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IMIGRANTE – COMO LIDAR COM AS PRESSÕES

Eliana Barbosa

Segundo relatório da ONU, de 2019, o número de imigrantes no mundo chegou a 272 milhões, e os Estados Unidos lideram com maior número de estrangeiros (cerca de 51 milhões).
Todos sabemos que a realidade de um imigrante é dura, porque existe, de forma inconsciente, uma necessidade de provar seu valor, sua capacidade de sobrevivência diante de tantas barreiras, principalmente o idioma e a cultura, e uma pressão, muitas vezes implícita, da família, em sua terra natal, aguardando suas realizações e seu sucesso financeiro que, na verdade, são conquistas a longo prazo, suadas e sofridas. Soma-se a estas preocupações, a situação política atual de caça ostensiva aos imigrantes indocumentados e até o preconceito, o que tem gerado muita insegurança e pânico entre eles.


Pra você que é imigrante e tem, de uma forma ou de outra, se sentido pressionado
psicologicamente, eis algumas dicas que podem ser úteis nesse momento:


• Aprimore sua autoestima no sentido de se apreciar pelo quão corajoso você é, por ter saído de sua “zona de conforto” em busca do desconhecido e por estar neste país de oportunidades, lutando, dia a dia, para realizar seus sonhos. Tantos há que sonham e não movem uma palha sequer por seus sonhos. E você, com “a cara e a coragem” está aí. Valorize-se!


• Aprimore também sua fé, buscando desenvolver um propósito maior para sua vida, não se prendendo só ao consumismo e aos bens materiais. Escolha uma religião com a qual você se identifique e junte-se a um grupo de voluntários para fazer o bem onde for preciso. É o plantio no bem que vai trazer proteção, e mais oportunidades para sua vida, além de ampliar seu círculo de relacionamentos.


• Procure não se expor tanto, principalmente nas redes sociais, e guarde suas conquistas só para você e aqueles em quem você confia.


• Cuidado com “amigos da onça”, aqueles falsos parceiros que ganham sua confiança, e, talvez por inveja da sua força, depois colocam pedras em seus caminhos.


• Seja generoso e gentil com aqueles imigrantes que estão chegando, inseguros e imaturos ainda, porque um dia você também precisou de uma mão amiga. E você nunca sabe se algum dia precisará de novo.


• E para melhorar sua ansiedade, sugiro que todos os dias, ao acordar, você acrescente dois rituais: o da gratidão e o da meditação. Faça mentalmente uma lista de 5 motivos para agradecer, neste novo amanhecer, e depois, por pelo menos 10 minutos, relaxe e medite. Assim, você sairá de casa mais otimista, autoconfiante e preparado para um dia melhor!

“Se fechar tudo vai ser horrível. A economia como um todo será afetada”

Luciana Bistane

O advogado Alexandre Piquet mora nos Estados Unidos há vinte anos. Nesse período conviveu com governos democratas e republicanos. E acredita que independentemente da linha ideológica de quem está no poder, o que fala mais alto é a economia. 

Ele acredita que o país tem capacidade de se recuperar rapidamente dos estragos causados pela pandemia do coronavírus, desde que o novo presidente não decrete o lock down.  

“Se fechar tudo vai ser horrível. A economia como um todo será afetada”, diz ele.

Quanto às relações comerciais com o Brasil, ele não acha que a postura de Jair Bolsonaro de apoio incondicional a Donald Trump vá influenciar nas transações entre os dois países. O advogado lembra que o Brasil é o maior parceiro comercial da Flórida e acredita que continuará sendo. 

Acostumado a assessorar pessoas que querem investir no país, ele diz que o que mais tem influência nas relações comerciais é o dólar. Quando a moeda americana perde valor, aumenta o número de brasileiros que querem investir em ações ou na compra de imóveis. Mas, nesse cenário, os exportadores se retraem porque a venda deixa de ser tão interessante. 

Piquet reconhece que o movimento anti-racista ajudou a eleger Biden, mas não deve trazer mudanças nos direitos civis conquistados nas décadas de 50 e 60 do século passado.  

“Existem grupos extremistas e policiais mal treinados que agem com força excessiva nas abordagens, mas hoje se um negro, um gay ou um estrangeiro de qualquer nacionalidade quiser entrar numa faculdade, vai entrar. Se precisar de empréstimo estudantil vai conseguir e se quiser trabalhar, também. Tudo isso está assegurado em lei”, diz ele. 

Piquet vê com bons olhos as promessas de Biden em relação ao meio ambiente. O presidente eleito fala em subsidiar a construção de moradias sustentáveis e a fabricação de carros elétricos. As duas iniciativas, se concretizadas, além de ser bom para a ecologia, vão gerar postos de trabalho, o que é muito bom, segundo ele. 

Já para os estrangeiros que querem o green card, o advogado diz que está aberta uma “janela de oportunidades”. Isso não tem a ver com a vitória de Biden, mas sim com um fato inédito na história da imigração. 

Neste ano fiscal que começou no dia primeiro de outubro e vai até 30 de setembro de 2021, está mais fácil conseguir o green card para quem tem habilidades de interesse nacional ou consideradas extraordinárias como esportista, professor, executivo, escritor ou em qualquer outra área. 

Motivo: para promover a legalização, pela primeira vez, os 260 mil vistos de residência permanente, que não foram concedidos no ano passado, serão incorporados aos 140 mil destinados às categorias EB1, 2, 3, 4 e 5. Portanto, 400 mil pessoas podem ser beneficiadas. 

“Se você tem alguma habilidade de interesse nacional ou extraordinária ou ainda, se for investir alto nos Estados Unidos e quer um green card, procure um especialista que possa te ajudar. O momento é agora”, conclui Piquet.

Alexandre Piquet é Sócio-fundador da Piquet Law Firm P.A.,.Advogado nas áreas do Direito Imigratório, Imobiliário, Empresarial e Tributário. Há 20 anos é Formado em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos, no Brasil.Doutor em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Saint Thomas, nos Estados Unidos,Participou de vários cursos sobre Direito Internacional e Comparativo na Universidade Maria Cristina na Espanha.Alexandre Piquet é autor do livro “Investindo na América”, em 2015. 

É preciso ser muito incompetente para não se reeleger presidente nos EUA

Roberto Lima

Na área da Saúde é natural que, como em outras áreas abordadas por Trump com ordens executivas, o desmantelamento do Afordable Care seja rescindido.  Eu pagava menos de mil e cem dólares por mês de seguro de saúde com Obama – sem recorrer ao que chamam de Obama Care – e passei a pagar mil, novecentos e setenta dólares por mês com Trump, um valor quase do tamanho de minha mortgage. Não vou sentir saudades de Trump.

Na economia não tenho nenhuma ilusão, nem acredito em milagres. Independente de quem assumisse em janeiro, o cenário pandêmico seria desolador. Espero que Biden consiga, pelo menos,  repetir Barack Obama, que recebeu a economia em frangalhos (e com duas guerras) e organizou a casa até a passagem do bastão para o seu sucessor.

Na questão do Meio Ambiente, o atual governo parece não acreditar em ecologia, ignora o aquecimento global, rompeu com o Tratado de Paris e nada fez para dissuadir o governo brasileiro de virar as costas para as constantes queimadas na Amazônia. Trump está se lixando para o cenário vigente no meio ambiente, mas o novo governo já dá sinais de que essa será uma de suas bandeiras. Espero que ocorra uma grande melhora.

Com relação às relações internacionais, o setor diplomático norte-americano terá diante de si uma tarefa hercúlea. Donald Trump retirou os EUA da OMS, do Acordo de Paris e de outras organizações internacionais. Ele é um “jênio”.  Por mais que possam onerar, esses acordos são importantes, porque os aliados podem interferir em eventuais situações de contenda com vizinhos seus. Tenho esperança de que a truculência do trumpismo possa ser substituída por mais diplomacia e bom senso.

É preciso ser muito incompetente para não se reeleger presidente nos EUA. E Donald Trump se provou horrível, pífio, divisivo e incompetente. Nunca se odiou tanto, como agora. O supremacistas brancos tiveram em Donald Trump uma plataforma clara e inequívoca, dificultando a vida de imigrantes, negros e outras minorias. Muito mais do que recuperar as finanças esfrangalhadas pela pandemia, a maior tarefa do governo Biden-Harris será remendar a relação entre os próprios norte-americanos, que ficou bastante estremecida após um governo tão desagregador como esse. Donald Trump já vai tarde. Tomara que não volte.

Roberto Lima nasceu em Pedra Corrida, Minas Gerais e vive nos Estados Unidos desde 1984. É Jornalista e escritor, publicou Colosso Ciclone e Tango Fantasma. Há 32 anos é o fundador e Editor do Brazilian Voice. Tradicional jornal brasileiro distribuído para a  comunidade brasileira de New Jersey.

Senado e Câmara com equilíbrio de forças

Bruno Portigliatti

Após anos de duas campanhas presidenciais com visões totalmente diferentes para a América, e uma eleição conturbada que deixou no limbo a direção dos Estados Unidos, ainda não temos uma definição oficial de quem será o Presidente dos Estados Unidos para os próximos quatro anos.

Entretanto, de acordo com os votos contados até o presente momento, Joe Biden tem sido considerado o presidente eleito junto com sua vice-presidente, Kamala Harris.  

A menos que a equipe jurídica do presidente Trump seja capaz de produzir evidências extraordinárias de suas alegações de fraude eleitoral, podemos esperar que esse resultado permaneça e que Joe Biden seja, de fato, o nosso novo presidente a partir do dia 20 de Janeiro de 2021. Sendo assim, o que podemos esperar da administração Biden/Harris? 

Unificação

Em seu discurso de vitória, Joe Biden enfatizou seu desejo de unificar a nação e acabar com a “era sombria de demonização na América”. Independentemente de quem seja nosso Chefe de Estado ou de qual seja nossa filiação política, realmente chegamos a um ponto sombrio em nossa nação onde devemos nos unir em prol do bem maior e exigir de nós mesmos e de todas as esferas de influência da nossa sociedade, um compromentimento maior com o que indiscutivelmente é fato, com o respeito e amor ao próximo, a justiça, e a honra a quem ela é devida. 

Saúde

O atual presidente-eleito assegurou que seu primeiro objetivo será controlar o surto de COVID-19. Felizmente, estamos começando a ver os primeiros sinais de esperança de que essa crise de saúde pública poderá ser contida em breve. Através da Operação Warp Speed, uma parceria público-privada iniciada pelo governo do atual presidente Trump, os Estados Unidos já disponibiliza de duas vacinas com alto grau de eficácia que estão em produção para, em breve, distribuir ao país e ao redor do mundo. 

Além disso, podemos esperar uma luta pela preservação do maior legado deixado pela administração Obama-Biden, que é o Affordable Care Act (Obamacare). Outra promessa é a criação de uma opção de seguro de saúde público para todos, também conhecido como “Medicare for all”. 

Economia

Suas políticas econômicas são centradas na revitalização da classe média. Biden deseja reiniciar as negociações bipartidárias para proporcionar à população americana um outro estímulo econômico, como, o estímulo de mais de US$ 2 trilhões que foi aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Trump em março de 2020. 

Imigração

Biden promete restabelecer o programa DACA que a administração Obama-Biden criou em 2012 para proteger os “Dreamers”, que são imigrantes indocumentados que foram trazidos para os EUA quando crianças, obedeceram à lei uma vez aqui e permaneceram na escola ou se alistaram nas forças armadas. Biden também promete remover restrições para requerentes de asilo e refugiados, e suspender a construção do muro da fronteira.

Meio Ambiente

Biden promete fazer das mudanças climáticas uma prioridade central da segurança nacional e voltar a alistar os Estados Unidos no Paris Climate Accord. Ele também diz que irá investir mais de US$1.7 trilhões em energia sustentável, e irá pagar por isso revertendo os incentivos fiscais que o governo do Trump aprovou. 

Relações Internacionais

Entre as políticas de relações internacionais de Biden, a de maior consequência seria o re-compromentimento dos Estados Unidos ao Acordo de Armas Nucleares com Iran “Iran Nuclear Deal”, negociado pela administração Obama-Biden, a qual o Trump abandonou.

A partir do dia 20 de Janeiro, possivelmente teremos um novo presidente do partido Democrata, o Senado controlado pelos Republicanos, a Câmara de Deputados controlada pelos Democratas, e uma Suprema Corte ainda mais conservadora do que nos últimos anos. Teremos, efetivamente, uma casa dividida contra si mesma. Porém, com os poderes perfeitamente em equilíbrio para assegurar que, a natureza imperfeita e egoista do ser humano não suprima essa democracia onde, por mais que imperfeita, ainda disfrutamos de direitos humanos e liberdades individuais invejáveis por muitos povos e nações ao redor do mundo.

Bruno Portigliatti é formado em Ciências Políticas e Espanhol pela USF, Mestrado em Business Administration pela FCU, e Doutor em Jurisprudência pela Florida Coastal School of Law. Bruno é o atual Reitor da Florida Christian University e CEO do Excellence Senior Living. Foi candidato a Deputado Estadual pela Flórida nas eleições de 2020, obtendo cerca de 56,000 votos.

Apoio às causas climáticas

Bryan Caulkins

Como sou encarregado de gerir os Investimentos de pessoas e suas famílias, às vezes por gerações, eu e minha equipe temos que manter nossos olhos num horizonte de tempo maior do que somente os próximos 4 anos. Um pouco mais sobre o longo prazo mais abaixo.

Acredito que no curto prazo o governo Biden-Harris focará na “cura da divisão americana”. Visto que tivemos um governo radicalmente diferente da norma nos últimos 4 anos. Não houve indústria ou ramo da sociedade que não teve pedras viradas (ou atiradas) durante o governo Trump. Passado esse período, espero que voltaremos ao “novo normal” que conhecemos pós-pandemia, e que vai ser o “pós-Trump”.

Quanto a mudanças vindo de Washington, acredito que ainda temos que esperar a decisão de qual lado terá maioria no senado. O interessante é que historicamente o mercado financeiro tem melhores retornos com um governo sem os três níveis democratas ou republicanos. Ou seja, com o congresso e presidência democratas, e senado republicano, se a história se repetir, trarão melhores retornos à frente. A diversidade é realmente uma força poderosa.

Em se falando de diversidade, o sentimento que percebo nas conversas com concidadãos em geral é que o “average Joe” (expressão para uma pessoa comum) e a Kamala Harris, a primeira vice-presidente mulher, com ascendência negra e asiática e pais imigrantes, trarão um senso renovado de inclusão que foi intensamente atacado no governo Trump.

Já falando na minha especialidade, uma coisa que Wall Street vai observar intensamente é o aumento de impostos corporativos declarados durante a campanha do Biden. Tipicamente o governo democrata aumenta impostos e concentra no governo a responsabilidade de distribuir às partes vulneráveis do país. Contrastando com os governos típicos republicanos que preferem diminuir impostos corporativos e deixar que as empresas usem esse fluxo de caixa para contratar mais trabalhadores e assim fazer a distribuição de renda. 

A realidade é que, primeiramente, o aumento de impostos corporativos anunciado na campanha não é muito significativo. E segundo, há um movimento muito positivo para o mercado financeiro vindo do Federal Reserve, o Fed, ou o Banco Central dos EUA. Mesmo que haja maiores impostos, e isto significa piores resultados para as empresas já que terão menos lucro líquido, o presidente do Fed continuamente sinaliza que continuará, com força total, a políticas monetárias drásticas para ajudar a economia a se recuperar da pandemia. A injeção de dinheiro continuará em um nível sem precedentes, e isso deve injetar ânimo nos mercados financeiros, como aconteceu na década que seguiu a crise de 2008.

Outro âmbito que espero ver bastante contraste por parte do Biden (mas talvez não necessariamente mudanças, de novo isso pode depender do senado), é a tratativa internacional. O novo presidente, como um político de longa carreira pública, tem no seu histórico inclusive como vice-presidente um approach muito mais suave e colaborativo com os pares dos EUA e ao redor do mundo. E tem nas suas prioridades inclusive retomar as conversas sobre apoio às causas climáticas.

Em conclusão, os próximos 4 anos, até onde posso prognosticar, vão ser uma correção do curso, comparando a essa direção incomum que os EUA tomaram nos últimos 4 anos sob liderança do Trump. Mas é como sempre digo aos meus clientes, 4 anos dentro de um plano de vida não é muito tempo. O verdadeiro teste dessa nova direção vai ser o real interesse dos próprios cidadãos em abandonar a polarização que se alastrou no país em tão pouco tempo. E voltar a abrir suas portas para imigrantes e a diversidade, para continuar sendo a terra da oportunidade, que foi o que tornou os EUA o que é hoje.

Bryan Caulkins é um financial advisor, co-fundador da Proxy Financial. Apesar de ser americano, ecresceu no interior do estado de São Paulo, se mudando de volta aos EUA após terminar seu curso superior na Universidade de São Paulo. Com mais de uma década de experiência em Wall Street, trabalhou em quase todas as áreas da indústria de investimento. Bryan tem mestrado em investimentos da Universidad Adolfo Ibañez, no Chile, e MBA na Vlerick Business School da Bélgica. Atualmente reside em Orlando, Flórida, com a esposa e seus três filhos.

Quais são suas perspectivas?

Carlo Barbieri

Em se confirmando a vitória de Biden/Harris e o partido Democrata conseguindo o empate no Senado que lhe daria a maioria por ser o voto de minerva da VP Harris, teremos, sem dúvida outro país, com novas regras e nova visão em cada campo de atividade.

Destaco a questão do Senado, pois se o Partido Republicano obtiver a maioria, as propostas de aumentar a quantidade de ministros da Suprema Corte e a indicação de juízes federais mais ativistas e propensos a levarem as leis mais próximas de seus princípios pessoais, não seriam realizáveis pelo menos nos dois primeiros anos, até termos uma nova composição possível no Senado que propiciasse estas modificações.

Saúde

Na área da saúde se teria o retorno do chamado Obama Care, muito mais profundo, com a tendência a ser um seguro universal, público, ao estilo europeu.

Neste caso será buscado o fim do seguro privado e o Governo assumindo todas as funções. Será um tema polêmico, pois no Obama Care quem pagou a conta da ampliação do seguro de saúde foram os que já tinham seguro, que tiveram seus prêmios aumentados, significativamente, e contou com o apoio dos seguros privados que foram os beneficiados no final das contas.

A socialização proposta deverá ter uma resistência destes velhos aliados. Será seguramente um tema polêmico. A indústria farmacêutica estará a favor pois terá um só cliente certo sem disputa de preço. Ambos apoiaram financeiramente a campanha de Biden. Não se pode antever o final da contenda. Mas, se pode esperar a ampliação significativa da presença do estado na área da saude.

Economia

Deverá haver uma mudança total na economia.

A nível internacional: hoje os EUA privilegiam acordos bilaterais em detrimento de acordos multilaterais. Biden deve retornar a organizar acordos como o do Pacífico e outros. Esta mudança trará enormes mudanças na economia interna e novas alianças a níveis mundiais. Não creio que o aumento de contribuição a OTAN obtida pelo presidente Trump seja revisto, mas os EUA devem novamente abrir as fronteiras para produtos chineses, privilegiando as indústrias de informática que tinha aumentado seus custos com os impostos criados para os produtos deste país.

Deverá haver uma baixa nos custos de produção nos EUA, em função da entrada de milhões de pessoas atualmente indocumentadas, que ao poderem trabalhar legalmente tendendo a aceitar salários mais baixos.

Biden acredita em uma globalização do mundo e das empresas. Neste sentido atores globais como Microsoft, Apple, etc., que voltaram a trazer suas bases financeiras e administrativas para os EUA, em função da diminuição dos impostos de 35% para 21%, além de poderem trazer seus lucros para os EUA na rubrica não tarifada, deverão voltar a pensar em outros países, para sua base tributável, em sendo cancelado esta vantagem de impostos.

Imigração 

Embora este item tenha ficado um pouco fora da campanha, para não tirar votos de americanos mais nacionalistas, deve haver uma grande reforma imigratória, primeiramente para dar residência aos cerca de 26 milhões que estão hoje num limbo documental. Esta regularização deve trazer uma grande economia para os cofres públicos pois, segundo a OAN seu custo é de cerca de $270 trilhões, até o dia 11 de novembro. Cabe ver como os sindicatos  verão esta provável anistia em termos da entrada desta quantidade enorme de novas mãos de obra no mercado.

Também deverá haver mudanças nos vistos de interesse das BIG Tech, pois antes do atual governo podiam trazer funcionários de outros países a salários bem baixos, que sofreram restrições no atual governo pois tinham que pagar a média dos salários americanos.

Meio Ambiente

Esta será a grande mudança com regulamentações mais rígidas, face a promessa de acabar com o uso de combustível fósseis para uso dos carros e geração de energia, entre outros itens.

Deverá haver um desemprego neste campo ou os EUA terão que “empurrar” esta produção para outros países pois hoje com todo o consumo interno, os EUA não apenas são auto suficientes, como exportadores de petróleo e gás.

Os EUA deverão liderar, ou pelo menos somar-se a EU em regras multilaterais de defesa do meio ambiente, atendendo uma legítima demanda da nova geração.

Relações Internacionais

Todas as relações devem ser modificadas, com um novo acordo mais brando com o Irã, reabertura dos escritórios em Cuba, relação amistosa com a China, apoio financeiro a Coréia do Norte e uma aliança forte com a Europa.

Direitos humanos deverá ser uma tônica de sua administração, o que poderá colidir com a base mais à esquerda de seus apoiadores.

Biden tem uma grande experiência internacional, talvez seja o presidente que chegue ao cargo com mais experiência neste setor.

A visão fundamental será o estabelecimento numa nova ordem mundial, com forte empenho na limitação do crescimento demográfico numa aliança conjunta das grandes multinacionais americanas e europeias, China e União Europeia e, prestigiando as relações com a França.

Carlo Barbieri é consultor, jornalista, analista político, palestrante e educador, empreendedor, ativista cívico e líder de muitas organizações relacionadas ao Brasil, seu país de origem. É o CEO do maior grupo de consultoria para brasileiros nos EUA, o Oxford Group. Formado em Economia e Direito com mais de 60 cursos de especialização no Brasil e no exterior, cursos estes realizados em diversas Instituições, como: Fundação Getúlio Vargas, Universidade Federal de Brasília, Universidade Mackenzie, Sorbonne, University of Chicago, Harvard e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Perspectivas pós eleições americanas

Saúde, Economia, Imigração e Relações Internacionais

Luciana Bistane

A eleição para presidente do país mais poderoso do mundo, revelou uma nação dividida. O B&B abriu espaço para especialistas de várias áreas e diferentes opiniões, fazerem prognósticos sobre o futuro dos Estados Unidos nos próximos 4 anos.  

Unir a nação, depois de uma disputa tão polarizada, foi apontado como um dos desafios que o candidato democrata Joe Biden, considerado eleito, terá pela frente.  

Vários outros temas também foram abordados: Saúde, Economia em época de pandemia, Imigração, Meio Ambiente e Relações Internacionais. 

O que muda nessas áreas? Como será daqui pra frente as relações diplomáticas dos Estados Unidos com os outros países, depois de um período de enfrentamento até mesmo com parceiros comerciais, como a China, por exemplo? 

Como será tratada a questão climática? E quais as perspectivas para os imigrantes? Os Estados Unidos continuam sendo o país das oportunidades? Nesse momento conturbado e cheio de incertezas, qual o caminho que o novo presidente deverá escolher?     

O advogado Alexandre Piquet preferiu ser entrevistado e foi ouvido pela jornalista Luciana Bistane. O Reitor da Florida Christian University, Bruno Portigliatti, o jornalista, consultor e economista, Carlos Barbieri; o conselheiro financeiro Bryan Caulkins, com mais de uma década de experiência em Wall Street, e o jornalista Roberto Lima, editor do Brazilian Voice, de New Jersey, respondem a essas perguntas, em artigos assinados por eles.  

São projeções feitas com base nas promessas de campanha do candidato democrata e no conhecimento que cada um têm em suas áreas específicas; e não refletem, necessariamente, a opinião do B&B.  

Análises dos cenários social, político e econômico que compartilhamos, agora, com nossos leitores.

Luciana Bistane é editora da TV Globo, em São Paulo. Correspondente Internacional do B&B. Foi professora de telejornalismo na Puc de Belo Horizonte e na Faculdade Casper Líbero, em São Paulo. É co-autora do livro Jornalismo de TV.

O Legado do Trumpismo

– O Castelo de Cartas populista que se desmorona aqui

Trump elegeu-se em 2016 com cinco argumentos centrais: 

1) É o candidato anti-establishment; o que vai terminar com o modo habitual de governar, vai revolucionar o governo, “drain the swamp” – acabar com a lama; 

2) É um empresário, excepcionalmente inteligente, afinal, escrevera um livro The Art of the Deal, ou seja, sabe negociar, e irá renegociar todos os tratados que “entregaram” os EEUU aos sangue-sugas internacionais, e, assim, fazer os EEUU novamente a ponta do mundo; e 

3) Irá construir um muro, que o México irá pagar, para acabar com os imigrantes ilegais, esses “criminosos, contrabandistas de drogas, que ameaçam a América; e 

4) sempre com a massa evangélica seguindo ao aceno do fim da legalização do aborto; e, finalmente, 

5) abolir o Affordable Care Act, ou Obamacare,  por ser “inconstitucional”. Isso tudo somado faria o Make America Great Again, ou MAGA, o chavão que Trump usou para se eleger, reunindo e sintetizando esses pontos principais.

Passados quatro anos, qual é o balanço dessa plataforma eleitoral e desse governo? Começando pelo item final, a pandemia mostrou a fragilidade do sistema de saúde americano. Tem muitas melhorias a fazer, aprendendo, por exemplo com o SUS de Cingapura, mas fica óbvio que o Obamacare não pode ser simplesmente abolido como querem os republicanos. A lei do aborto: não é preciso ser gênio para ver a demagogia dessa bandeira. 

A lei do aborto não vai sair da constituição, o que necessitaria uma nova emenda constitucional, que desemende a primeira; e nenhum candidato que usa essa bandeira iria executar isso, senão, qual seria sua nova plataforma? 

Aí, o Muro. Não construiu nem um décimo, o México não pagou nada, e o que construiu o fez com orçamentos alocados pelo Congresso para outros fins, ou seja, fez uso ilegal dessas verbas. Agora mesmo, seu estrategista principal, Steve Bannon, foi preso por ter montado um esquema para levantar fundos de doações particulares através de uma ONG que ele montou para esse fim, para construir o muro; centenas de milhares de doadores republicanos foram fraudados, com o Bannon e seus cúmplices acusados de retirar milhões desse fundo para usufruto próprio. Trump tenta se distanciar de Bannon, mas é claro, não tem como. E deixou o legado de milhares de crianças separadas dos pais na fronteira, muitas com menos de 5 anos de idade, alguns bebês de um ano, e das quais mais de 600 não se sabe mais onde andam os pais depois da separação. 

No item 2, Trump brigou com todo o mundo; saindo unilateralmente do acordo nuclear com o Irã, um acordo do qual participavam todos os países da União Européia; negacionista-mór, saiu do Acordo de Paris, no qual os países ricos do mundo se comprometeram a proteger o meio ambiente, perseguindo metas de redução de poluição principalmente de emissão dos gases que contribuem a mudanças climáticas na Terra, desfez todo o trabalho anterior de reduzir emissões; saiu unilateralmente da NAFTA, depois refez o acordo, mas no meio-tempo danificou sem mais reparos a indústria siderúrgica e metalúrgica (Pittsburgh e Detroit) do país; brigou com o G-7, querendo que a Rússia re-ingressasse ao G-8, depois de sua expulsão pela anexação da Criméia; comprou uma briga com a China, iniciando com barreiras tarifárias cujos efeitos todos os especialistas americanos disseram foram prejuízos aos consumidores e fazendeiros americanos; saiu da Organização Mundial da Saúde (WHO), justamente no meio da pandemia, acusando-a de haver falhado no controle do Covid-19, o que, naturalmente, não é função da WHO. No item 1, seu governo teve números recordes, literalmente dúzias, de pedidos de demissão no primeiro e segundo escalões, e julgamentos com condenação e prisão de sete pessoas do primeiro escalão por uma multitude de atos ilegais. Nunca houve uma administração tão fraturada, incompetente e corrupta. No meio de todas as reviravoltas de pessoal, dizia “I only hire the best.” 

Para culminar, veio a pandemia, que todos os países avançados europeus e asiáticos contiveram e levaram seus países a aberturas controladas e positivas. A resposta do Trump à pandemia foi a prova-dosnove de sua incompetência; primeiro, negando o perigo – “é uma gripezinha apenas, isso vai sumir, de repente”; depois, promovendo tratamentos não comprovados, como a Cloroquina, a injeção de desinfetante (Lysol, Clorox), enfiar luz ultra-violeta por alguma abertura do corpo, e sempre desobedecendo os especialistas de seu próprio governo, quanto ao uso obrigatório de máscaras, sempre praticando medicina sem M.D., e quando tudo desabou, com quase 250 mil mortos por Covid no momento (Novembro 2020), projetado para meio-milhão de mortos até o meio de 2021; com 4% da população mundial, o país mais rico do mundo conta por 25% das mortes por Covid. Restou colocar a China como bode expiatório (o Kung Flu). 

Não é apenas culpa do Trump. São muito fatores: os EEUU são uma federação de estados, que agiram de modo desconjuntado, é um país de dimensões continentais, com muitos viajantes internos e externos, e uma ideologia da liberdade individual, ninguém gosta de receber ordem do que fazer. 

Falência moral

Três pessoas de dentro da família, sua irmã (Maryanne), sua sobrinha (Mary) e seu ex-advogado particular (Michael Cohen) nos contam a falência moral desse sujeito, todas as suas falcatruas, e extremos, inclusive pagando prostitutas para urinar na cama onde Barack Obama havia dormido, durante uma visita à Rússia, e, em Las Vegas contratava mulheres para tomar um chuveiro dourado. 

Trump por quatro anos resistiu entregar suas declarações de imposto de renda, primeiro alegando que estavam sendo auditadas, mas esse argumento caiu, porque nunca há uma auditoria tão longa, e, agora, em Setembro, a Corte Suprema declarou que Trump não está acima da lei e precisa entregar suas contas a um tribunal de Nova Iorque. Aí foi revelado que Trump pagou $750 de imposto de renda nos últimos anos. E que está com $400 milhões de dívidas. E que é especialista em falências fraudulentas, tendo executado seis ou sete, deixando literalmente pintores pendurados no pincel, e que vai responder por mais de 4 mil processos assim que deixar de ser presidente, e por 40 acusações de abuso sexual incluindo estupro. Como presidente, esses casos não poderiam ir adiante, mas agora, não há como segurar.

Em cima da pandemia, o linchamento de George Floyd em plena rua de Minneapolis, com os protestos em mais de duzentas cidades americanas e muitas cidades mundiais, contra o racismo americano, escancarou mais ainda essa ferida aberta, o vício de origem que iniciou-se em 1619, com a chegada do primeiro navio-negreiro à América do Norte (o primeiro navio-negreiro chegou ao Brasil em 1532), e que nunca foi totalmente confrontado. A desigualdade social, a concentração de riqueza, o desemprego, a pandemia, tudo que expõe a disparidade racial, tudo aumentou com a pandemia, e estabilizou a recessão. A retomada da economia será muito mais lenta do que nos países com menor disparidade social e racial, com mais estrutura, menos laissez-faire. 23 milhões de desempregados, e centenas de pequenas empresas fechadas sem perspectiva de reabertura. Muito mais sofrimento do lado dos pretos e dos já pobres. 

Com tudo isso, e ainda com as mesmas bandeiras, o Trump ainda obteve 70 milhões de votos. Perdeu para 76 milhões do Biden, e uma lavagem no colégio eleitoral: 306 vs. 232.  Segundo Trump, perdeu porque foi fraudado nas urnas. Então o legado de Trump é claro: uma sociedade dividida, ficou óbvio o racismo, o elitismo, o egoísmo e a ignorância de parte dessa sociedade; o isolamento dos EEUU no mundo; o cultivo da anti-ciência, o cultivo da mentira. O custo disso tudo está sendo estimado em perto de 70% de PIB anual, o que será amortizado em uma geração. Uma baita hipoteca. Mas nós, americanos, venceremos, porque felizmente somos ainda muitos e somos competentes, temos um sistema educacional de ponta e uma juventude pronta para a briga. Vocês viram os jovens dançando nas ruas de todas as grandes cidades do país, comemorando a vitória de Biden? Milhões de jovens. Essa é a força do país.

O populismo mostrou o seu vazio; era um castelo de cartas, e o castelo de cartas desmoronou. Mas 70 milhões de americanos não viram, e mostraram sua face racista. A credibilidade dos EEUU foi pro brejo. Quem quer fazer negócios com americanos agora?

E o que podemos aprender, brasileiros, com isso? Aprenda quem quiser. As lições estão à vista. Como os americanos, muitos não enxergam o fracasso do populismo. Ignore this at your own risk.That’s it.

A Rena e Rudolph

A rena (Rangifer tarandus), também conhecida como caribu na América do Norte, é uma espécie de veado com distribuição circumpolar, nativa do Ártico, subártico, tundra, boreal e regiões montanhosas do norte da Europa, Sibéria e América do Norte. Isso inclui populações sedentárias e migratórias. O tamanho do rebanho varia muito em diferentes regiões geográficas. Na Rússia existe o maior rebanho de renas selvagens do mundo, variando entre 400.000 e 1.000.000. O que já foi o segundo maior rebanho é o rebanho migratório de caribu boreal da floresta (R. t. Caribou) George River no Canadá, com variações anteriores entre 28.000 e 385.000. 

Renas machos e fêmeas podem criar chifres anualmente, embora a proporção de fêmeas que criam chifres varie muito entre a população e a estação. Os chifres são geralmente maiores nos machos. Na lenda tradicional do Natal, as renas do Papai Noel puxam um trenó no céu noturno para ajudar o Papai Noel a entregar presentes para boas crianças na véspera de Natal.

RUDOLPH

A rena Rudolph surgiu em 1939, quando a cadeia de lojas “Montgomery Ward company”, com sede em Chicago, pediu ao seu empregado Robert L. May para criar uma história de Natal para ser oferecida aos seus clientes. May, que tinha uma paixão pela escrita de livros de criança, ficou incumbido da criação dessa caderneta.

A história de Rudolph foi escrita em verso e conforme May ia criando esses versos, testava-os na sua filha de 4 anos, Barbara. Apesar de Barbara adorar a história, o patrão de May ficou preocupado com o fato da rena ter um nariz vermelho, já que esta é uma figura por vezes associada à bebida e aos alcoólicos, não lhe parecendo a melhor base para uma história infantil. 

Para resolver esse problema, May levou Denver Gillen, um amigo do departamento de arte da Montgomery Ward, ao jardim zoológico “Lincoln Park Zoo”, para este fazer um esboço de Rudolph. O desenho de Gillen de uma rena com um nariz vermelho brilhante colocou um ponto final na hesitação dos patrões de May e a história foi finalmente aprovada.

Rudolph deu o seu grande passo para a fama, quando o cunhado de May, o compositor Johnny Marks, criou a letra e a música para uma canção sobre Rudolph. A versão musical de “Rudolph the Red-Nosed Reindeer” criada por Mark foi, finalmente, gravada por Gene Autry em 1949, tendo vendido só nesse ano 2 milhões de cópias e transformando-se numa das músicas de Natal mais vendidas de todos os tempos.

NOME COMUM: Rena

NOME EM INGLÊS: Caribou or Reindeer

FILO: Chordata CLASSE: Mammalia

ORDEM: Artiodactyla –

FAMÍLIA: Cervidae

NOME CIENTÍFICO: Rangifer tarandus

CARACTERÍSTICAS: Comprimento: 1,60m a 2,20m e Altura na cernelha: 1,20m – Peso: 300 a 300 kg

Período de gestação: 216 a 246 dias. Fêmeas domesticadas parem 2 filhotes e Fêmeas selvagens parem 1

Tempo de vida: 15 anos

Dia 11.11. Compras Online na China

Olá, querido leitor, como vai? Você está preparado para a nova Black Friday? 

Alguns pessimistas falam sobre dias ruins para o dia de compras online. Acredito que nem tanto; comprar em muitos casos pode ser uma medida terapêutica, inclusive para combater o tédio durante a quarentena. Conheço alguns famosos que confessaram combater a depressão com o ato de comprar, como o cantor Thalles Roberto, por exemplo, que já confessou sua medida de combate viciante em vídeos nas redes sociais.

Outra coisa também viciante são os famosos “umboxing”, que intitulam os vídeos virais nas redes sociais, onde um internauta exibe em vídeo, a experiência de desembalar e funcionar algo que comprou online, na esperança de passar este sentimento da experiência para seus colegas menos abastados; que, muitas vezes, tentam se contentar em assistir o vídeo, por não poder trazer o fato para sua realidade: comprar. 

Uso o “unboxing” dos amigos alheios online para saber se vou realizar uma boa compra ou não. Assisto alguns vídeos sobre o produto antes de investir meu ultra perseguido e capturado dinheiro, hehehe, os tempos estão difíceis meus amigos!

Introduzi nosso assunto falando da experiência americana da compra online, mas você sabia que desde 2009, a China, isso mesmo, nossos amiguinhos dos olhos puxados, promovem um dia de compras online só que com uma pequena diferencinha?

Sabe que diferença seria esta, meu caro leitor? A data movimenta cinco, isso mesmo, cinco vezes mais grana do que o movimento americano, meus senhores, acredite! Lhes apresento então, a 11.11, (11 de novembro), o dia do maior evento de compra online do mundo!

Os chineses nunca ficaram para trás, sempre se reerguendo das etiquetas made in china, nossos fantásticos amarelinhos criaram este dia por lá, 11 de novembro, o dia que eles tratam como a Black Friday deles, e assim, movimentam U$40 bilhões de dólares americanos,

Quarenta bilhões de dólares americanos meus amigos e amigas. Cinco vezes mais o que movimenta a nossa Black Friday, e se juntar a BF (Black Friday) com a Cyber Monday, que são os segundos maiores eventos de compra online do mundo, não daria um terço do maior, mais pitoresco evento chamado 11.11.

Cara, eu nem sabia que um mercado poderia processar tanta operação dentro de 24 horas, e digo outra, está sentado? Tudo isso é operado basicamente por um único grupo, o gigante Alibaba, maior comércio online da China.

Apesar de em 2020 o PIB apresentar um recuo trimestral maior que 6%, primeira vez em 40 anos, uma dupla dos principais influenciadores chineses Li Jiaqi e Viya, vendeu, em um único dia 1 bilhão de Renmimbi, que em dólar na cotação da semana daria: cento e cinquenta milhões e setecentos e oitenta e quatro mil e setenta dólares. Tudo isso em um único dia com a principal dupla de influenciadores chineses.

Veja em tópicos as principais características, do mercado que detém 51% de todas as operações online mundiais atualmente:

Cinco vezes maior que a Black Friday;

Três vezes maior que a Black e a Cyber Americana;

Um mercado que domina mais da metade das compras online mundiais;

Contratação de celebridades para a promoção da data, como: Taylor Swift, Katy Perry, Gretchen e    Gracyanne Barbosa.

Estes números impressionam, revelam o massivo potencial do mercado Chinês. Ainda digo que, eles estão pretendendo transformar tudo isso em um show, um evento e estão de olho em celebridades para a promoção e querem, sem dúvidas, focar (pois é, nem focaram ainda) no mercado mundial, de compras online. 

Acredito que nos próximos anos, ao menos, 25% de certo a máquina de vendas dominar ainda mais este mercado, fazendo, nós americanos, cara pálida, uns bebês diante do “Tio Swan”, hehehe amei o nome!