Procurar por:
EUA reabrem para brasileiros vacinados
Eraldo Manes Junior

As restrições de chegada ao país estavam em vigor desde o início da propagação do novo coronavírus, em março do ano passado, ainda no governo do ex-presidente Donald Trump. 

O atual chefe de governo, Joe Biden, manteve as medidas ao assumir o cargo. Este anúncio e a data se aplicam tanto às viagens internacionais aéreas como terrestres, o que indica uma movimentação muito grande de turistas e passageiros a negócios oriundos da América Latina. Esta boa notícia está sendo levada a cabo na pauta desta edição onde fomos ouvir a opinião do comerciante local de como ele está se preparando para a chegada de novos clientes na cidade. Boa Leitura. 

Coisa de Louco!

Já foi o tempo de se rotular como “louco” um indivíduo que sofre de depressão. Quem pensa assim deveria ser taxado de preconceituoso ou ignorante. A ciência já avançou o suficiente para entender que a depressão é uma doença de difícil diagnóstico. E, apesar de não garantir cura completa, é um transtorno que pode ter bons resultados com terapias e uso de medicamentos corretos. 

Apesar disso, o difícil para o paciente acometido pela depressão é enfrentar a discriminação entre seus pares. Somente quem já passou pela experiência, -seja com episódios de depressão, ansiedade, bipolaridade, déficit de atenção, hiperatividade, síndrome do pânico, irritabilidade-, sabe a sensação de desespero em não conseguir manter o controle no momento do episódio.

Médicos apontam que os sintomas podem ocorrer por um desbalanceamento químico, formação genética, personalidade e fatores ambientais. Geralmente vem seguido de traumas como luto, parto, perda de emprego, separação conjugal, estresse e baixa autoestima. Seja o que for é muito difícil conviver com estas bruscas oscilações de humor, pânico, medo, euforia, tristeza e discriminação social. 

O assunto é complexo e preconceituoso. Convidamos 6 pessoas e somente 2 concordaram em participar da pauta. Agradeço a coragem de Fabiana e Carolina por compartilharem suas experiências com o leitor do B&B. 

Boa leitura.

Flórida: península do silício

Eraldo Manes Junior

Tradicionalmente, a Flórida é um estado que não taxa imposto de renda sobre seus residentes. É uma região que sempre atraiu turistas e aposentados que apreciam praias e calor. Estudantes americanos, de todos os estados, escolhem a Flórida para curtir as férias de spring break. Nas últimas décadas, o estado tem atraído investimentos estrangeiros no setor imobiliário. Cidades como Miami, Orlando, Tampa e Jacksonville hospedam empresas de alta tecnologia; e já se  discute comparar este movimento como o novo “Vale do Silício”.

Para este debate, o jornal B&B entrevistou o prefeito de Orlando, Buddy Dyer, o economista do Sul da Flórida, Carlo Barbieri, o corretor de imóveis, Eraldo Manes e o ex-migrante de Boston, Alex Colombini, que escolheu a Flórida Central para viver com a família. 

O que esta nova onda migratória significa para o mercado imobiliário? O que isto poderá afetar nos transportes, empregos, saúde, segurança, educação e lazer? 

O trabalho e a educação remotas provocaram uma corrida por imóveis maiores. A forte demanda elevou os preços a índices inimagináveis, dificultando o acesso à casa própria a pessoas de baixa renda e jovens que querem comprar sua primeira casa. Os bancos exigem mais cuidado antes de aprovar um financiamento, preocupados com uma possível bolha imobiliária. Será que isso é só uma onda? 

Confira nesta edição.

Bater não resolve

Eraldo Manes

Um palavrão, um castigo rigoroso, uma humilhação em público podem traumatizar uma criança mais que uma palmada? Nem me atrevo a opinar. Neste assunto polêmico: “A Difícil Tarefa de Educar Filhos” é melhor para especialistas responderem. Não é um tema fácil. Na prática, fica muito difícil usar a teoria que aprendemos. Sabemos o que devemos e não devemos fazer, e ainda assim, vamos errar. Seres humanos são imperfeitos e muitas vezes se excedem na hora “H”. 

Gerações estão em constante mutações, culturas idem, ciência também. Comparar diferentes formas de educação dos nossos antepassados, da nossa e dos nossos filhos é chover no molhado. De modo geral, os pais sempre pensam em acertar na hora de melhor educar seus filhos. O importante é manter o bom senso e recorrer à ajuda de profissionais, livros, familiares, educadores para se manter atualizado na tarefa de educar um filho. Confira a opinião da psicóloga e de algumas mães que participaram da enquete.

Nesta edição, agradeço e dou as boas vindas a Ilton Caldeira, jornalista com larga experiência em Economia, que vai dividir suas análises com nossos leitores e fazer parte do time de colaboradores do B&B, que “vestem a camisa” há décadas, e nos brindam mensalmente com suas opiniões. 

Boa leitura!

Respeito e paciência

Eraldo Manes Junior

Ficava desconfortável quando via uma criança agitada e demonstrando impaciência. A minha cabeça julgava a atitude como uma criança mimada. Quanta ignorância e egoísmo da minha parte. Mais tarde, pude entender a complexidade que envolve o Autismo. A síndrome é de difícil diagnóstico, tem vários espectros e terapias muito particulares. Então, o mínimo que recomendo a quem desconhece o assunto é ter respeito e paciência, tanto com a criança quanto com seus familiares.

No lugar da crítica, podemos ajudar com uma boa conversa, oferecer um ombro amigo ou simplesmente dar um forte abraço.

Tenho um afilhado autista e, infelizmente, não interajo com ele como gostaria. O contato físico é possível através de beijos, abraços e muito carinho. Entretanto, a ausência da comunicação do olhar torna o relacionamento um pouco mais distante. Graças ao amor que sinto pela criança e pela família o entendimento é perfeito.

Em junho, o Focus Brasil Orlando apresentou um painel sobre Autismo. Cinco mães de autistas compartilharam suas experiências com o público. O assunto repercutiu tanto que o B&B decidiu registrar as nuances e desafios do Autismo. Confira também os artigos de nossos colaboradores. 

Boa Leitura.

“Coçar, vovô!”

Eraldo Manes

Fernanda nos presenteou com dois netos maravilhosos. Aprendemos a conviver com Grabriela, 8 e, Leonardo, 6, logo nas primeiras semanas de vida. Minha filha não se cansa de agradecer pelo “sacrifício” que tivemos em cuidar dos netos, durante seus  plantões semanais. Entre sua casa e o hospital, ela fazia uma escala na nossa casa. Por volta das 18h, o banho já estava morno, o jantar pronto, a cama preparada para receber as crianças. Se tudo corresse bem durante a madrugada, o serviço terminava com o café da manhã. Esta rotina terminou em 2021, quando Fernanda passou a trabalhar durante o dia. 

Já dá saudades de lembrar dos perrengues que passamos com tarefas que variavam entre dar de comer, limpar cocô, decifrar dor e distinguir choro de verdade de manha fora de hora. Para acalmar os netos usávamos uma palavra mágica: “Coçar”. Para eles era: “Scratch My Back”. A técnica não falhava e garantia o silêncio no quarto e um sono profundo. 

Graças a Deus, nós,  avós, temos a paciência, a sabedoria e a energia necessária para cuidar de netos, que muitos pais não têm. É um processo inexplicável mas real. Reconheço que fui um pai impaciente, mas confesso que me tornei um avô corujão. 

Ser avô tem sido um dos melhores momentos  da minha vida.

Casamento perfeito

Existe a máxima que afirma que o casamento entre duas pessoas somente acontece de verdade, quando nasce o primeiro filho. É nesse momento, que o matrimônio passa a exigir responsabilidade, equilíbrio, paciência, disciplina e muita tolerância.

Por esta razão, hoje em dia, existe uma redução no número de casais que escolhem ter filhos. Há décadas, a taxa de natalidade se mantém em queda constante em vários países desenvolvidos. 

No passado, o casamento estava diretamente associado à criação de filhos. Para a sociedade conservadora da época, a maioria dos casais sonhavam com a procriação. Com exceção de casais que enfrentaram a infertilidade, a gravidez era um grande acontecimento familiar.

Com a vasta informação a respeito do custo, das dificuldades e das responsabilidades associadas a ter e manter um filho, vários casais modernos vivem bem com animais de estimação. 

Para discutir este tema, o B&B ouviu a opinião de mulheres e entrevistou a psicoterapêuta, Eliana Barbosa, que afirma que cada caso tem a sua particularidade; apesar da sociedade ainda discriminar aqueles que optam por não ter filhos.

Desfrute também dos temas sobre: Tráfico Humano; Gestão do Tempo; conheça o programa Mosaico; e quais são os novos planos de Joe Biden.

Salve o profissional de saúde

Muito se discute sobre a polarização entre tomar ou não tomar vacina contra o COVID-19. Desde o início da pandemia, vem ocorrendo uma politicagem em diferentes países, que subestimaram a gravidade do vírus em favor de seus interesses econômicos e ideológicos. Com raras exceções, governantes questionaram a Ciência, demoraram para implementar ações eficazes e acabaram confundindo a população com informações distorcidas. 

Para entender este impasse, o B&B quer focar, exclusivamente, no aspecto social que envolve a pandemia. Entrevista profissionais de saúde e cidadãos comuns que toparam compartilhar suas opiniões sobre o porquê tomar ou não tomar o imunizante.

Pouco mais de um ano de Covid-19, o cansaço físico e mental, o temor de se infectar e contagiar familiares, o distanciamento de amigos são fatores que já afetam o profissional de saúde que atua na linha de frente. Enfermeiros, equipes de transporte de pacientes, faxineiros e médicos apresentam sinais de exaustão física e muitos relatam seqüelas psicológicas, que poderão  ser irreversíveis mesmo depois de tudo isso acabar. 

Ainda nesta edição, temos artigos sobre Artes, Psicologia, Tráfico Humano, Tecnologia e Opinião de nossos colaboradores. 

Boa Leitura!

Aposentado é imune à crise?

A reabertura do comércio e alguns serviços trouxeram um aumento significativo no número de pessoas contaminadas pelo COVID-19. A Califórnia e a Flórida são estados que registraram uma redução preocupante nos leitos disponíveis em hospitais. Até o fechamento desta edição, Miami era o novo epicentro da pandemia, e Orlando apresentava um alto índice de infectados correndo aos hospitais. O número de mortes reduziu se comparado proporcionalmente ao número de infectados. Este dado indica que atualmente o número de casos positivos está na faixa etária entre 25 a 35 anos, indivíduos com mais chances imunológicas de combater a doença sem precisar de respiradores. 

A volta ao trabalho traz agora uma preocupação sobre a economia mundial. Contrariando a previsão negativa de vários economistas, a  China apresentou um crescimento de 2%, no balanço do segundo trimestre, sinalisando que a economia pode se recupar mais rápido do que o previsto. 

Tanto no Brasil como nos EUA, o comércio é o setor que mais sofre na retomada. Vários negócios fecharam definitivamente suas portas e grandes lojas de departamentos perdem importância na presença física, -principalmente em shopping centers, que têm um elevado custo do pé quadrado-, para os gigantes do comércio online. 

A mudança de hábito de consumo já era esperada, e muitas empresas vinham se readaptando aos poucos ao novo modelo do e-commerce. A pandemia somente veio acelerar o processo e empresas mais “engessadas”, estruturalmente sofrem  mais do que empresas que nasceram planejadas para este modelo.

Este é um assunto que afeta a todos, menos aos Aposentados, tema da nossa capa deste mês. Será verdade isso? Confira nas opiniões dos nossos entrevistados. Boa Leitura.

Imigrar ou separar?

Que o casamento é um compromisso grande, muita gente concorda. Entretanto, quando o assunto é divórcio, muitos discordam dos motivos que levam a uma separação. 

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), os casamentos não duram mais como antigamente. As pesquisas mostram os fatores que mais contribuem para o fim de uma relação: a falta de comunicação; o individualismo; a falta de paciência; diferenças nos objetivos; problemas financeiros; falta de planejamento, etc. 

É normal um casamento enfrentar problemas. É comum o casal ter dúvidas, principalmente quando o tempo transformou a paixão inicial em uma entediosa rotina onde filhos, trabalho, desemprego, dinheiro, segurança, saúde e família interferem no relacionamento. 

Poucos casais entendem e estão preparados para enfrentar estes obstáculos. Para se construir um casamento feliz por longo tempo é preciso superá-los com amor, carinho, afeto, tolerância e sabedoria. Quando isso não acontece, o que parecia ser um conto de fadas, transforma-se em um pesadelo. Em vez do divórcio, alguns casais por preconceito ou insegurança optam por ter filhos ou mudar de país.Uma ilusão de que isto possa melhorar o futuro de uma união já fadada ao fracasso. 

Para entender melhor esse assunto, o B&B entrevistou a psicóloga, Sandra Freier, especialista em aconselhamento de casais imigrantes; e conversamos com integrantes da comunidade para opinar sobre suas experiências. 

Acompanhe esta pauta de capa entre os outros assuntos de colaboradores. Boa leitura.