Barreiras na Vida Financeira

Eliana Barbosa

Você já percebeu quanta gente existe que tem todo o potencial para ser rico materialmente – excelente emprego, ótimos rendimentos, inteligência vivaz, dentre outras qualidades – mas que parece que nunca consegue enriquecer? São pessoas que não controlam as suas despesas, gastam compulsivamente, desvalorizando, assim, a poderosa e abençoada energia do dinheiro. 

O que eu vejo em indivíduos com estas características é um sutil e inconsciente medo da riqueza e do sucesso. Um medo arraigado, talvez nascido das crenças limitantes que os acompanharam ao longo da vida ou padrões de pensamentos negativos em relação à riqueza, muitas vezes cultivados pela sua própria formação religiosa. 

Embora não seja de fácil percepção, a verdade é que há um número muito grande de pessoas que têm um medo inconsciente de superar seus pais, quer na área material, moral, física, espiritual ou profissional. Como cresceram “endeusando” seus pais, acabam por desenvolver em si mesmas um temor oculto de os magoar, se forem melhores do que eles. O que é uma grande tolice, pois, se estamos vivendo em um mundo cuja tendência é a evolução, nós, filhos, temos a obrigação de ser melhores do que nossos pais e devemos, da mesma forma, liberar e incentivar nossos filhos para a superação de nossos próprios talentos. 

Temos que considerar também o temor de muitos indivíduos em relação ao poder que o dinheiro pode lhes conferir. O poder, muitas vezes, chega a ser assustador, principalmente para pessoas que confundem poder posicional com poder pessoal. 

O poder posicional é aquele que a pessoa ocupa no momento – na profissão ou na sociedade – e, é claro, não tem garantia nenhuma de durabilidade; já o poder pessoal é o carisma, a energia positiva e agradável, a amabilidade e a sinceridade que torna muito marcante a presença de quem o possui, e é um poder que ninguém perde, a não ser por sua própria permissão. Mas, nesta confusão entre estes poderes, muitas pessoas demonstram um grande receio de que a riqueza possa “lhes subir à cabeça”, tornando-as vaidosas e arrogantes. Dessa forma, vejo indivíduos muito carismáticos e bem relacionados (poder pessoal) escondendo-se das oportunidades (poder posicional), por medo das “tentações” da riqueza. 

Outro fator que pode bloquear a energia do dinheiro em sua vida é a culpa, sentimento que coloca a pessoa que se sente culpada como sua própria barreira, que não a deixa avançar. E culpa é uma emoção que não acrescenta nada, a menos que o culpado aprenda a lição com seus erros e se disponha a acertar da próxima vez. Se você perceber que sua vida financeira está balançando, sem um ponto de equilíbrio, exercite o autoperdão, dizendo para si mesmo, repetidas vezes por dia: “Eu me perdôo e declaro para o Universo que saio da minha frente e paro de atrapalhar a mim mesmo!” Esta é uma declaração poderosa, porque mostra sua verdadeira responsabilidade por tudo que lhe acontece e que é você, com suas emoções e seus pensamentos, quem escolhe a vida que quer ter pela frente. 

E, finalmente, a barreira-mestra que leva as pessoas às dívidas e às altas dificuldades financeiras: a mágoa, principalmente em relação àqueles ligados à sua criação – pais, avós, irmãos mais velhos, etc. Quem carrega ressentimento dentro de si não se permite crescer, porque, de forma inconsciente, precisa chamar a atenção para seus problemas, para sua “síndrome do coitadinho”, do menos amado, do rejeitado… Predispondo-se aos exercícios de perdão, a pessoa passa a julgar menos os outros e, ao poucos, aprende a se desapegar do passado e das lembranças menos felizes. E, com isso, com sabedoria, assume a direção de sua vida, em busca da prosperidade em suas finanças pessoais. 

Portanto, amigo leitor, cuidado com seus pensamentos e emoções, porque eles estão criando seu presente e seu futuro. E, ao invés de colocar suas expectativas de sucesso no mundo externo, assuma, de uma vez por todas, seu poder diante da vida – um poder sem limites, se assim você acreditar!