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Aposentado é imune à crise?

A reabertura do comércio e alguns serviços trouxeram um aumento significativo no número de pessoas contaminadas pelo COVID-19. A Califórnia e a Flórida são estados que registraram uma redução preocupante nos leitos disponíveis em hospitais. Até o fechamento desta edição, Miami era o novo epicentro da pandemia, e Orlando apresentava um alto índice de infectados correndo aos hospitais. O número de mortes reduziu se comparado proporcionalmente ao número de infectados. Este dado indica que atualmente o número de casos positivos está na faixa etária entre 25 a 35 anos, indivíduos com mais chances imunológicas de combater a doença sem precisar de respiradores. 

A volta ao trabalho traz agora uma preocupação sobre a economia mundial. Contrariando a previsão negativa de vários economistas, a  China apresentou um crescimento de 2%, no balanço do segundo trimestre, sinalisando que a economia pode se recupar mais rápido do que o previsto. 

Tanto no Brasil como nos EUA, o comércio é o setor que mais sofre na retomada. Vários negócios fecharam definitivamente suas portas e grandes lojas de departamentos perdem importância na presença física, -principalmente em shopping centers, que têm um elevado custo do pé quadrado-, para os gigantes do comércio online. 

A mudança de hábito de consumo já era esperada, e muitas empresas vinham se readaptando aos poucos ao novo modelo do e-commerce. A pandemia somente veio acelerar o processo e empresas mais “engessadas”, estruturalmente sofrem  mais do que empresas que nasceram planejadas para este modelo.

Este é um assunto que afeta a todos, menos aos Aposentados, tema da nossa capa deste mês. Será verdade isso? Confira nas opiniões dos nossos entrevistados. Boa Leitura.

“A última estatística que vi do condado de Orange foi que em média 30% dos pais optaram pelo presencial”

A escolha entre aula Presencial ou Online

Para este ano letivo, optamos pelo “face to face”, ou seja, presencial para nossa filha que frequenta a Middle School, e para o nosso filho que está na Elementary. Eu e meu marido estamos trabalhando de casa, e no início da pandemia pudemos observar como o afastamento da escola afetou cada uma de nossas crianças. Nosso filho que é uma criança especial, sentiu muita falta de uma rotina escolar e socialização. Chegou a regredir em algumas áreas, principalmente na comunicação, e o choro era mais constante, com saudade da escola e dos amigos. A minha filha não via a hora de retornar. Ela, muito sociável, por várias vezes comentou que preferia usar máscara o dia todo e retornar às aulas do que continuar estudando o dia todo em seu quarto. Sentia falta das amigas, das professoras, e assim como meu filho, da rotina. Por fim veio a decisão a ser tomada: o que escolher? Mesmo sabendo dos riscos, senti muita confiança nas medidas sendo tomadas nas escolas.

Resultado

Até então, já vamos para quase dois meses de aulas presenciais, os dois estão muito contentes. A felicidade estampada nos olhos deles todas as manhãs ao irem para a escola tem nos deixado mais tranquilos de que tomamos a decisão certa para a nossa família. Notem que eu disse que a felicidade está estampada nos “olhos”, pois os sorrisos nesse momento estão escondidos por trás da máscara. Na primeira semana de volta às aulas já notamos grande diferença no nosso filho. O pequeno retrocesso ocorrido durante os cinco meses trancado em casa ja não existe mais. Ele está mais feliz, mais comunicativo, pedindo para ir à escola até quando chegava os finais de semana. O mesmo sentimento percebi na minha filha. Feliz de rever as amigas e segura quanto aos novos procedimentos escolares. A última estatística que vi do condado de Orange foi que em média 30% dos pais optaram pelo presencial. Isso está contribuindo muito para salas de aula com turmas menores, e assim os alunos recebem mais atenção das professoras. Na sala da minha filha tem entre 4 e 10 alunos. O que ajuda muito para manter o distanciamento social e uma educação mais personalizada. 

E mesmo sabendo dos riscos e ouvindo histórias de ocorrências em outras escolas, o interessante é o que todos têm aprendido com isso, pois o cuidado deve ser tomado tanto durante o período escolar quanto nos finais de semana em casa ou viajando.

Alternativas

Acredito que o novo normal chegou para ficar por algum tempo, com isso penso sim que o sistema de educação irá criar novas alternativas para essa nova realidade. Assim como muitos pais estão tendo a oportunidade de aprender mais sobre a educação de seus filhos e pensar mais no que pode ser melhor para cada um. E talvez antes dessa pandemia nunca tinham parado para analisar. Tenho muitas amigas que optaram por métodos alternativos, e está sendo bem bacana o respeito com a decisão tomada por cada uma e a troca de experiências e opiniões.

Nicole Lobo

Renee Lobo – 27 anos em Orlando, FL. Formada em Marketing (UCF), trabalha nessa área há 10 anos. Mãe da Nicole e do Max, esposa do Fábio 🙂

“Nossa família não está no grupo de alto risco. Então, retomamos a nossa rotina respeitando as medidas de segurança”

Presencial

Escolhemos pelo método presencial por acreditar que as coisas precisam voltar ao habitual. Não só a saúde física das crianças (que ao nosso ver é o menor grupo de risco) mas a saúde mental também é crucial e a pandemia tem os dois pontos a serem considerados. Em nossa família nenhum integrante é do grupo de risco, então, retomarmos às nossas rotinas mantendo as medidas de segurança nos tem feito bem. Além disso, saio para trabalhar diariamente e convivo em média com 30 pessoas. Isso não possibilita o isolamento total de minha família, então a escola, com todas as medidas de segurança que estão sendo tomadas, não apresenta um risco maior do que minha própria rotina de trabalho. 

A experiência das aulas digitais e cumprimento das tarefas no final do ano letivo passado também não foi boa e eu e meu esposo não conseguimos acompanhar e ajudar as meninas como era necessário, até as discussões por causa da escola aumentaram. 

Resultado 

Até o momento, percebo que o mais difícil para as meninas é não poder se comunicar durante o lanche e para minha filha mais velha, Valentina, de 11 anos, é a falta de algumas amigas que estão no sistema digital. No ponto de vista dela e da minha filha do meio, Ester, de 6 anos, não ter mais a hora do snack e não poder conversar durante o almoço são motivos que as desagradam muito. Minha filha mais velha não reclama da utilização da máscara; já, a mais nova reclama diariamente. 

As duas prefeririam fazer aula on-line, mesmo assim eu e meu esposo achamos que a volta do hábito de ir à escola é o mais saudável, além de permitir que possamos voltar à nossa rotina profissional. 

Nossa bebê de 6 meses, Aurora também está indo diariamente ao Day Care. 

Tendência

Acredito que todos os sistemas de comunicação e educação sofreram adaptações e muitas delas para melhor. Mas não acredito que a tecnologia possa substituir por completo a convivência e a experiência do convívio e do aprendizado no meio coletivo. 

Nada substitui a experiência do aprendizado através do relacionamento e não consigo ver um mundo melhor se o convívio e aprendizado das crianças forem completamente pelo método virtual.


Valentina, Aurora, Bia, Otto e Ester
“Temos que pensar nos efeitos psicológicos gerados pelo período de quarentena pela pandemia”

Só levar à escola se estiver 100%

Escolhi aula presencial para meus filhos porque acho importante as crianças irem à escola, ter contato com os colegas, com a professora, uma pessoa que estudou e se dedica a ensinar ao lado deles. A criança indo à escola aprende a viver em comunidade, a conviver com outras pessoas diferentes dela. Trocam experiências culturais e praticam atividades apropriadas para a idade. O aprendizado também é melhor do que em casa ao lado dos país. Na escola fazem novas amizades e se distraem durante o dia. Temos que pensar nos efeitos psicológicos gerados pelo período de quarentena provocado pela epidemia. O estresse gerado pelo distanciamento social é bastante significativo e pode gerar impactos emocionais tanto aos alunos quanto aos profissionais. A minha profissão não permite que eu trabalhe de casa, então não posso estar ao lado dos filhos o tempo todo com a tarefa de ensinar o que a escola oferece. 

Precisamos dar mais atenção no comprometimento com a segurança. Não mandar a criança para escola quando ela apresentar algum sintoma da doença, evitando assim o contágio com professores e alunos. Se o seu filho não estiver com a saúde 100%, ele deve permanecer em casa.

Por enquanto o resultado é satisfatório

Por enquanto o resultado está ótimo. Eles estão amando ir à escola e interagir com amigos e professoras. A escola sempre tem atividades divertidas para ensinar de um jeito diferente que as crianças amam. O meu filho mais velho começou uma escola nova (Middle School) e está adorando a experiência: aprende a ter mais responsabilidade e liberdade; já não é mais tratado como uma criança. Os meus dois filhos do meio continuam na mesma escola (Elementary). Estão felizes por encontrar os mesmos amiguinhos e professoras do ano passado. Minha caçula começou agora o Daycare e está no processo de adptação. Está amando brincar com os amiguinhos e fazer trabalhos artezanais. Pelo aprendizado dela, dá pra notar que está gostando e está super interessada.

A internet é o grande desafio

Não sei quais alternativas poderiam ser implementadas para melhorar a área da Educação à distância após pandemia. O mundo está se transformando rapidamente em todos os aspectos da sociedade. O impacto que as mudanças tecnológicas causam no processo de ensino-aprendizagem impõe aos educadores uma reavaliação do currículo para acompanhar as transformações do mundo moderno.


Rafael, Alexandre, Fernando e Gabriella

Daniela Salvetti De Cicco nasceu em Campinas, SP. Mudou-se com os pais, Celestino e Lucia, e com o irmão, Celestino Jr. para os USA, com 10 anos de idade. Vive em Orlando com quatro filhos: Alexandre, 11; Fernando, 10; Rafael, 6 e Gabriella, 3 anos. Tem um parceiro ao seu lado, Bruno Oliveira, pai do Ben, 1 ano.Tem quatro filhos “peludos”: Golden (Charlie), Westie (Buddy), Cocker (Bella) e Shih Tzu (Belle).Trabalha no ramo imobiliário na empresa da família Cf Realty e Cf Vacations.

“O ensino à distância precisa de muita disciplina e atenção redobrada”

Educação Online 

Eu tenho dois filhos, 12 e 15 anos. Desde o início, a minha decisão foi colocar os meninos em home school, tendo conhecimento do risco que uma criança pode transportar, trazer o virus e transmitir a doença mesmo sem ter nenhum sintoma. Os adolescentes não conseguem seguir todas as regras de segurança mesmo conscientes. São muitas novidades, distanciamento social, preocupação em lavar as mãos e esterilizar a todo momento, isso exige tempo para se tornar um hábito.

O ensino à distância precisa de muita disciplina e atenção redobrada. Uma preocupação foi organizar o espaço, com móveis e iluminação adequadas e fazer uma rotina para que a criança possa ter um bom rendimento neste período.

Montei meu escritório em casa para poder acompanhar de perto o ensino das crianças. Acredito que o ensino online tem que evoluir muito para que tenha o mesmo desempenho que o ensino presencial, mas foi uma excelente solução para este momento crítico que vivemos .

Aula presencial faz uma enorme diferença

A experiência de ensino online me provou que o desempenho de aprendizado não é o mesmo. Pode ser mais cômodo e fácil estar em casa, mas o contato pessoal, interagir com os professores e colegas fazem uma enorme diferença.

A socialização  faz parte do aprendizado e educação, sinto que o prejuízo é grande neste quesito, mas por outro lado as crianças tˆEm que desenvolver outras maneiras de interagir e aprender, desenvolvendo uma independência emocional. 

Os professores são heróis, além de desenvolver novos conteúdos, tiveram que aprender a usar a tecnologia e criar novas formas que possam manter a atenção dos alunos que estão em suas casas.  

Observei que os professores que fazem vídeos curtos, tarefas, hora de dúvidas, leituras e testes, por exemplo, tem mais sucesso que longas aulas gravadas ou com o professor apenas falando. Deve haver muito dinamismo e tecnologia para obter sucesso.

O resultado até o momento tem sido satisfatório, mas estamos longe de ter um ensino de qualidade à distância. Falta material adequado, treinamento de professores com a nova dinâmica e materiais, que possam gerar a curiosidade do aluno para aprender mais, porque ensino à distância muitas vezes o aluno tem que ser mais autoditada, ter o interesse em pesquisar e se aprofundar no conhecimento.

A nova alternativa ainda requer aperfeiçoamento para ser eficaz

Acredito que a pandemia quebrou o paradigma do ensino online, que foi uma grande conquista. Para que isso realmente funcione no futuro deverá ter muito investimento em tecnologia e aperfeiçoamento dos professores com as novas ferramentas. 

Para mim, a primeira lição é que precisamos formar professores capazes de ensinar por várias modalidades e que saibam integrar a tecnologia no processo de ensino-aprendizagem. Isto significa formar professores para novas maneiras de interação com seus alunos e para o planejamento de experiências de aprendizagem diferenciadas.

O objetivo hoje é criar novas ferramentas para aumentar o dinamismo deste processo. Desenvolver materiais interativos e com denso conteúdo. O ensino online pode ser muito interessante e funcional, mas estamos longe de um sucesso acadêmico através deste modelo.

Quando o aluno puder interagir com alta tecnologia e performance, conteúdos holográficos e informações de uma forma visual, atraente e que possam realmente participar ativamente deste processo poderá ser uma nova alternativa. Ainda assim perderemos na socialização que acredito ser muito importante na formação do ser humano.



Luciana Gonçalves Eliseu
Empresária, mãe de 2 meninos, 45 anos.
Atua na área de decoração,
tecnologia e investimentos em Forex .
Mudou para os USA, há 5 anos, com
intuito de obter novas oportunidades
para a família, ensino,
cultura e segurança.
lueliseu@me.com
“O medo do contágio em um de nós da família pesou bastante”

Escolha  Online

O primeiro motivo que nos levou à decisão era o convívio com o avô, com sérios problemas de saúde. O medo do contágio em um de nós da família pesou bastante, pois tivemos familiares no Brasil que sofreram consequências sérias com a Covid. Escolhemos o LaunchED (ensino remoto) por essas razões e também porque trabalho de casa, podendo observá-las e acompanhá-las de perto. 

Resultado

Bom, o resultado do desenvolvimento escolar varia de criança para criança. Tenho duas filhas, uma consegue ser mais disciplinada com o estudo em casa e acompanha tudo super bem. A outra tem um pouco mais de dificuldade, tenho que estar com ela uma boa parte do tempo para ajudá-la, isso dificulta um pouco a questão do meu trabalho, pois acabo atrasando o meu para estar com ela.

Uma nova realidade

Sim, com certeza acredito que o sistema de Educação irá inovar, pois normalmente eles fazem atualização anual e a cada dia estão se adaptando à nova realidade para alunos dos modelos virtual e presencial.


Gisele Marson mora em Orlando, 
desde 2006. É mãe da Lara e Luana
Maior câmera do mundo registra a primeira foto, veja os benefícios

Sim, há muito benefício na maior câmera do mundo ser desenvolvida, okay, temos algumas coisas mais importantes para focar, sim, eu sei, porém, não podemos deixar de comemorar o fato de que a humanidade está avançando, e te digo, só em saber que não estamos parados em meio a tanta placa de stop, rsrs, eu ja fico extasiado! Mas vamos ao que interessa, veja que fantástica essa camerazona de 3,2 gigapíxeis.

Isso mesmo, 3,2 gigapixeis são equivalentes a 378 telas de tv de 4k em resolução. Ainda está difícil de imaginar, então vamos lá:

“A resolução da imagem é tão alta que permite tirar uma foto de uma paisagem e depois ir dando um zoom até focalizar uma bola de golfe a cerca de 24 quilômetros de distância”, segundo o site de informações científicas.

Gente, é muito grande! Para mim que sou fotógrafo, e tenho mais de 10 anos de experiência com sensores de câmeras, te digo caro leitor, é uma resolução estratosférica!

E o melhor ainda está por vir, o dispositivo é astronômico de verdade, sim, literalmente. O equipamento tem como principal utilidade a captura de imagens intra estelares, fotos do universo, em absurda resolução, para que sejam observadas, coisas que nunca foram possíveis de se ver antes, e muito além do olho humano.

Para finalizar, quero fazer mais umas comparações para ver se agora fica mais fácil, vou trazer minha informação do meu campo de trabalho como fotógrafo, veja bem: na fotografia, as câmeras profissionais que custam acima de 5 mil dólares, são dotadas de sensores com 1,4 de polegada (3,5 cm). Estes sensores permitem fazer fotos imensas, onde podemos até recortá-las e tirar uma “foto da foto” sem perder nitidez. Isso na fotografia nos ajuda muito. Outra característica seria que quanto maior o sensor, mais capacidade de ver coisas na escuridão ele tem, isso mesmo, por ser maior, a zona elétrica de captação de luz será maior, capturando com mais performance no escuro. Trazendo estas informações para nossa câmera de Itu, eu te digo amigo (a), que na construção do plano focal deste instrumento, há 189 sensores deste que vos falei acima, isso mesmo, são quase 200 sensores de câmeras profissionais juntos, para criar imagens panorâmicas de todo o céu astral, criando o maior filme astronômico de todos os tempos, lançando luz sobre alguns dos maiores mistérios do Universo, incluindo a Matéria Escura e a Energia Escura, que até então, conhecemos por números, equações e sinais, mas ainda não conseguimos enxergar!

Ao contrário dos 3,5 centímetros das câmeras profissionais, com 60 centímetros de largura a câmera poderá detectar objetos 100 milhões de vezes mais escuros que aqueles visíveis a olho nu, uma sensibilidade que poderia ver uma vela acesa a milhares de milhas de distância!

Estou muito, mais muito entusiasmado para vivenciar esta nova era da descoberta do universo, não sabemos, ainda, mas muito em breve, vamos descobrir o que acontece quando se aponta uma câmera para uma quarto escuro, e a câmera captura algo! huuuu arrepios meus lindos!. Estou tão empolgado com este assunto, que se você me ver na rua, por favor, vamos tomar um café, porque ainda temos algumas horas para falar sobre isso.

Eu estou mesmo empolgado!

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. 

Maior câmera digital do mundo tira primeiras fotos. 09/09/2020. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=maior-camera-digital-mundo. Capturado em 11/09/2020.

Halloween e os animais
Lucia De Cicco

Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.

Nos Estados Unidos as crianças participam da festa, com a ajuda dos pais. Usam fantasias assustadoras e batem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura” e terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.

E quem disse que nossos queridos gatos e cachorros não tem direito a Halloween?

Hoje, a participação dos animais nesta festa está cada vez maior. As lojas especializadas vendem todos os tipos de fantasias para eles. Não só nos USA mas também no Brasil nossos animaizinhos participam da festa, principalmente, em desfiles e concurso de fantasias.

Segurança em primeiro lugar. Fantasias e petiscos para nossos pets: 

Não coloque uma fantasia em seu bichinho a menos que ele se sinta à vontade com ela. Muitos animais ficam estressados em usar roupas. Fique atento também caso a vestimenta esteja obstruindo a visão, audição, respiração ou os movimentos do animal.

Evite usar roupas com botões ou peças que possam ser arrancadas ou engolidas pelo animal.

Mantenha os animais devidamente identificados.

Tenha em mente que balas, chicletes, chocolates e pirulitos não são indicados para pets, nem mesmo só em  pouca quantidade. Caso haja crianças em casa, as oriente para que não ofereçam doces aos peludos. O chocolate, por exemplo, tem em sua composição uma substância chamada Teobromina (encontrada no cacau), que é rapidamente absorvidas após ingestão oral e é estimulante poderoso do sistema nervoso central e do coração. A Teobromina provoca um intenso aumento no trabalho muscular cardíaco associado à grande estimulação do cérebro, ocasionando arritmias cardíacas graves em cães.

ORIGEM DO HALLOWEEN

A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha, entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase “Gostosuras ou travessuras”, exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração.

Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente “fim do verão” na língua celta).

O fim do verão era considerado como ano novo para os celtas. Era pois uma data sagrada uma vez que, durante este período, os celtas consideravam que o “véu” entre o mundo material e o mundo dos mortos (ancestrais) e dos deuses (mundo divino) ficava mais tênue.

O Samhain era comemorado por volta do dia 1° de novembro, com alegria e homenagens aos que já partiram e aos deuses. Para os celtas, os deuses também eram seus ancestrais, os primeiros de toda árvore genealógica.

Entre o pôr-do-sol, do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome atual da festa: Hallow Evening -> Hallowe’en -> Halloween. Rapidamente se conclui que o termo “Dia das bruxas” não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.

O Halloween foi trazido para os Estados Unidos, em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e ficou conhecido como o “Dia das Bruxas”.

Transição de Vida

Inteligência emocional diante das adversidades

Dando continuidade ao nosso artigo do mês anterior, vamos continuar nossa jornada junto ao imigrante que veio nos últimos 10 anos devido à crise moral, política, social e econômica que assolou o Brasil.   

Como falado anteriormente, “muitos imigrantes possuem ou possuíam carreiras consolidadas e de destaque em nosso país”. Em virtude da crise, infelizmente nos últimos meses, temos observado um movimento inverso da comunidade brasileira decidindo retornar à pátria. Nas redes sociais temos visto de forma corriqueira anúncios do tipo “família vende tudo”. Nos períodos de tormenta às vezes o fato de sermos expatriados torna a crise ainda mais difícil de ser gerenciada.  

Diante desse cenário, muitos têm se perguntado se é melhor retornar ao país de origem ou continuar tentando conquistar seu espaço aqui nos Estados Unidos. Para o imigrante dessa geração que ainda não possui raízes fortes e robustas em solo norte-americano, o questionamento ainda é mais intenso e a questão de adaptação cultural é um fator a ser considerado.

Para muitos a escolha em viver na América se deu pela possibilidade de propiciar aos filhos formação, valores e crenças alinhados as crenças da família ou de maneira diferenciada ao que era vivenciado no Brasil. 

Em um olhar generalista, observa

mos nessa geração de jovens brasileiros que chegaram na última década o crescimento intelectual, moral, sem falar da grande vantagem em serem bilingues. Os brasileirinhos que aqui se formam, se encontram imersos em uma salada cultural que proporcionará ganhos incomensuráveis no futuro dessa geração.

Em qualquer situação creio ser fundamental a análise de vários pontos para uma tomada de decisão assertiva. Analisar os pros & cons ou como aprendi nos escoteiros thorns & roses é uma boa forma de criar massa crítica para uma tomada de decisão que poderá mudar o rumo da sua vida e da sua família. 

Deixando de lado a questão político-social que no Brasil se transformou quase em uma questão passional em que de um lado um grupo acredita que tudo está melhorando e outro acredita que o que era difícil está quase impossível. Tente analisar o cenário Brasil de forma imparcial vendo os pros & cons para você, sua família e seu negócio. Um exemplo clássico a depender do seu segmento econômico/profissional talvez o dólar elevado seja uma grande oportunidade para fazer novos negócios. 

Observando a situação aqui nos Estados Unidos, outro fator importante é analisar quais são os seus diferenciais enquanto profissional ou empreendedor e possibilidades em ficar nos Estados Unidos. Por exemplo se você é da área de tecnologia, talvez o fato de ser brasileiro bilingue possa estabelecer vantagem em relação aos demais pois a questão do localization ou culturalization nunca esteve tão em alta. Esse é um ponto forte para decisão em ficar na América. 

Nosso intuito não é apresentar nenhuma ferramenta de gestão, e sim instigar ao nosso leitor a colocar em sua balança pessoal o que é melhor para você e sua família. No quesito das relações interpessoais e familiares somente os envolvidos podem efetuar uma decisão de forma clara visando o melhor. Você sempre tem escolha! E muitas vezes nas adversidades podemos encontrar grandes possibilidades. Pensamento positivo sempre! 

Retratos da Vida, a arte de Naza McFarren

Entre tantos artistas visuais brasileiros que fazem sucesso nos Estados Unidos, vale destacar Naza McFarren, radicada aqui por mais de 30 anos. Sua obra é reconhecida tanto pela técnica como pelos temas. Atualmente utiliza suportes digitais avançados tecnologicamente e os temas se referem a personalidades e assuntos contemporâneos de destaque. O resultado pode ser visto em imagens que despertam no espectador encantamento e curiosidade, tanto pela composição arrojada como pela sua leitura de mundo feita por um olhar único e expressivo.

Obra: Poor World, de Naza McFarren 

Sua entrevista esclarece um pouco sobre sua vida e seu processo de descoberta e construção visual que se tornou sua marca registrada.

Nereide: Conte um pouco de sua história de vida até ser uma artista visual brasileira de sucesso nos Estados Unidos. 

Naza: Nasci em Santa Cruz do Piauí quando ainda não era cidade. Era um vilarejo pertencente a Oeiras, PI. A medida em que ia precisando de graus mais altos de estudo, fui para cidades maiores para estudar. A maior foi Fortaleza. Em 1996, decidi me mudar para Brasília e lá comprei materiais de pintura e comecei a pintar. Assim, sem mais nem menos. Daí até a vinda para os Estados Unidos foi uma odisseia. Morei em Mato Grosso do Sul, Fortaleza, Recife e voltei para o Piauí. Ali, conheci o oficial do exército americano que se tornaria meu marido e esse foi o motivo de minha vinda para os Estados Unidos.

Nereide:  Até que ponto suas experiências pessoais influenciaram em sua obra artística?

Nasa: Minha arte é extremamente influenciada por minha vida. Meus interesses e preocupações, minha opinião, meus sentimentos mais profundos, como as mágoas e as alegrias. Mas houve uma fase em que praticamente todos os meus trabalhos mostravam o que estava se passando comigo e ao meu redor. Foi quando o casamento desandou e logo depois da separação, os trabalhos eram super abstratos, mas representavam a história claramente. 

Nereide: Como você escolhe o tema de seus quadros? 

Nasa: Os temas vêm naturalmente, quase sempre algo que representa uma preocupação com o que está acontecendo à minha volta, tanto no micro universo quanto no macro. Às vezes eu “farejo” uma coisa que está para acontecer, como quando pintei uma abelha. Fazia um tempo que uma amiga havia sugerido abelha como um de meus temas, mas a emoção não me empurrou por um tempo. Então, um dia visitando a família em Picos, PI, fiquei muito desconfiada porque não havia os mosquitos imensos de lá e não via abelhas. Picos é a capital brasileira do mel de abelha. Então, alguém me falou que as abelhas estavam evitando “trabalhar na área da cidade por causa das árvores NIM, trazidas da Índia há mais de uma década. Pesquisei e descobri que o pólen das flores de Nim tornavam a segunda geração de abelhas infértil. Fiquei pasma. Foi então que fiz o quadro da abelha. Na mesma semana apareceu a notícia no mundo todo anunciando as abelhas como ameaçadas de extinção. Às vezes faço quadros por encomenda. O cliente normalmente já tem um tema e o tamanho, mas me deixam livre para criar. Quando o tema é o retrato de alguém, aí fico menos livre, pois tenho que agradar o cliente. Por isso mesmo, não considero os retratos como uma forma pura de arte. Eu até que crio no fundo e as vezes por cima da pessoa, mas não posso mudar as feições, pois é um RETRATO. 

Nereide: Voce é especialista em retratos? Diga alguns nomes que você destacaria que você retratou. 

Nasa: Não me considero especialista em retratos. Eu sempre fiz retratos porque é meu ganha pão. Pintei Barack Obama, Ayrton Senna, Viviane Senna, Mick Jagger, John Glenn, Chico Bento, Ivana Trump, Senador Heraclito Fortes, a família do General Noriega, entre outros. Alguns me fizeram assinar non disclosure releases (acordo de confidencialidade). Graças a esses retratos, pude sempre ser livre na minha criação dos outros quadros, não aceitava comprometer meus princípios, mas isso não me fazia passar fome, pois já ganhava a maior parte do sustento com os retratos. As pessoas na América Latina gostam de ser eternizadas em uma obra de arte. Eu antes pensava que era por vaidade. Agora penso que o motivo principal pode ser um desejo muito profundo e inconsciente, para garantir a continuação da raça humana. Com o tempo, tenho visto muitas situações em que os descendentes de meus retratados dão graças pelo fato de tê-los consigo, de uma forma que só o artista pode possibilitar. Um dia eu estava em São Luís, MA e senti uma atração por uma revista que estava em cima de uma mesa de centro. Comecei a folhear e vi um retrato que eu pintei há mais de 20 anos em uma reportagem sobre a filha de minha cliente, já falecida. Pediram para a entrevistada escolher os bens mais preciosos que ela tinha em casa e um deles era o retrato da mãe. Fiquei emocionada. Quando alguém pede para pintar o retrato, conscientemente ou não, quer estar sempre presente na vida dos seus descendentes. 

Nereide: Como você se expressa durante o processo de retratar uma pessoa? Qual é a sua técnica? 

Nasa: A maior parte de meus retratos é a óleo sobre tela. Eu começo fazendo o rosto e depois vou para o cabelo. Essa parte é uma “fronteira” entre a preocupação com os detalhes e a expressão o mais parecida possível e o começo de minha liberdade de criação. No cabelo, já começo a “abstracionar” e a desobedecer ao padrão de “foto”. O resto do quadro é uma continuação abstrata da pessoa e do mundo dela, ou pelo menos é a minha visão. Tento escolher as cores obedecendo minhas emoções, mas sem perder as noções técnicas, tipo, cor para usar nas sombras o vermelho, o amarelo, evitar erros de composição etc. Desde o final do ano passado, estou também criando muitas obras digitalmente. Depois de mais de 15 anos treinando, agora consigo fazer alguns dos meus quadros usando o computador como ferramenta, sem apelar para filtros ou outros artifícios automáticos. Eu uso os pincéis e as cores como se estivesse pintando com um pincel de madeira e fibra com tinta em uma tela. Quando fica pronta, a imagem é transferida para uma tela de primeiríssima qualidade. O original e único. Somente uma tela e impressa (e vai com um certificado de autenticidade). As vezes o cliente manda fazer uma pequena série em outro tamanho e numerada, para usar no escritório ou dar de presente aos filhos ou aos pais. Os direitos autorais de qualquer uma de minhas obras de arte pertencem a mim e elas só podem ser reproduzidas com minha autorização. Quando uma pessoa compra uma obra de arte não está comprando os direitos autorais do artista, a não ser que façam um contrato e o preço de direitos autorais é diferente do preço da obra. Existem acordos para reprodução por um período para um projeto específico e há a compra integral dos direitos, o que é muito raro. Nem sempre a encomenda é um retrato. Já fiz abstratos e vários assuntos por encomenda. Os direitos autorais de obras que não são retratos são muito mais valiosos, pois não se pode prever se no futuro vai haver ou não muito interesse de usar essas imagens de diversas formas, até muito depois do artista morrer.

Nereide: Voce já fez seu autorretrato? Fale sobre esse tema.

Nasa: Sim. Umas 4 vezes e meia. Digo isso porque fiz um quadro bem livre, para o qual usei a mim mesma como modelo, olhando pelo espelho. Pertence a um colecionador de Recife. Um deles é muito dolorido. Eu o pintei olhando pelo espelho, quando tinha 25 anos. Estava em uma fase horrível. Cada vez que vejo esse quadro, eu noto mais símbolos nele. Tem um pássaro tentando atravessar minha cabeça, tentando levantar voo, mas a asa está ferida.. Os outros dois, eu pintei para ter um exemplo de retrato, pois as pessoas levavam os seus e eu ficava sem nada para mostrar. Depois de uns anos, o retrato ficava “defasado”, pois quem olhava para mim e para o retrato provavelmente pensava que eu havia me embelezado muito, pois no momento estava mais jovem. O quarto retrato, eu o fiz quando vivia em Arlington, Virginia, área de Washington DC. Na última mudança entre Arlington e a Florida, foi rasgado. Tom Di Salvo, um artista cujo trabalho eu admirava muito, um dia comprou esse retrato rasgado. Até chorei. Foi um dos maiores elogios que meu trabalho já recebeu. 

Nereide: Mande uma mensagem aos nossos leitores. 

Nasa: Aos leitores artistas, principalmente os jovens, eu aconselho que terminem um curso superior e tenha um emprego paralelo para garantir o pagamento das despesas de sobrevivência e, assim, ser sempre livre para criar uma arte pura, como vem de seu coração. Uma renda fixa, mesmo que pequena, serve para construir uma aposentadoria. Aos não artistas, agradeço de coração vocês terem lido até o final e se interessarem por minha arte e minha pessoa. Se puderem, repassem. Nos, artistas, precisamos de todos os empurrões que pudermos receber.

Mick Jagger