as rédeas, e o Secretariat foi passando cavalo a cavalo, vindo da décima posição, até fazer a última ultrapassagem, e ganhar uma das corridas que fazem parte da copa do mundo do turfe, a Tríplice Coroa. Mas dá para explicar porque o narrador das corridas tem a emoção na descrição da corrida. Os estádios não comportam 20% dos presentes nas grandes corridas. Um dos recordes de assistência foi cerca de 130,000 presentes, todos apostadores, fãs de cavalos, jóqueis, enfim, turfistas, e a maioria absoluta não consegue ver a corrida, por estar de pé no mesmo nível da pista. Então ou ouve pelo autofalante ou pelo rádio. E a emoção do radialista é presente. Ele vibra. Usando a tradução da língua inglesa, ele colore a corrida.

Mas no Brasil entre nós poucos tinham televisão, e poucos menos ainda podiam ir aos estádios. Mas todos assistiam as grandes partidas pelos rádios. Ou pelos rádios de pilha ou pelos auto-falantes nas praças estratégicas das cidades. No meu tempo, o Gre-Nal era grande partida. Ou quando o Brasil jogava uma partida pela Copa do Mundo. Imagino que o Fla-Flu ou o Coríntians-Palmeiras ou Coríntians-São Paulo fossem maiores, visto que Porto Alegre era uma pequena cidade do interior em relação ao eixo Rio-São Paulo. Então tivemos a sorte de herdar o futebol dos ingleses, via Argentina, e daí desenvolver uma gíria futebolística sem igual. Eu falo apenas a gíria do sul. Imagino que o Nordeste tenha desenvolvido mais outras gírias.

Quem não lembra do narrador dizendo, já com emoção, que “o juiz confere o relógio e dá o apito inicial,” e então “rola a pelota.” E quando o Uruguai fez o gol no terceiro chute da partida, pegando nosso goleiro adiantado, desprevenido. A voz triste do narrador, falando “gol,” seguido de um silêncio mortal, e depois “goooollll,” numa voz chôcha, triste. Quem não lembra da emoção do narrador, nos descrevendo os “dribles sem bola” do Garrincha, indo e vindo, zanzando, o zagueiro inglês atrás dele, e a bola parada, intocada. O Garrincha fazendo o zagueiro de “João,” que era como o narradores apelidavam os zagueiros adversários enganados pelo Garrincha. Enxergávamos tudo como se estivémos no campo, em Estocolmo, em Santiago ou na cidade do México. Nossa Jules Rimet.

Mas não veremos mais a “folha-sêca” do Didi, depois que as bolas foram padronizadas, não é mais possível dar esse tipo de chute. Mas que herdamos o jogo dos ingleses, não há dúvidas, e os tiros de “córner,” o “drible,”, e o “charles” a são testemunhas disso. Mas se sobrou alguma dúvida do que escrevi, que o futebol veio da Inglaterra? Então pensem um pouco mais… Pensem na etimologia destas outras palavras: gol, goleiro, placár, falta, pênalti, bola, e até mesmo futebol, e poderia continuar na herança das palavras que nasceram imitando o som, mas tem outras tantas cuja etimologia vem da tradução literal, como: meio-de-campo, ou meio-campista, tiro-de-meta, guarda-meta, e por aí vai.   Mas o “drible da vaca, a costura, a janelinha, a caneta, o balãozinho ou chapéu, o pano, o paninho, o elástico, o chute de 3 dedos,” são gírias exclusivamente nossas. Adicionem aí a “bicicleta, a meia-bicicleta, a tabelinha, o cochilo, a gilete.” Imaginem como um narrador estrangeiro traduziria essa imensidão de jogadas, palavras que o narrador usa para descrever com uma única palavra, a jogada com a precisão exata.

Confesso que o racismo também existia na minha cidade. O Sport Club Internacional, um time popular, composto de negros, foi formado em contra-posição ao Grêmio Football Clube, ou o tricolor, e entrou nas competições chamado imediatamente de Colorado, que veio do colored, ou time de cor. Mais um exemplo de anglicismo. É claro que esse racismo foi sendo diluído com o passar do tempo, e à medida que a superioridade atlética dos negros foi se manifestando, mas que o racismo existiu, existiu. E fora dos esportes ainda prepondera na nossa sociedade.

E como co-adjuvante do narrador, vinha o comentarista, para dar um tempo para o narrador tomar uma água, e descansar um minuto, não, meio-minuto, ou quinze segundos, antes de retomar a narrativa. Mas o comentarista adicionava à narração, agregando precisão. Por exemplo, quando tinha um jogador flagrado em impedimento, “na banheira” ou “pescando,” o comentarista falava se esse impedimento era tão flagrante que o jogador tinha ido “pescar de caniço, anzol e carretilha,” ou seja, sem pressa, tendo ficado “na banheira” muito tempo. Ou descrevia a “catimba, a onda, la ola,” valorizando, matando tempo, “fazendo cêra.” E notava se o juiz iria descontar o tempo.

Antes do jogo começar, era o comentarista que notava que estava tudo pronto dentro das quatro linhas, eram 11 contra 11, titulares, reservas, quem era o juiz, os 2 bandeirinhas. Se os 8 gandulas estavam bem posicionados, enfim, tudo pronto para o show começar.

Se o juiz expulsava algum jogador, era o comentarista que explicava porque o sujeito tinha sido “mandado para o chuveiro,” e o narrador complementava com o “diga boa tarde (ou boa noite) ao senhor Lorenzetti*.”

A partida entre amigos também tinha suas gírias. Era a “pelada,” onde ocorria com frequência o “frango,” o gol que o goleiro toma por falta de habilidade, mas que qualquer outro impediria, e que os amigos narravam entre si fazendo o “cócoricó” para gozar o goleiro adversário, descrevendo o “galináceo, o frango-carijó,” entrando no gol adversário. E entre nós havia mais a “bola estourada,” já que entre os profissionais existe o cuidado mútuo para não se machucarem sem necessidade.

E entre as torcidas tinha também uma gíria própria. Se o juiz apitava algo aparentemente injusto contra o seu time, era automàticamente taxado de “ladrão, gatuno, puto, veado, filho-da-puta.”

E a gíria futebolística foi exportada para outras atividades. Por exemplo, numa partida de xadrês, num jogo de cartas, num debate entre dois, ou entre qualquer competição, onde um lado bate o outro com grande vantagem, dizemos que o vencedor “deu um banho-de-bola” no vencido naqueles embates.

Vou ficando por aqui. Espero que tenha ajudado vocês, queridos leitores, a matar um pouco de saudades, trazido boas lembranças, e que eu tenha “matado essa bola no peito, baixado ao terreno e chutado firme e balançado as redes” e não tenha chutado “por cima,” na trave, ou “balançado as redes pelo lado de fora.”

Um forte abraço e continuem torcendo pelos seus times, pois essa relação é de um valor inestimável, que levaremos até o fim. Em tempo: sim, confesso, eu sou tricolor doente.

(*) Naquele tempo os chuveiros elétricos eram quase todos da marca Lorenzetti. O drible charles é um dos mais bonitos e mais difíceis de fazer. Foi uma marca registrada de Charles Miller, o anglo-brasileiro ao qual é dada a honra de trazer o futebol ao Brasil. Em artigo concomitante a este, explico completamente a origem do futebol no Brasil. O drible charles depois reapelidado de chaleira, consiste em passar da bola na corrida, prender a bola com os dois pés, levantar a bola com o calcanhar de um dos pés, de modo que a bola passa por cima das costas e da cabeça do atacante, e por cima do defensor, que vai correndo em sentido oposto, pois pensa que o atacante deixou a bola para trás. O atacante mata no peito, controla e segue em frente com a bola controlada, já uns 5 metros na frente do defensor.
A Origem do Futebol no Brasil
Peter Ho Peng

As enciclopédias dirão que um anglo-brasileiro, Charles Miller, trouxe o futebol para o Brasil. Verdade, o Charles Miller teve um papel importante para o desenvolvimento do futebol no Brasil, mas a origem do futebol no Brasil antecede ao Charles Miller por várias décadas. 

Charles Miller foi, aos 9 anos de idade, estudar na Inglaterra, mais precisamente em SouthHampton, no sul da ilha britânica, e foi um jogador notável. Ele inventou o drible que conhecemos como “chaleira” ou “charles” – a primeira palavra derivada da segunda, e ambas reconhecendo o Charles Miller como o inventor desse drible. Lembram? O jogador, geralmente um atacante, levanta a bola na corrida, enganchando-a no calcanhar de um dos pés, e prensando a bola com os dois pés, assim levantando-a por cima de suas costas e cabeça, e por cima do zagueiro adversário, que passa correndo em sentido contrário, pois é ludibriado, pensando que o atacante deixou a bola para trás. O atacante controla a bola, geralmente matando no peito e baixando-a no terreno, tudo isso na corrida. Quando o zagueiro tenta se recuperar, o atacante já está com uma vantagem de uns 5 metros. Ele voltou ao Brasil, depois de 10 anos na Inglaterra, e trouxe na bagagem duas bolas, chuteiras, dois uniformes completos e uma bomba.

Em 1900, mais precisamente em Rio Grande, no Sul gaúcho, foi fundado o Sport Club Rio Grande, dando início assim, ao futebol organizado no Brasil. Os paulistas dirão que a Associação Alética Ponte Preta foi o primeiro time do Brasil, embora nas atas de fundação o Rio Grande anteceda o Ponte Preta por 3 semanas. Eu tive uma intersecção na vida com o Sport Club Rio Grande, que contarei mais tarde nesse artigo. 

Mas isso não importa. O importante a registrar é que o esporte bretão foi trazido ao Brasil muito antes desses clubes serem formados. A origem disso foi o Irineu Evangelista de Souza, depois Visconde e Barão de Mauá. Claro, um gaúcho. O Irineu, quando na Inglaterra, viu o progresso baseado na industrialização e no transporte barato dos produtos industrializados. Esse transporte era baseado nas vias ferroviárias dos bretões. De volta ao Brasil, convenceu o Imperador, Dom Pedro II a seguir o caminho dos ingleses. O Imperador comprou a idéia e, guiado por Irineu, iniciou a industrialização brasileira e a construção da malha ferroviária que conectou o interior do Brasil aos principais portos navais, tanto fluviais como marítimos. Do Norte ao Sul, de Madeira, no coração da selva amazônica a Mamoré (Rondônia) a Rio Grande, passando, claro, pelo Rio de Janeiro, por Santos, etc. As ferrovias faziam viável o escoamento da madeira, borracha, minérios, carne, etc, para a Europa, o que marcou um salto no desenvolvimento do Brasil.

Nas cidades, os bondes, uma miniaturização dos trens, possibilitaram o deslocamento fácil e barato das populações, impulsionando assim o comércio varejista e os serviços. E quem construiu as ferrovias e os bondes? Trabalhadores inglêses, que tinham o know-how. E esses operários, para diversão e descanso do trabalho, jogavam futebol. Isso foi pelo menos 30 anos antes do futebol ser praticado de maneira organizada no Brasil.

Voltemos ao tema. A ponte preta real deu origem ao time paulista, existiu e existe até hoje e foi construída no fim do século 19 para transpor a estrada de ferro Jundiaí-Campinas. Como a ponte original, de madeira, ficava manchada pela fuligem das locomotivas, foi recoberta de piche. A alvenaria tomou o lugar das tábuas, mas a tinta preta continua lá sobre os trilhos. Notem a origem dos ferroviários. O Rio Grande, sem campo para jogar, pediu emprestado um terreno da Compagnie Auxiliaire de Chemins de Fer au Brésil (Companhia Auxiliar de Ferrovias no Brasil), empresa belga que construía uma linha de trem entre Porto Alegre e Uruguaiana. Mais tarde o Rio Grande construiu o Estádio Arthur Lawson, outro inglês. Posso agora contar como minha história pessoal se cruzou com a história do Sport Club Rio Grande. Entre 1959 e 1966, joguei basquete pelo Petrópole Tênis Clube, o PTC, em Porto Alegre. Fui infantil e juvenil. Joguei exatamente uma única partida com a camiseta da seleção gaúcha juvenil, sendo depois cortado. Nosso treinador, técnico e irmão mais velho era o Eduardo Arthur Lawson, neto do Arthur Lawson, quem deu o nome ao estádio do Rio Grande. O nosso Lawson, ou Magrão, como o chamávamos foi titular da seleção brasileira. Para registrar o meu apreço pelo Magrão, conto agora que na ocasião de uma celebração de um campeonato municipal do time adulto do PTC íamos todos, adultos e juvenis, que éramos os líderes da torcida do PTC, comemorar num bar dos arrabaldes. Eu creio que essa celebração ia das 21 às 22:30 horas. Os juvenis, ainda menores, não bebiam cerveja nessas ocasiões. O PTC tinha esse cuidado. Ao final da celebração, eu tinha que pegar um bonde, da Cristóvão Colombo até a estação central, que ficava na Praça Parobé, no Abrigo dos bondes, que davam então a meia-volta. Daí eu pegava outro bonde e, direção a Petrópolis, meu bairro, descendo na parada da Eça de Queiróz. A casa de meus pais era na Eça de Queiróz 892, ou seja, a um quilômetro da parada do bonde. Estimo que viagem toda, do bar celebratório até minha casa levaria cerca de uma hora. E quem me acompanhava, do bar até minha casa, para ter certeza que chegaria, certificando-se da minha segurança, caminhando pela ruas escuras? Sim senhoras e senhores, era o Magrão.

Há cerca de uns quatro ou cinco anos atrás, o meu “brimo” de estimação, um primo em primeiríssimo grau da minha esposa, filho de um “turco” – chamávamos todos os árabes de “turcos” naquele tempo – e eu até hoje brinco com ele, chamando-o de “briminho,” pois tìpicamente os “turcos” não conseguem dizer “primo,” falando em seu lugar, “brimo”; pois bem, esse primo me levou em seu carro de Porto Alegre a Rio Grande, uma viagem de uns 300 km, só de ida, para eu visitar o Magrão. Fomos recebidos pelo Magrão e sua esposa e fui até mesmo jogar um pouco de basquete com o Lawson. Relembrei o cuidado que ele teve comigo depois da celebração do campeonato. O Magrão não lembrava. Oxalá esse conto a ajude a lembrar aquela experiência tão importante para mim, tudo que o Magrão me ensinou com aquele gesto. Generosidade, carinho, cuidado de um irmão mais velho com um irmão mais moço.

Retorno às origens do futebol no Brasil. O historiador Luiz Carlos Ribeiro, da UFPR, explica como a lenda de Charles Miller se desenvolveu: “A história é escrita a partir de registros, só que é complicado encontrar documentos sobre o futebol brasileiro no século 19. Charles Miller era um membro da burguesia paulista – seu pai era diretor da São Paulo Railway, que originou o São Paulo Athletic Club –, e as elites são fáceis de registrar: aparecem em jornais, se preocupam em guardar documentos.” Volto ao Irineu Evangelista de Souza, então o Barão de Mauá. Ele importou as companhias estrangeiras para tocar as obras. O futebol já era popular na Inglaterra e, naturalmente, veio como passatempo para cá. Espalhados pelo Brasil, essa rede de imigrantes foram todos fundadores do futebol brasileiro. Entre 1852, ponto de partida da primeira ferrovia, e a Proclamação da República, em 1889, foram construídos mais de 9.500 km de trilhos – um terço da nossa malha atual. E concomitantemente com o crescimento da malha ferroviária, o esporte foi se espalhando pelo Brasil. Citando a Editora Abril:

“A forma mais clara de mapear isso é seguir a criação de times ferroviários. As empresas ferroviárias foram importantes lugares de organização sindical, que usavam o futebol como elemento de união entre seus funcionários; o resultado disso é a criação de vários clubes vinculados a essas instituições. Entre as décadas de 1900 e 1970, 94 times foram fundados por ferroviários em 20 diferentes Estados. Dessa forma, a bola no pé chegou aos mais diversos cenários brasileiros: de Palmares (com a Associação Atlética Ferroviária, da terra de Zumbi) à Floresta Amazônica (com o Ferroviário Atlético Clube, criado por empregados da Madeira-Mamoré). À primeira vista, dá a impressão de que os clubes ferroviários foram numerosos, espalharam o futebol pelo Brasil, mas não tiveram lá muito impacto em campo. Muitos deles, porém, foram bem-sucedidos, afirma Ernani Buchmann, autor de “Quando o Futebol Andava de Trem”, livro que narra a relação entre ferrovias e futebol no Brasil. “A Desportiva Ferroviária, de Vitória (ES), teve relevância nacional nos anos 1960 e 1970 e a Ferroviária de Araraquara fez barulho nos campeonatos paulistas dos anos 1960. Um dos mais destacados recentemente, aliás, é o Ferroviário de Curitiba, completa, referindo-se a uma das agremiações que originaram o Paraná Clube, de volta à série A do Brasileirão em 2018. O estádio da Vila Capanema, bairro dos ferroviários curitibanos em que o Paraná manda seus jogos, aliás, foi palco da Copa do Mundo de 1950. Ponte Preta que batiza o time paulista foi construída para transpor os trilhos da Jundiaí-Campinas. Não foram só os times das empresas ferroviárias que herdaram esse legado. O Corinthians é o maior exemplo disso: apesar de não ter nenhuma ligação direta com empresas de trem, foi fundado em 1910 por operários do bairro do Bom Retiro que trabalhavam na São Paulo Railway, primeira ferrovia do Estado, que ligava o Porto de Santos ao interior. Quatro anos depois, imigrantes italianos criaram um time com o objetivo de rivalizar com os operários do Bom Retiro: o Palestra Itália, atual Palmeiras. Outro filhote da São Paulo Railway é o próprio clube da empresa, que existe até hoje, mas com outro nome: virou o Nacional Atlético Clube, tradicional time da zona oeste paulistana. Desse jeito, de forma direta, indireta, e às vezes mais indireta ainda, as ferrovias foram colocando o futebol brasileiro nos trilhos. Companhias de trem e seus funcionários foram essenciais para a fundação de clubes como Corinthians, Noroeste (SP) e Asa de Arapiraca.

Como esse modo tão moderno e eficiente de tranporte, tanto de bens como de gente, desapareceu? Na década de 1920, um dos slogans do governo de Washington Luiz, era “governar é fazer estrada”, indicava o princípio da decadência férrea do Brasil. Essa rivalidade rodovia versus ferrovia, inclusive, foi no futebol. Nos anos 1950, a cidade de Itapetininga (SP) parava para ver o clássico local entre o Clube Atlético Sorocabana (nome de uma importante ferrovia paulista) e o Departamento de Estradas de Rodagem Atlético Clube. No governo JK (1956-1961), e ao longo de toda a ditadura, a situação se agravou. De lá para cá, o transporte de passageiros por trilhos praticamente deixou de existir, só restando o de carga, ainda assim com infraestrutura limitada. Os bondes tiveram seus trilhos arrancados. Visite qualquer país da Europa e veja como já tínhamos o que eles tem agora: um transporte ferroviário econômico, e arrancamos tudo, virando ferro-velho. Será que os fabricantes de automóveis e as refinarias de petróleo não deram uma mãozinha, fazendo a cabeça de nossos dirigentes? E o bolso também? Mas como debater isso, num país ignorante e sem liberdade? Cada momento que vocês estiverem num congestionamento de tráfego na avenida Paulista, na Marginal Tietê, vendo um trem passar, lembrem-se que jogamos tudo no lixo. Sim, fomos para o transporte individual, muito bonito, mas que nos custa muito. Viva o Brasil. Bem, essa foi minha história de futebol: 74 clubes do Brasil foram fundados diretamente por empresas ferroviária.

Para completar, volto ao Irineu Evangelista de Souza. No final de sua vida, foi torpedeado por herdeiros do Imperador. Faliu, vendeu suas empresas e seus negócios a preço de banana para pagar suas dívidas. Não fugiu. Acabou pobre mas não escondeu nada. Liquidou até seus óculos que tinha aros de ouro. Comparem esse comportamento com o de nossos governantes e nossas classes privilegiadas de hoje. Pensem se nossos governantes atuais podem ser comparados ao Irineu. Podem sim, ser comparados ao Washington Luís, que não registrou nada na história do Brasil.

Universo de “Star Wars” ganha vida na Galaxy’s Edge, a nova atração da Disney
Antonio Martín Guirado

A Força, os jedi, os stormtroopers, a aliança rebelde, os sabres de luz, a Millenium Falcon e todo o universo de “Star Wars” ganharão vida na Galaxy’s Edge, a nova criação dos parques da Disney que aproximará o público à magia de uma galáxia já não tão distante.

A Galaxy’s Edge (“ponta da galáxia”, em inglês), que abrirá as portas no verão dos Estados Unidos na Disneyland, na Califórnia, e no outono no Walt Disney World, na Flórida, é a maior área temática já criada em um parque da empresa – cerca de 57 mil metros quadrados – e conta com duas atrações principais: Millennium Falcon: Smugglers Run e Star Wars: Rise of the Resistance.

No simulador Millennium Falcon: Smugglers Run, possivelmente o que chamará mais atenção, os visitantes entrarão na Millenium Falcon e poderão pilotar a nave de Han Solo – construída pela primeira vez em tamanho real – e conhecer todos os seus cantos.

Já Star Wars: Rise of the Resistance fará com que os visitantes se transformem em novos recrutas da Resistência e participem de uma espetacular batalha contra a Primeira Ordem de Kylo Ren, na presença dos imponentes AT-ATs, antes de subirem a bordo de um Star Destroyer.

“É um sonho realizado para todos que cresceram brincando com bonecos de ‘Star Wars’ e que agora podem ver e tocar esse mundo de certa forma real”, disse John Larena, um dos diretores da Walt Disney Imagineering, que mostrou o estado das obras à imprensa.

A Galaxy’s Edge, que teve até música composta para a ocasião por John Williams, leva os visitantes ao remoto planeta Batuu. Para ser mais específico, o destino é o Black Spire Outpost, um porto conhecido por contrabandistas, comerciantes e aventureiros onde as pessoas cruzarão com Rey, Finn, Poe, BB-8 e Chewbacca, entre outros.

Ao longo da aventura o público entrará em contato com androides, seres dos mais diversos planetas e outros habitantes de Batuu enquanto buscam objetos valiosos, provam comidas e bebidas exóticas e se juntam a uma tripulação à procura de novos desafios.

“Entrar em Batoo é uma imersão total em um lugar eclético, vivo e povoado por raças de todos os cantos da galáxia. É um planeta com um aspecto único, mas ao mesmo tempo perfeitamente reconhecível dentro do universo de ‘StarWars'”, comentou Larena.

Uma característica marcante da Galaxy’s Edge, que se desenvolve no mesmo contexto que a atual trilogia de “Star Wars”, é a grande aposta nas experiências interativas graças ao uso de um aplicativo para smartphones (Play Disney Parks) que permitirá, por exemplo, traduzir um idioma galáctico, interagir com androides e ativar telas de informação.

A experiência não acaba ao fim do itinerário. Batuu é cheio de bares com bebidas incomuns como as da Oga’s Cantina (há opções alcoólicas como o Jedi Mind Trick e o Bloody Rancor) e do Milk Stand, onde o público poderá experimentar o leite azul e o leite verde que apareceram em “Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança” e “Episódio VIII – Os Últimos Jedi”.

Também não faltarão os mercadinhos de rua e os restaurantes com alguns dos pratos mais deliciosos da galáxia, como Ronto Roasters (com seus sanduíches de peru) e Docking Bay 7 Food and Cargo, onde o principal prato são as costelas de carne de Kaadu (o animal no qual Jar Jar Binks aparece montado quando faz sua primeira aparição na saga).

A Disney não informou oficialmente o investimento feito nas duas criações das cidades de Anaheim e Orlando. A estimativa é que os valores superem US$ 2 bilhões.

Sequência de “Aquaman” chegará aos cinemas em dezembro de 2022

A sequência de “Aquaman”, um dos maiores sucessos de bilheteria de 2018, chegará aos cinemas em 16 de dezembro de 2022. Protagonizado por Jason Momoa, “Aquaman” arrecadou US$ 1,13 bilhão no mundo todo, situando-se como a quinta maior bilheteira do ano passado, segundo os dados do portal Box Office Mojo.

Apenas “Os Vingadores: Guerra Infinita”, “Pantera Negra”, “Jurassic World: Reino Ameaçado” e “Os Incríveis 2” atraíram mais espectadores aos cinemas em 2018. Além disso, “Aquaman” conseguiu se transformar no longa-metragem da DC Comics com maior arrecadação nas bilheteiras da história ao superar “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012), que faturou US$ 1,08 bilhão.

Segundo a imprensa americana, o roteirista David Leslie Johnson-McGoldrick está trabalhando no script da sequência de “Aquaman”. Por outro lado, James Wan ainda não confirmou seu retorno para dirigir o filme.

Além de Momoa, o longa deve contar com a volta de atores como Amber Heard (Mera), Nicole Kidman (Atlanna) e Willem Dafoe (Vulko).

Brazilian Day Orlando Festival

O jornalista e criador do Brazilian Day Orlando, Paulo Corrêa garante que serão muitas as novidades para a sétima edição do maior evento cultural da região da Flórida Central.

“Conseguimos a confirmação das autoridades americanas do Condado Orange e da cidade de Orlando; e de várias celebridades brasileiras que residem na região”, garante Corrêa. Paulo também celebra a aceitação do convite que fez a cantores renomados e que já confirmaram suas presenças. De acordo com o organizador, os músicos serão homenageados durante a nova data estabelecida para o a realização do BDO 2019: 19 de maio (domingo), com início às 12:00 horas e encerramento previsto para às 08:00pm, no Lake Eola Park, em Downtown Orlando.

Rafael Almeida, diretor artístico do Brazilian Day Orlando, confirma participações de influenciadores digitais e grandes nomes da cultura musical e artística brasileira como Paulo Ricardo (ex-RPM), Pierre Onassis (ex-Olodum) e a grande sensação do momento, UM44K. “Temos ainda nomes importantes para confirmar em breve. Tenham certeza de que faremos um lindo show no Brazilian Day Orlando”, afirma Almeida.

Serviços:

Local: Lake Eola – Downtown Orlando

Dia: 19 de maio (domingo)Horário: 12h às 20h

Fotos: Divulgação

 

UM44K:

Sucesso no YouTube, a dupla Um44K é formada por Luan Otten e Saulo Poncio. Batizado como Um44k, -que segundo os integrantes representa a passagem bíblica de Apocalipse 7:2-4-, em pouco tempo de carreira, a dupla se tornou um sucesso na internet e passa a compor para outros artistas, como Ludmilla, Iza e Nego do Borel.  Seus vídeos já contabilizam mais de 20 milhões de visualizações e trazem no estilo uma pegada pop, misturado com o rap e com o R&B. Lança o primeiro EP em agosto de 2017, intitulado UM44K Acústico. Em janeiro de 2019, foi lançado o primeiro CD da dupla, denominado “Tudo Que Sonhamos”.

 

 

Pierre Onassis:

O cantor e compositor teve significativa presença na música brasileira, especificamente a bahiana, como cantor e compositor. Suas obras foram tocadas em todo o Brasil e em outros países. Artistas renomados interpretaram suas canções, como: Daniela Mercury: “Capoeira”, Chiclete com Banana: “Cara Caramba”, Araketu: “Suingue do Ara”, Djavan:  “Ara Amor”, Ivete Sangalo: “Rosa”, Banda Cheiro de amor: “Vai Sacudir, Vai Abalar”, Netinho:  “Amor eu Fico” entre outros. Mas foi na Banda Olodum onde Pierre ficou por 9 anos e se firmou, eternizando sucessos como: “Requebra”, “Rosa”, “Berimbau”, “Canto ao Pescador”, “Samba Juliana” , “Tic Bom” e outras canções que revelam sua popularidade e criatividade.

 

 

 

Paulo Ricardo (ex-RPM):

Formava o grupo RPM (Revoluções Por Minuto), no qual tocava baixo e era o vocalista, junto de Luiz Schiavon, Fernando Deluqui e P. A. Em 1984, o grupo é reconhecido como um dos maiores fenômenos do rock brasileiro, em apenas um único disco a banda vendeu 2,5 milhões de cópias. Na década de 1990, o cantor iniciou carreira solo, no qual passou por vários estilos com os álbuns: “Amor de Verdade”, “Brazilian Collection”,  “La Cruz Y la Espada”, “O Amor Me Escolheu”, “Prisma”, “Rock Popular Brasileiro”.

Em 2002, retomou a carreira junto ao grupo RPM, lançando CD e DVD ao vivo. Algum tempo depois, a banda novamente se desfez, por conta da marca RPM.

O que é o 5G e que melhorias ele trará para os usuários?

A tecnologia 5G volta a ser protagonizar a Mobile World Congress (MWC), mas, diferentemente de edições passadas do evento, desta vez as principais empresas do mundo já trouxeram equipamentos capazes de utilizar essa nova rede, que já deve entrar em operação nos Estados Unidos e na Coreia do Sul ainda em 2019. Mas o que é exatamente o 5G e que avanços ele trará em relação à geração anterior, o 4G? Esses são alguns pontos essenciais para entender o que o 5G representará para o futuro das redes móveis.

O QUE É O 5G?

É a rede móvel de quinta geração, entendendo por geração cada um dos períodos vividos pela telefonia celular desde sua invenção. Cada uma delas trouxe avanços tecnológicos próprios. Primeiro, o 1G só permitia ligações entre os telefones. O 2G introduziu os SMS, o 3G colocou a internet nos celulares e o 4G ampliou a velocidade de conexão, permitindo que os smartphones acessassem a banda larga.

MELHORIAS QUE O 5G VAI TRAZER?

São principalmente três. Em primeiro lugar, a nova rede multiplicará a velocidade das comunicações móveis, atingindo picos de até 10 Gbps, mais rápida do que a oferecida atualmente pela fibra óptica. Com isso, é possível baixar um seriado em segundos.

A segunda grande melhoria é a redução da latência, ou seja, o tempo de resposta entre a rede e o dispositivo em questão. Os avanços trazidos pelo 4G diminuíram esse tempo para 30 milissegundos, mas o 5G reduzirá esse valor para uma faixa entre 1 e 5 milissegundos, fazendo que essa resposta seja quase em tempo real.

Esse avanço é chave para novas tecnologias, como carros autônomos e cirurgias feitas de forma remota, por exemplo. “É a diferença entre a vida e a morte”, afirmou o responsável de Marketing da Nokia, Fernando Corredor.

Em terceiro lugar, o 5G permitirá um maior número de dispositivos conectados à rede. Segundo o diretor da Accenture Digital para Espanha, Portugal e Israel, José Luis Sancho, esse valor chegará até 1 milhão por quilômetro quadrado ou 100 por metro quadrado. Essa capacidade permitirá que praticamente qualquer objetivo esteja online, essencial para o avanço da “internet das coisas”.

REGIÕES QUE TERÃO ESSA TECNOLOGIA?

Segundo a GSMA, órgão que reúne operadoras móveis de todo o mundo, o 5G já será uma realidade neste ano em 21 mercados, entre eles Estados Unidos, Austrália e China. Outros dois países que já estão bem avançados na instalação da nova rede são Japão e Coreia do Sul, onde o 4G já não atende a quantidade de dados trocada pelos usuários em dispositivos móveis. Até 2025, 59% do total de linhas móveis da Coreia do Sul terão 5G. As projeções apontam que a taxa será de 48% no Japão, 49% nos EUA e 29% na Europa. Na América Latina e no Caribe, a previsão da GSMA é de 8%.

QUANTO CUSTARÁ A NOVA REDE?

Segundo a GSMA, espera-se que, só na Europa, as operadoras invistam entre 300 bilhões e 500 bilhões de euros para instalar a estrutura necessária para o funcionamento da rede 5G.

Facebook permitirá que usuários apaguem parcialmente seu histórico

A companhia dirigida por Mark Zuckerberg tentará assim dar resposta às críticas que está recebendo por sua gestão dos dados pessoais e pela falta de privacidade na plataforma, especialmente após o caso da empresa de consultoria Cambridge Analytica do ano passado.

Logo depois do escândalo gerado quando foi revelado que essa empresa utilizou um aplicativo para compilar milhões de dados de internautas da plataforma sem o seu consentimento com fins políticos, foi o próprio Zuckerberg quem prometeu uma ferramenta para dar mais controle aos usuários.

A decisão pode ter consequências negativas para o Facebook, já que seu negócio consiste precisamente na venda de espaços publicitários ajustados às preferências de cada pessoa, com base no histórico de navegação e atividades de cada usuário.

“Em linhas gerais, isto vai nos dificultar a tarefa de dirigir-nos a cada pessoa de uma maneira tão efetiva como anteriormente”, admitiu o principal responsável das finanças do Facebook.

A futura ferramenta não permitirá eliminar totalmente os históricos, mas dará acesso ao usuário a visualizações dos dados sobre sua pessoa compilados pelo Facebook por meio de outros aplicativos e outros sites, e serão estes os que poderá eliminar se assim desejar.

A rede social consegue informação detalhada sobre cada pessoa por meio de ferramentas de análise e de “rastreamento”, o que lhe permite elaborar perfis detalhados sobre as atividades online de cada indivíduo tanto dentro como fora do Facebook.

São os dados que mostram, por exemplo, se o usuário acessou ou não um link através do Facebook, que páginas visitou dentro desse link e quanto tempo passou nelas, entre outras informações.

Apesar de continuar crescendo no mundo todo (especialmente nos países em vias de desenvolvimento) e estar alcançando lucros multimilionários, o Facebook atravessa uma profunda crise de imagem relativa à sua gestão da privacidade e da segurança dos dados.