A ARTE TRANSFORMA A VIDA

Nereide Santa Rosa 

O tema deste artigo é comentar sobre a Arte como meio para transformar, polemizar, comunicar e contribuir para nos tornarmos mais felizes. Um tema amplo que pode ser interpretado em diferentes âmbitos, que vale fazer uma breve reflexão. Nem sempre a felicidade está acessível. Onde está a felicidade? Ao apreciarmos uma pintura? Ao lermos um livro? Ao ouvirmos uma música ou assistirmos uma performance?

A felicidade é um estado de espírito desencadeado por fatores diversos que nos cercam: família, atitudes, comportamentos, reconhecimentos.



Será que o artista é feliz? Será que o leitor é feliz?

Como estabelecer uma relação real entre o artista, o escritor e o leitor, seja por imagens ou de palavras?

Para atingir sua proposta o objeto artístico necessita de significado. Como uma obra de arte transforma o ser humano e a sociedade?

O artista ou o escritor é um constante insatisfeito… ele sai em busca de algo a mais para pintar, esculpir ou escrever. No processo de construção ele se sente feliz. Mas pode se angustiar… o que lhe faz feliz? O processo ou o resultado?

As relações artísticas entre o indivíduo e a sociedade perpassam por questões que devem discutir as relações entre apropriação e transformação, entre identidade e multiculturalismo, entre especularização das manifestações artísticas e novas associações que se estabelecem nas heranças das variadas matrizes.

Se uma obra é significativa ao espectador ela é efetivamente uma obra de arte, seja em diferentes linguagens: plástica, musical, cênica e digital. E quando uma obra de arte é significativa?

A obra de arte é significativa quando, ao a apreciarmos, ela nos comunica algo, nos intriga, nos ensina e nos cativa. Ao apreciarmos uma obra é importante considerar a intenção do artista e para tanto devemos conhecer o seu contexto social, cultural histórico. Dessa maneira podemos compreender sua intenção, a sua proposta e os recursos que ele tem ou tinha disponível ao produzi-la. A apreciação ainda passa pela observação da imagem, como ela foi produzida, seus recursos, a estrutura da composição, a questão da perspectiva, volume, luminosidade. De qualquer forma, a arte possibilita ao observador o que o produtor nos quer comunicar, o seu olhar e sua leitura do mundo onde vive ou viveu.

Quando a Arte é pública inserida nas cidades ela se torna mais um meio de questionamento e pode trazer um momento de êxtase ou até mesmo uma sensação de felicidade para quem a aprecia. Um painel, um grafite, uma escultura, a arte pública se mistura com a construção do espaço, seja lúdico ou estético.

A produção em Arte é fruto da ação de indivíduos que vivem em sociedade. O fazer artístico faz parte da cultura, dos valores compartilhados por esses indivíduos. A cultura popular aglutina os saberes e os pensamentos, contribuindo para a formação da identidade e para a organização social. O saber coletivo contribui para o saber artístico. A Arte se torna uma representação pessoal do que é ser feliz. Onde está a felicidade? perguntam os poetas e pintores.

Os seres humanos fazem música, dançam, dramatizam, pintam, desenham, cada um à sua maneira, de acordo com seus valores e heranças. Para além de um padrão universal, cada cultura encontra os seus modos de expressão. Existem variações significativas, definidas pelas necessidades de cada coletivo, que identificam, ampliam e transformam as manifestações de cada grupo, o qual de acordo com sua especificidade, adota seus valores.

Quem vivencia uma experiência estética se torna coparticipante da obra que observa, ouve, interage: o ato de apreciar envolve interesse e compreensão de quem aprecia: gostamos do que conectamos e passamos a conhecer.

Assim a ARTE TRANSFORMA A VIDA. Faça sua parte. Escreva, pinte, cante, e quando puder, retorne as visitas aos museus, a assistir concertos e shows. Vamos contribuir para uma sociedade mais feliz.

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