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O Plano Biden

Peter H Peng

Peraí um pouquinho. Estou confuso. Os americanos passaram os últimos vinte anos atacando a China por interferências estatais na economia, com acusações variadas; dirigismo, manipulação da moeda, competição desleal, pelo estilo chinês de estimular a economia com instrumentos políticos, subsídios, ou seja, ferramentas estatais. Por isso a enxurrada de barreiras tarifárias que já existiam, mas foram multiplicadas por Trump, aumentando as tarifas de importação sobre um número de produtos, tipicamente por um fator de 250% a 400%  (digamos, de 5 a 20% ou de 10 a 28%) e inserindo mais uns 40 novos itens na lista de espera. Havia um cronograma para esses novos items entrarem no pau, com a intenção de chamar a China à mesa de negociações. A China veio e negociou várias pausas nas tarifas e retorno de outras aos níveis anteriores, com o compromisso de compra de produtos agropecuários, mas a negociação parou no meio do caminho, por acusações mútuas de não-cumprimento de cláusulas.

Agora o Biden apresenta um plano econômico cópia-carbono do que a China faz há anos, propondo uns US$2 tri em investimentos estatais. Cerca de 3 trilhões de dólares já foram alocados para vários programas de auxílio Covid, contando o primeiro programa do Trump.  Segundo boatos particulares, os democratas tem programas na manga-da-camisa para mais 8 bilhões de dólares de investimentos estatais, ou gastos, segundo os republicanos. Simplificando, nessa primeira etapa, esses 2 tri seriam gastos, ou investidos, segundo os democratas, em obras de infraestrutura, incluindo pontes, estradas, incluindo uma rede de 500 mil postos de abastecimento de veículos elétricos, banda larga, habitação e qualidade de vida, creches, escolas, casas para atendimento de pessoas de terceira idade, pesquisa e desenvolvimento. Um item que chamou minha atenção foi a substituição total de tubulações de chumbo, que existem há décadas ou quase um século, nas construções mais antigas. Ao chumbo se atribui um retardamento do desenvolvimento cerebral de crianças, limitando seu potencial intelectual e comprometendo sua saúde futura. Como o país mais rico do mundo não fez isso antes? Resposta: por que os habitantes do país mais expostos ao chumbo eram os pobres, pessoas de cor, moradores nessas áreas comprometidas.

Investimento estatal para aumentar a competividade americana tem um alvo único: a China. Os EEUU precisam de um empurrão estatal para competir melhor. Por si só, o mercado não se mostrou suficiente para a América produzir a custos competitivos, nem em hardware (materiais e equipamentos) nem software (tecnologia). A demanda americana não gerou a oferta; conforme a teoria das leis do mercado, a demanda cria a oferta, e as duas pontas vão se equilibrando.

Os republicanos se opõem ao Plano Biden, chamando isso de Cavalo-de-Tróia para o Green New Deal. Seria um comecinho de gastos governamentais, contendo futuros passos imparáveis: uma vez que uma obra se inicia, precisa ser terminada, ou abandonada a grande custos, ou seja, a prejuízos completos. O Green New Deal estaria disfarçadamente escondido dentro disso. Alexandria Ocasio-Cortez, mais conhecida como AOC, deputada federal por Nova Iorque, é uma figura odiada pelos republicanos, e seria a eminência parda por trás disso. Quem é AOC? Pessoa de cor, foi motivo de chacota dos republicanos por ter trabalhado como barista, ou garçonete de bar. Convenientemente, eles esquecem que AOC saiu de uma família imigrante pobre em Nova Iorque para atender a Boston University, uma das pontas intelectuais americanas (escola de uma das minhas filhas também). AOC capitaneia a New Left, ou Left-Wing, a ala esquerda do Partido Democrata, aliada a Bernie Sanders, senador independente do Estado de Vermont. A ala esquerda do partido democrata quer um novo New Deal, no estilo do New Deal que Franklin Delano Roosevelt implantou para tirar o país da Great Depression, só que agora é o Green New Deal, programa de criação de empregos e distribuição de renda centrada em energia verde, projetos de proteção ao meio-ambiente e reversão da mudança climática. Os republicanos não vão apoiar, clamando que infraestrutura são apenas as obras tradicionais: pontes, estradas, e coisas do tipo.

A herança do reaganismo e do thatcherismo, a idéia de um governo minimalista, está se mostrando. Os EEUU foram paulatinamente se dividindo, resultando em dois países, dentro do mesmo território. Acumulação de riqueza de um lado e empobrecimento do outro. Um país rico e outro pobre. A divisão social só aumenta, e a cisão é brutal. Não há quase nenhum ponto de contato entre essas duas metades americanas, que definitivamente tem um componente fortemente racial. 

O plano Biden claramente procura remediar a situação. Grande parte do programa desse plano é restituição, sem contudo ter esse nome. O que é restituição? É uma devolução do que o escravismo causou aos negros durante os 402 anos desde que os primeiros escravos foram trazidos da África. Impossível quantificar uma reparação aos descendentes dos escravos, dos linchamentos, raptos, estupros, todo tipo de abuso. Por isso, o uso do termo “reparação” não tem futuro aqui. O termo “restituição” pode ter melhor aceitação. Alguns componentes desse plano: mais moradia, transporte, creches, escolas, casas de passagem, hospitais onde existe maior déficit desses componentes sociais; as áreas de negros. 

O partido republicano não dará um único voto para esse plano. O interessante é que o plano Biden contempla reparar esses déficits que se encontram também em zonas rurais, predominantemente de brancos pobres, republicanos. A desigualdade social não é apenas entre brancos e pessoas de cor. É também entre os americanos urbanos e os rurais.

O plano Biden propõe uma escala mais progressiva nos impostos, aumentando o imposto de renda corporativo (IRPJ) de 21% para 28%. O termo progressivo (não tem nada a ver com o termo progresso, gente!) ainda não pode ser aplicado; poderíamos dizer; uma escala menos regressiva, e só, pois ainda é uma escala regressiva. Igualmente haverá uma nova escala de IR pessoa física para rendimentos maiores do que 400 mil dólares anuais. Esse plano tem amplo apoio popular (inclusive dentre os eleitores republicanos); todos consideram justo que quem ganha mais tem que contribuir mais. Considerem que apenas 5% da população tem renda acima de US$400 mil anuais. Considerem que cerca de 100 das 150 maiores empresas americanas não pagaram um único centavo de IR no ano passado.

A China não fala nada, apenas sorri. Afinal, os americanos estão aprendendo direitinho a lição. Observem como a mídia reage: não se fala mais em governo chinês dirigindo a economia, competição desleal, etc.

O mais curioso ainda é que a China está justamente completando esse ciclo de investimentos na cadeia de suprimento estimulando a oferta. Eles fizeram isso o suficiente, e estão com a oferta competitiva organizada. Agora estão preparados para fazer justamente o contraponto: estimular a demanda. Saibam o seguinte: assim como os republicanos se opõem a essa manobra de “imprimir dinheiro” julgando esse intrometimento do estado na economia um desperdício, uma hipoteca a ser paga pelas novas gerações, na China também houve uma oposição. Essa oposição usou o termo “jogar dinheiro pela janela,” para classificar a incompetência da burocracia estatal chinesa em investir. E esse grupo político está em peso atrás dessa mudança da política de estímulo da demanda. O estímulo da oferta que a China praticou criou disparidade social. A nova política que veremos na próxima década tem a intenção de reverter isso. 

Que bicho vai dar nesse jogo? Qual é o número do dragão? Quem vende bilhete por aí? É isso.

Top Team CSS ergue taça em Orlando

Mais uma vez, o futebol brasileiro  é destaque na região da Flórida Central. Desta vez, foi no torneio amador da Yael Soccer League, onde o time brasileiro Top Team CSS se consagrou campeão. O campeonato conta com 16 times, formado por jogadores das comunidades hispânica, americana e brasileira, com partidas disputadas aos domingos. 

O Top Team Css é comandado pelo conhecido técnico Pacheco Jr.; e seu assistente, Moises Jr, que acaba de completar 20 anos à frente de equipes brasileiras, e, neste momento, a equipe  conta  com a participação de jogadores amadores, jovens e com a presença de atletas profissionais, que tiveram carreira de sucesso atuando em vários times no Brasil e no exterior. 

Alguns nomes de destaque estão: Renato Abreu (Flamengo); Léo Lima (Palmeiras); André Lima (Grêmio): Bruno Vieira (Fluminense); Ricardo Villar (FC Dallas); Jr Negão (França Montpelier), entre outros.

O TopTeam Css tem o apoio de Marco Meccia, presidente do Celebration Soccer Star onde se encontram os melhores campos de Futebol de  Orlando, 

Técnico, Pacheco Junior, faz um selfie campeã

Pacheco gosta de afirmar que este trabalho somente é possível com o apoio que recebe de empresas da região que patrocinam o evento, como: Churrascaria Boi Brazil; Kingdom Sushi; Kingdom Açaí; ROV Roofing; Tiles Supply; M3DC e Tropical Villas.

No mês de maio, o Top Team Css fará uma partida beneficente para ajudar as vítimas de Covid-19.

“Quero agradecer aos nossos patrocinadores que confiam no elenco da equipe TopTeam Css; e ao Jornal Brasileiras & Brasilerios, que sempre apoia eventos culturais e esportivos da comunidade brasileira”, finalizou o técnico Pacheco.

Tema mudança deve começar em você

Eliana Barbosa

Muito se fala sobre a importância de estarmos sempre abertos às naturais mudanças da vida, entretanto, quando chega a hora de testar a nossa flexibilidade emocional diante dos desafios que nos aparecem, muitos de nós nos sentimos acuados, amedrontados e inseguros. 

E você: Como se comporta diante das mudanças: Como alguém que espera os outros ou o mundo mudar para você ser feliz, ou você assume a autoria da sua história e encara as mudanças necessárias, com coragem e determinação? 

Há muitas pessoas que, em busca de seu crescimento pessoal e profissional, procuram leituras, conversas e programas inspiradores que podem funcionar para elas como um “toque de despertar”, levando-as a realmente acordar para a vida. Elas entendem que são as únicas pessoas capazes de mudarem as suas vidas, e, com isso, começam um processo de mudança interior, combatendo os pensamentos limitantes, corrigindo comportamentos destrutivos, transformando medos em coragem e revolta em gratidão.  

Entretanto, outras há que ainda acreditam que precisam do reconhecimento e da mudança externos para se sentirem completas e felizes. E passam uma vida inteira esperando… – pelo elogio dos outros, pelo parceiro perfeito, pelo pedido de desculpas de quem os ofendeu, esperando em vão… Tais pessoas não percebem que o mundo só vai reconhecer seus talentos quando elas mesmas reconhecerem o quanto são especiais para o mundo. 

Por isso, pare de tentar mudar os outros! Por favor, pare de esperar que os outros mudem para você se realizar! Você está perdendo o seu precioso tempo, porque ninguém é capaz de mudar ninguém, a não ser a si mesmo!

E se você está aí, empenhado em mudar a si próprio, para prosperar e vencer,  parabéns! E vá com calma, não se apresse. Faça a sua parte e saiba que grandes transformações não acontecem da noite para o dia. Elas são lentas e muitas vezes imperceptíveis para aqueles que nos cercam. Mas, com a sua persistência, chegará o dia em que os tão esperados resultados virão à tona. Alguns dirão que foi sorte; mas você saberá que a sua sorte foi, nada mais nada menos, do que muitas oportunidades que encontraram uma mente preparada para vencer. 

Use em sua vida o exemplo do bambu chinês, arbusto que depois de ter sua semente plantada, tem todo o seu crescimento subterrâneo, por longos quatro anos. Só então, no quinto ano de vida,  é que o bambu chinês cresce, até atingir 24 metros. E depois, devido à sua flexibilidade, não se deixa abater diante das tempestades – tomba, mas não quebra! Belo exemplo para todos nós!  

Guarde bem: O grande segredo da plenitude de viver é você entender que nada na sua vida vai mudar se você não mudar primeiro! Arrisque-se a mudar, dê o primeiro passo, e, como disse o grande pacifista Mahatma Gandhi (1869-1948), “Seja você o exemplo de mudança que deseja ver no mundo.” 

CONNIE ROCHA

PROGRAMA MOSAICO:  ARTES DO BRASIL

Nereide Santa Rosa

Connie Rocha é a âncora do Programa Mosaico produzido pela Focus Brasil Foundation diretamente da Flórida, EUA; e transmitido pela sua plataforma digital atingindo centenas de espectadores ao redor do mundo. O programa Mosaico apresenta as novidades sobre Arte e Cultura brasileiras em várias cidades: realmente é um mosaico composto de arte visual, cinema, literatura, artes cênicas e muita música.

Conheça a história da jornalista brasileira Connie Rocha e seu mais recente sucesso como apresentadora do Mosaico e assistam todos os domingos.

Nereide S Rosa: Conte aos nossos leitores sobre o seu percurso profissional no Brasil e nos Estados Unidos.

Connie Rocha: Sou baiana, nascida em Salvador, me formei em Publicidade/Marketing e em Jornalismo no Rio de Janeiro. Vim para a Flórida, em fevereiro de 2000, para cursar uma pós-graduação em Broadcasting na Barry University, em Miami e nesse mesmo ano fui contratada para trabalhar como jornalista no Gazeta Brazilian News, jornal que ainda hoje assino a coluna semanal “Bastidores”. Alguns anos depois, tive a surpresa de reencontrar-me em Miami, com o jornalista Carlos Borges, que foi amigo e colega do meu pai no jornalismo e televisão, em Salvador, Desde então, passei a fazer parte das produções de TV e apresentação dos eventos Miss Brasil USA, Talento Brasil, Brazilian Press Awards e Focus Brasil, onde atualmente apresento o programa Mosaico. Durante esses 21 anos aqui nos EUA, passei por diferentes empresas de mídia, como editora da Acontece Magazine, produtora On-Air da HBO Latin America, AMC Latin America e Discovery Channel, onde trabalhei também em produções originais do Discovery Kids. Sou dubladora de séries, novelas, filmes e documentários em português e tenho uma agência/produtora em Miami (On Production) em parceria com o meu marido Emi Perez (que também é produtor e editor de TV) com produções de vídeo e comerciais para Globo Internacional, Rede Record, e canais hispânicos e americanos como NBC, Telemundo e Univision.

NSR: Quais os desafios de ser âncora do Mosaico, um programa que está alcançando excelente audiência a nível mundial?

CR: Mais que um desafio, o Mosaico é um programa que traz uma enorme alegria pra mim e para o Carlos, que assim como eu, é apaixonado por televisão e pela arte e cultura do Brasil. O Mosaico é a materialização de um projeto, que sempre esteve nas nossas conversas ao longo desses mais de 15 anos de amizade e parceria e agora, está sendo realizado na plataforma digital do Focus Brasil. Acho que o nosso maior desafio é, na verdade, escolher, entre tantos talentos brasileiros, os que serão destaques em cada edição. E eu me sinto completamente feliz no comando de um programa que tem revelado e divulgado, esses grandes talentos espalhados pelo mundo.

NSR: O Programa Mosaico do Focus Brasil divulga a arte e a cultura dos brasileiros ao redor do mundo. Como vocês selecionam as matérias?

CR: As matérias são selecionadas pelo editor do programa, Carlos Borges, com a colaboração de vários jornalistas que atuam diretamente no Focus, como Dóris Pinheiro, da Bahia, Antônio Albuquerque, de São Paulo, Claudia Nunes, da Itália, Mario Makuda, do Japão, e Andrea Vianna, do Sul da Flórida. Sempre procuramos cobrir o máximo das áreas de arte e cultura envolvendo os brasileiros de várias partes do mundo e para isso é fundamental a estrutura global do Focus.

NSR: Na sua opinião, qual é o papel da Arte seja visual, escrita, musical ou cênica no mundo atual?

CR: Acho que a arte, em qualquer uma das suas vertentes, tem o poder de levar alegria, conhecimento, reflexão, e até a cura. Principalmente num momento tão difícil como o que estamos vivendo, quando as pessoas estão muito mais sensíveis pela falta do contato físico, do abraço e, por toda ansiedade provocada pela pandemia. A arte acalenta os corações, faz bem para a alma, seja pela música, dança, pintura, teatro ou cinema. A arte tem o poder de transformar e espalhar amor, empatia, valores que estamos precisando muito no momento atual.

NSR: Mande uma mensagem aos nossos leitores.

CR: Quero agradecer a todas as pessoas que estão acompanhando o Mosaico todos os domingos, sempre com mensagens de incentivo e agradecimento a esse espaço tão importante que revela para o mundo, o talento de brasileiros nos quatro cantos do mundo. Que o Mosaico sirva de inspiração para muitos outros programas culturais e que o nosso programa seja um momento em que as pessoas sintam-se mais felizes e unidas pela Arte, mesmo que virtualmente.

Espero vocês, todos os domingos, no Mosaico, na plataforma digital do Focus Brasil!

Gestão do Tempo

Jean Chamon

Muitas vezes buscamos atender várias demandas de forma simultânea, demandas essas do ponto de vista familiar, religioso, profissional e social. Hoje temos que nos fazer presentes não somente no mundo físico, mas também no ambiente virtual tornando o gerenciamento do tempo ainda mais problemático. Confesso que sou saudosista do período em que no máximo o ambiente virtual era composto por e-mails e sistemas gerenciais e empresariais. Como todos sabemos, temos hoje enorme disponibilidade de informação, mas a chave é como transformar tudo isso em conhecimento. Gerenciar o nosso uso das 24 horas do dia é também gestão do conhecimento.

Nessa pandemia a gestão do tempo ainda está mais difícil. Tentamos resolver tudo que ficou parado nos últimos 12 meses e colocar a cabeça no lugar depois de um ano atípico. Me incluo nesse grupo que se encontra com dificuldades de gerenciar as rotinas e atividades diárias. Inclusive nos últimos 2 meses não enviei meu artigo mensal ao nosso editor por má gestão do meu tempo. Existe sempre a pressão da entrega com eficiência e, principalmente, pessoas que são multitarefas tem grande dificuldade de gerenciar suas 24 horas.

De toda maneira, devemos ver o tempo como um recurso igualitário. Citando um artigo que li outro dia o tempo é um grande nivelador, sendo o único recurso que é distribuído a todos de forma igualitária (Ligonier Ministries, acessado 2020). Eu creio que o grande diferencial é a forma como utilizamos o tempo.

Citando o podcast de um grande amigo Pastor da Igreja A Casa, Célio Martins,   “devemos sempre pensar o que mais consome nosso tempo diariamente. Devemos Focar nosso tempo naquilo que fazemos melhor”. 

Dessa forma, gostaria de deixar pequenos lembretes que podem tornas nossas rotinas e atividades diárias melhor gerenciadas e contribuir para sermos mais felizes.

 Aproveite melhor as primeiras horas do dia que normalmente são livres de distrações e interrupções. 

 Redirecione seu foco. Por exemplo defina quais eventos e atividades são realmente importantes para você participar. É impossível participar de tudo com total absorção de conhecimento.

 Busque realizar mais atividades com menor esforço. Tem uma expressão em inglês que define de forma perfeita essa questão “Think smarter not harder”.

 Defina suas prioridades. As vezes um simples cronograma pode nos ajudar em nossa organização semanal.

  Não podemos controlar tudo. Foque naquilo que você faz melhor e em contribuir para as pessoas mais próximas.

  Aproveite momentos de ações mecânicas como por exemplo, quando está dirigindo para escutar um audiobook e aprender algo novo. Você absorverá conhecimento e utilizará melhor seu tempo.

 Por último e não menos importante, descanse, medite e ore para encontrar o foco necessário em busca dos seus objetivos. Lembre-se que até o Pai descansou após a criação. O descanso existe para reativarmos nossa criatividade e produzirmos melhor.

Finalizando, evite palavras e crenças limitantes do tipo “estou sempre ocupado”, “não tenho tempo para nada”. Busque deixar o seu legado pessoal, como diria o apostolo Paulo. Viva o presente para aproveitar melhor o tempo que temos. Fiquem com Deus! Positividade sempre!

Os filhos são resultado dessa felicidade

A jornalista Patrícia Pioltini pode se considerar uma privilegiada. Ela sempre quis ter filhos, mas preferiu priorizar a carreira e só depois de seis anos de casada, teve o primeiro filho, aos 36 anos. O segundo aos 38 e o terceiro aos 40 anos.

Privilegiada porque muitas mulheres que fazem o mesmo, quando se decidem pela gravidez, nem sempre o relógio biológico ajuda. E o sonho de ser mãe acaba se tornando uma frustração.

“Ser mãe um pouco mais tarde me trouxe mais tranquilidade, me senti segura na decisão. Acredito que ser mãe é bom em qualquer idade. As mais jovens podem ter mais energia, disposição, mas uma das vantagens de esperar um pouco é estar mais estruturada emocional e financeiramente” – diz ela.

Patrícia considera a maternidade um enorme desafio. “Ser mãe – complementa – é o melhor presente que uma mulher pode receber. Dar a vida a alguém e poder ensinar esse alguém com o seu melhor é gratificante”.

Em momento nenhum ela se arrepende de ter tido os filhos, mas se tivesse que tomar a decisão hoje, com a maturidade dos seus 51 anos, não sabe se os teria e justifica: “O mundo está muito cruel, perdeu a base familiar. Hoje há muito extremismo. E não consigo ver um mundo melhor para os meus filhos. Na minha época, a gente brincava na rua, não tinha violência. Além disso, o mundo está muito virtual. A tecnologia trouxe progresso mas afastou o ser humano. Não consigo me imaginar começando a tarefa de ser mãe nesse mundo tão carente de amor”.

Para ela, os filhos selam uma união, mas o casal deve se bastar, independentemente de ter filhos ou não.

“Antes de sermos pai e mãe, somos amigos, companheiros, amantes. Os filhos são resultado dessa felicidade. Não acredito que a cumplicidade do casal aumente por causa dos filhos e se aumentar será um problema porque os filhos crescem e se vão”.

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Patricia Pioltini é Graduada em JORNALISMO/COMUNICAÇÃO pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP) (Dez/1988). Tem PÓS-GRADUAÇÃO pela University of California (UCLA), em Telejornalismo Comunitário.  Trabalhou nas emissoras SBT, TV RECORD, TV GLOBO e presta serviço de assessoria de imprensa na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.

Criar um filho é um ato político

Luana Cunha

A produtora cultural Luana Cunha está grávida de dois meses do primeiro filho. “Uma gravidez muito consciente e desejada, embora não tão bem planejada”, diz ela.

Luana lembra que o fato de engravidar em plena pandemia revela isso. Convenhamos, é um motivo e tanto a mais de preocupação. Outra preocupação é com a questão financeira. No momento em que estava deslanchando a carreira em Lisboa, onde mora há 5 anos, o setor cultural foi um dos que mais sofreram abalo.

“Nesse contexto e, sabendo que depois de ter a criança, a gente reduz a carga de trabalho, o ideal é ter uma reserva. Um cuidado que não tivemos. Minha geração já passava por uma instabilidade profissional e financeira porque está havendo uma mudança drástica no modelo de trabalho. Muita gente trabalhando por conta própria, sem direitos trabalhistas. Se pensar muito fica difícil engravidar, a gente desiste”, afirma sorrindo.

O que ameniza um pouco, ela ressalta, é que conta com o apoio do Estado: “a escola pública é ótima e no setor público de saúde você sabe que será bem atendida e a criança também. Não estaria cogitando ter filho agora se estivesse morando no Brasil”.

Luana também agradece por estar longe do Brasil nessa pandemia, país onde os casos explodiram. Mas, as regras duras de combate ao vírus em Portugal despertam o receio de ter que encarar a sala de parto sozinha.

“Essa pandemia soma angústias para uma mãe de primeira viagem. No auge da crise ninguém era autorizado a acompanhar as mães na hora do parto”, ela lembra.

Instinto materno

Luana não acredita que as mulheres nascem com esse instinto, ela defende que a “maternidade é muito romantizada”, o que torna mais penoso para quem desafia o script imposto:

“Nem todo mundo tem vontade real de ter filho, acaba tendo porquê a pressão do relógio biológico é grande e também pesa o fato da mulher que decide não ter filho ainda ser vista como um ser estranho. É danoso a pessoa ter um filho só porque seria o caminho natural e, depois, ter que abrir mão de coisas que não estava disposta; essa relação não vai ser positiva”.

Ela aponta outros indícios dessa idealização da maternidade:

“Estou lidando mal com os sintomas do início da gravidez – azia, enjôo, cansaço e mal estar físico. Isso deveria ser mais discutido e não minimizado o lado difícil do processo….isso passa, são só 3 meses!!! Tá bom, pode passar, mas é difícil. As mulheres têm direito a essas informações até para fazer escolhas. Quem quiser um filho, sem passar por isso, pode adotar ou ter uma barriga de aluguel, permitido em alguns países”.

“Emocionalmente – acrescenta – essa romantização da gravidez também causa danos. Ok, tem mulheres que ficam felizes na gravidez, ou porque sonharam muito com isso, planejaram, sempre quiseram ser mãe. A ditadura é para as outras que não estão nesse pique. Eu, por exemplo, estou contente, mas quando passo muito mal me aborreço; e, ainda, me culpo por não estar radiante; é como se a gente tivesse essa obrigação. É uma carga de expectativa tão grande que a gente não corresponde, se angustia”.

Luana diz que, como tudo na vida, a maternidade tem lados positivos e negativos.

“Entre outras coisas, a maternidade impacta na vida profissional da mulher, muitas vezes adiando sonhos, diminuindo recursos ou impondo um acúmulo de funções e tarefas”.

Para ela, todos os prós e contras devem ser colocados na balança para que a decisão de ter um filho seja muito consciente.

“Criar um filho é um ato político, assim como não ter filho também pode ser. Educar impõe a responsabilidade de formar uma pessoa ética, emocionalmente equilibrada, responsável socialmente, empática com o próximo, pessoas mais sensíveis. Ser mãe não é só bonito, é um ato de responsabilidade no mundo em que vivemos hoje” – ela conclui.

CASAMENTO SEM FILHOS

Marilza Piovesan De Lorenzo

Quando nos casamos, eu ainda estava na faculdade. Decidimos esperar um pouco, o tempo foi passando e os filhos não vieram; vieram, então, as frustações e as cobranças.

Fui entendendo que não nasci para ser mãe, e aí tudo ficou mais fácil. Quando começaram a chegar meus sobrinhos, percebi qual era minha verdadeira vocação: ser TIA. Amo ser tia, amo ser chamada de tia, esta palavra soa como música para meus ouvidos. 

Com os sobrinhos, tudo se tornou mais fácil. Não posso dizer que transferi o amor de mãe para o de tia, porque o amor a gente não transfere, mas esse amor por eles tomou dimensões gigantescas, isso tornou a nossa vida mais leve. Não nos arrependemos de não ter tido filhos, aceitamos e somos bem resolvidos com essa questão. Enfrentei desaprovações da família e dos amigos que sempre faziam o mesmo comentário: “Você vai se arrepender por não ter tido filhos quando chegar a velhice”.

Sempre fui muito consciente da situação, sempre respondia a mesma coisa: quando Deus quiser vai chegar. Lidamos com muita sabedoria e tranquilidade, deixando nas mãos de Deus a decisão. Isso nos ajudou bastante.

Cobranças sempre existem. Quando o namoro vai se tornando mais sério, já começam as especulações, se vai sair casamento…quando marcamos a data do casamento, começam as perguntas, vai querer filho logo? Quantos filhos você vai querer? Prefere menina ou menino? A lista de perguntas pode ser enorme. Quando os anos vão passando e nada de filhos, as cobranças ficam mais chatas.

Uma cobrança que magoa muito quando somos jovens. A sociedade em que vivemos sempre está cobrando alguma coisa, isso acontece, e sempre vai acontecer, o que precisamos é ser forte e saber lidar com a situação. Sempre ter em mente que devemos enfrentar as cobranças com sabedoria e devemos sim, ter o poder de decidir se queremos ou não ter filhos.

Filhos, com certeza, enriquecem ainda mais o relacionamento, a cumplicidade entre o casal, mas creio também que essa união se fortalece mesmo sem os filhos. Tudo vai depender da sintonia, do entendimento entre o casal, com respeito e amor em relação às decisões tomadas por ambas as partes.

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Marilza Piovesan De Lorenzo – Formada em História e Geografia, com pós graduação em Metodologia do Ensino.  Lecionou no Brasil, antes de se mudar para o Estados Unidos. marilza.pl@hotmail.com

Decisão: ter ou não ter filhos

Eliana Barbosa

A maternidade deve ser uma escolha consciente e sensata, embora, ainda em pleno século XXI, possa configurar, para muitas mulheres, como uma obrigação social. E esse é o grande perigo e dilema presentes no universo feminino. 

A forma como a maternidade é romantizada pelas pessoas causa nas mulheres muitas dúvidas e até culpa, em algumas situações, porque a verdade é que ser mãe, desde a gestação, é um caminho com desconfortos, obstáculos, dores, dúvidas, medos, decepções e, consequentemente, instabilidade emocional. Mas pouca gente comenta sobre estes percalços… Sem falar também na insegurança das mães em relação ao próprio corpo, e as críticas que possam surgir. 

Por isso, ao escolher ser mãe, mais do que uma realização pessoal, toda mulher deve estar amadurecida emocionalmente e preparada para enfrentar os naturais desafios de criar um ser humano com amor e limites, exemplificando valores como dignidade, compaixão e bondade. Este amadurecimento vem do autoconhecimento (em que a futura mãe deve olhar para si mesma, encarando suas forças e fraquezas, e aceitar que terá que abrir mão de muitos sonhos), da busca de informações sérias sobre a maternidade, e do aprimoramento de sua autoestima (para que, abastecida de amor próprio, possa ser fonte de amor verdadeiro, sem apego ou dependência emocional, para este filho que vai gerar). 

A mulher preparada para ser mãe não se deixa levar pela ilusão de que filho salva casamento (porque não salva, definitivamente!), e não idealiza que o filho será seu apoio quando chegar à velhice. Ela não cria idealizações em relação ao filho (profissão, casamento, netos…), porque sabe que são estas expectativas que podem trazer profundas decepções. 

Às mães de primeira viagem, não se culpem se o amor pelo bebê não for assim tão intenso no começo da gestação. Cada caso é um caso, e muitas vezes, esse amor é alimentado no dia-a-dia, quando o bebê dá seus chutes na barriga, e quando nasce, em cada sorriso, nos seus balbucios, nesta interação amorosa. O importante é que os pais conversem muito com o bebê, desde a gestação, com palavras positivas e de incentivo, coloquem música erudita para ele, e, ao amamentá-lo, olhem profundamente em seus olhos. Isso sim fará uma grande diferença no desenvolvimento emocional de seu filho.

Quanto à mulher que escolhe não ser mãe, não se deixe levar pela culpa ou medo das críticas e cobranças que virão. Só você sabe o que é melhor para sua vida, ninguém mais. Infelizmente, este julgamento da sociedade ainda é comum neste mundo.

Fique firme em sua escolha, aproveite a liberdade de ser e viver como você bem quiser, tenha sonhos e metas e batalhe para que todos eles se realizem, mas jamais deixe de fazer o bem, onde e quando puder. Seja fonte de amor para quem carece de afeto e atenção, visitando orfanatos, creches e asilos de idosos, levando alegria e otimismo por onde passar. 

Lembre-se: você não precisa ser mãe para ser boa, caridosa, generosa e atuante em uma sociedade carente de boas ações. O importante é ser feliz e contribuir para a felicidade à sua volta.

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Eliana Barbosa é psicoterapeuta, life coach, terapeuta de Florais de Bach, articulista de jornais e revistas internacionais, autora de 5  livros no campo do autodesenvolvimento, co-fundadora do Centro de Cura dos Sentimentos, e ministra palestras transformacionais no Brasil e nos Estados Unidos. Mais informações: www.elianabarbosa.com.br. Contato: eliana@elianabarbosa.com.br

Casamento perfeito

Existe a máxima que afirma que o casamento entre duas pessoas somente acontece de verdade, quando nasce o primeiro filho. É nesse momento, que o matrimônio passa a exigir responsabilidade, equilíbrio, paciência, disciplina e muita tolerância.

Por esta razão, hoje em dia, existe uma redução no número de casais que escolhem ter filhos. Há décadas, a taxa de natalidade se mantém em queda constante em vários países desenvolvidos. 

No passado, o casamento estava diretamente associado à criação de filhos. Para a sociedade conservadora da época, a maioria dos casais sonhavam com a procriação. Com exceção de casais que enfrentaram a infertilidade, a gravidez era um grande acontecimento familiar.

Com a vasta informação a respeito do custo, das dificuldades e das responsabilidades associadas a ter e manter um filho, vários casais modernos vivem bem com animais de estimação. 

Para discutir este tema, o B&B ouviu a opinião de mulheres e entrevistou a psicoterapêuta, Eliana Barbosa, que afirma que cada caso tem a sua particularidade; apesar da sociedade ainda discriminar aqueles que optam por não ter filhos.

Desfrute também dos temas sobre: Tráfico Humano; Gestão do Tempo; conheça o programa Mosaico; e quais são os novos planos de Joe Biden.