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O novo mapa do empreendedorismo na América

Ilton Caldeira

O empreendedorismo sempre esteve presente na vida americana e ganhou ainda mais impulso em 1953 com o Small Business Act, a legislação que passou a regulamentar a forma como enquadrar as pequenas empresas do país. 

Amparada nessa base legal foi formulada a criação da Small Business Administration, a agência federal que possui a incumbência de treinar, preparar, dar suporte e qualificar os pequenos empreendedores dos Estados Unidos para que possam prosperar.

Desde que essas iniciativas federais surgiram, houve muita evolução na forma e nas técnicas de business desenvolvidas por quem deseja empreender. Mais recentemente, a pandemia deu um maior impulso para novas formas de desenvolver um negócio próprio.

Basicamente, o isolamento e o trabalho remoto fizeram com que muitas pessoas refletissem sobre seus objetivos de vida e o que vislumbravam profissionalmente. Os números ajudam a analisar os resultados. De acordo com dados do U.S. Census Bureau, entre 2019 e 2020, o lançamento de novos aplicativos de negócios cresceram 24%.

A tecnologia, é fato, foi e tem sido um grande impulsionador desse desenvolvimento e possibilitou uma maior diversificação de novas empreitadas nas mais variadas áreas dos Estados Unidos. Para muitos empresários iniciantes, a viabilidade de um negócio está atrelada a regiões que ofereçam boa estrutura de telecomunicação, um custo de vida mais baixo, sem abrir mão de qualidade de vida.

De acordo com dados de uma pesquisa elaborada pelo LinkedIn, a Flórida tem se destacado na atração de empreendedores. Entre as dez regiões metropolitanas que mais se beneficiaram com os novos ventos, as três primeiras estão no Sunshine State: Orlando; Miami-Fort Lauderdale e Tampa Bay.

Mas além dos centros metropolitanos, muitos trabalhadores e donos de pequenos negócios, aproveitaram a pandemia para explorar novas oportunidades em cidades mais acessíveis ou ficar mais perto da natureza. Muitos estão optando por se estabelecer e lançar um negócio em home office em cidades como Greenville, na Carolina do Sul; Colorado Springs, no Colorado; ou Louisville, no Kentucky. Essas regiões, segundo a pesquisa do LinkedIn, lideram a lista de cidades menores e de mais rápido crescimento para empresas iniciantes.

O relatório State of Entrepreneurship do LinkedIn oferece também um retrato de quem são esses novos empreendedores. Já faz tempo que as mulheres aparecem com destaque, liderando e lançando novos negócios em um ritmo mais acelerado do que os homens. A pandemia não diminuiu isso. 

Em 2019, as iniciativas pertencentes a mulheres cresceram 27% quando comparado ao ano anterior. Em 2020, as empresas fundadas por mulheres cresceram outros 27%. Já os business iniciados por homens cresceram 17% no ano mais desafiador da Covid-19. 

O crescimento dos negócios liderados por mulheres pode ser explicado em grande parte pelo fato de que à medida que as escolas permaneceram fechadas, e as opções de creches encolheram consideravelmente, um número recorde de mães se viram forçadas a abandonar seus empregos e se reinventarem. A saída encontrada para seguirem com a geração de renda foi soltar a ambição empresarial e amadurecer o lado empreendedor.

Mas independente do cenário econômico, ou do gênero dos novos empresários, escolher o segmento que tenha a ver com a vocação e as aspirações do candidato a empreendedor, a cidade certa e o momento apropriado para o lançamento continuam sendo regras de ouro no mundo dos negócios.

*Ilton Caldeira

Jornalista com mais de 30 anos de experiência em Economia, Política e Relações Internacionais. Membro fundador do Valor Econômico, principal jornal brasileiro de Economia e Negócios. Foi Editor de Economia do Portal iG e Diretor de Comunicação no Governo de SP (Secretaria de Planejamento). 

Recebeu os prêmios: BM&F BOVESPA de Jornalismo (2001), Selo Animec (2002), ambos em reconhecimento a coberturas jornalísticas sobre o mercado de ações no Brasil. Em 2012 recebeu o Citi Journalistic Excellence Award, programa da Universidade Columbia em Nova York, que reconhece os melhores jornalistas de Economia no mundo. 

É especialista em Relações Internacionais pela (FGV-SP) e colunista de opinião do site O Especialista, plataforma de conteúdo jornalístico que pertence ao Banco Safra. 

Nos Estados Unidos é fundador da consultoria Go Mind Company:

www.gomindcompany.cominfo@gomindcompany.com

É diretor de Comunicação da Dell’Ome Law Firm:

dellvirlaw.cominfo@dellvirlaw.com

A importância do planejamento financeiro

Ilton Caldeira

Você já deve ter ouvido falar que ter um planejamento financeiro é algo extremamente importante para a vida em suas mais diferentes fases.

Quando o assunto é viver no exterior, seja em que país for, esse planejamento ganha um peso ainda mais relevante e fundamental. Se para realizar uma mudança de endereço em um mesmo bairro, na mesma vizinhança já conhecida planejar é necessário, imagine para  realizar uma transição de vida para um outro país.

Para minimizar surpresas negativas, o planejamento de um modo geral é extremamente importante. Isso vale para quem vai trabalhar, estudar ou desenvolver negócios em outra parte do mundo.

Informe-se sobre os custos como moradia, alimentação, transporte e seguro de saúde para viver na cidade escolhida. Tenha recursos para se manter por alguns meses até estabilizar sua vida no novo país. 

Reserve dinheiro para qualquer emergência e garanta tranquilidade durante o período de transição. Procure conhecer as regras fiscais federais e locais antes de começar uma nova vida. Isso pode te poupar tempo, dinheiro e dor-de-cabeça

Quando se pensa sobre a necessidade de ter uma reserva monetária e adequar os gastos, significa que ter um planejamento financeiro é viver dentro do seu orçamento. Não adianta pensar em viver o hoje, e quando o amanhã chegar ter a percepção de que a realização de alguns projetos ficaram comprometidos por lacunas na execução do fluxo do orçamento.

É sempre importante ter em mente que colocar em prática um planejamento financeiro e a construção de uma reserva não significa não consumir, mas consumir com consciência ou adiar algum tipo de consumo para um momento mais favorável no futuro. Assim pode ser possível construir um colchão de segurança que permitirá a aquisição de bens e serviços em melhores condições para negociar preços.

Em um país como os Estados Unidos, com cenário econômico um pouco mais estável e até certo ponto mais previsível, essa disciplina e planejamento financeiro fazem ainda mais sentido seja para quem já vive no país ou para quem planeja essa transição.

Todos sabemos que os Estados Unidos exercem há muito tempo uma forte influência no imaginário coletivo de milhões de pessoas no mundo todo. A presença americana em dezenas de países se dá por meio de tendências, tecnologia, marcas, produtos, música, moda, estilo de vida, cinema e mais recentemente, nas últimas décadas, pelas inúmeras séries de TV.

Sendo assim, dentro desse contexto propagandeado a todo momento, o país também é o destino mais procurado do mundo para pessoas que buscam melhores condições de vida e novas oportunidades de emprego, educação, segurança, entre outros.

Os brasileiros não diferem muito desse perfil imigratório e enxergam na maior economia do mundo uma oportunidade para realizar o sonho de uma nova vida, seja temporária ou definitiva.

Quando planificamos a vida financeira conseguimos enxergar melhor as metas e equalizar os desejos dentro das  reais possibilidades, mitigando riscos.

Um planejamento adequado poderá trazer a tranquilidade de que a execução dos projetos de vida ocorrerão e terão maiores possibilidades de sucesso sem danos ao seu orçamento e ao de sua família.

Convivendo perigosamente com a inflação

Ilton Caldeira

O ano de 2021 tem se mostrado um período atípico e desafiador em muitos aspectos. Mas olhando do ponto de vista estritamente econômico, um velho conhecido também resolveu dar as caras, e apimentar ainda mais o cenário tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil: o dragão inflacionário.

Os motivos para esse ressurgimento diferem um pouco entre os dois países. A inflação ao consumidor nos Estados Unidos, acumulada em 12 meses até agosto, está em 5,3%, segundo dados divulgados em 14 de setembro pelo U.S. Bureau of Labor Statistics.

Parte dessa elevação se deve a alguns ajustes, devido ao represamento da demanda dos consumidores por produtos e serviços durante a pandemia. Mas boa parte da pressão na cadeia de produção pode ser um problema de duração mais longa do que se pensa, por conta da dificuldade nas redes de suprimentos e de transporte marítimo, e eventualmente podem criar problemas para os preços que podem perdurar para além de 2021.

Os rumos no mercado de trabalho, onde a falta de trabalhadores em diversos setores e a demanda por melhores salários, indicam que a pressão inflacionária pode ser mais persistente e mais alta do que o observado em um passado recente nos EUA.

Já no Brasil um misto de desconfiança com os rumos do país, temperado pelo embate institucional, somado com incertezas sobre o câmbio, escalada dos preços do petróleo e derivados,  têm fortes impactos na cadeia de produção, distribuição e consumo de produtos e serviços. Esses aspectos vêm castigando de forma severa todos os elos da corrente. 

Aliado a isso, o país vive um forte período de estiagem, cujo seu derivado, a crise hídrica, tem levado o preço da energia para as alturas.

No curto e médio prazos, as armas à disposição do Banco Central têm sido a elevação dos juros e as tentativas diárias via leilões cambiais para amortecer um pouco as oscilações do dólar, evitando um impacto maior sobre os preços locais. 

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, foi de 0,87% em agosto, o maior para o período em 21 anos.

Com isso, o indicador acumula alta de 9,68% nos últimos 12 meses, se aproximando de romper a barreira psicológica dos dois dígitos. Ou seja, o dragão voltando a aterrorizar com força.

Muitos brasileiros imigrantes na América possuem negócios ou parte da renda atrelada aos dois países. Nesses casos, será necessário ainda mais atenção e planejamento com a questão da inflação e do câmbio. Amenizar esse impacto virou questão urgente.

Para quem vive de repasses de recursos do Brasil para os EUA, esses efeitos potencializam ainda mais o impacto sobre as receitas, corroendo de forma implacável o poder de compra. Uma dolarização maior das receitas pode ajudar a amenizar parte desse impacto. 

Mas manter por um horizonte longo de tempo essa estratégia de transferência de receitas em reais do Brasil para uma vida baseada em dólar nos EUA é forma arriscada de flertar com o jogo voraz da economia, dobrando as apostas pelo risco.

Criptomoedas podem revolucionar os investimentos em cidades americanas

Ilton Caldeira

Um novo capítulo na história das moedas virtuais está surgindo no horizonte: as criptomoedas lançadas por governos locais. A primeira iniciativa do gênero foi apresentada no início de agosto pela cidade de Miami, na Flórida (EUA). A MiamiCoin é a primeira CityCoin lançada com o objetivo de apoiar projetos de interesse público na Magic City (apelido da cidade) com a possibilidade de gerar lucros aos investidores por meio da valorização desse ativo.

Em sua essência, uma criptomoeda é o equivalente a dinheiro digital descentralizado, projetado para ser usado na internet. O Bitcoin, lançado em 2008, foi a primeira divisa virtual e continua sendo de longe o ativo mais popular nesse segmento. Mais de uma década depois, o Bitcoin e outras criptomoedas cresceram e ganharam presença nos mercados mundiais como alternativas digitais ao dinheiro emitido pelos Bancos Centrais.

A moeda virtual de Miami, ainda em fase inicial, prevê que cerca de 30% dos ativos sejam direcionados para uma carteira específica para uso em investimentos na cidade. Os investidores, por sua vez, seriam remunerados via Bitcoins. Além de Miami, a cidade de San Francisco, na Califórnia, também prepara o lançamento de uma iniciativa nos mesmos moldes, com sua própria CityCoin.

O movimento capitaneado da Flórida pode se espalhar rapidamente pelos EUA. Miami e o próprio condado de Miami-Dade, onde a cidade está localizada, estudam ampliar o uso de criptomoedas para permitir que os cidadãos paguem impostos utilizando ativos virtuais conversíveis em dólares e que funcionários públicos sejam remunerados por meios da moeda local. Para isso, uma força-tarefa foi criada com 13 membros locais para examinar a viabilidade de permitir que os residentes paguem seus impostos municipais, bem como taxas e serviços, usando moedas digitais.

Especialistas em finanças nos EUA avaliam que especificamente no caso de Miami a criptografia poderia ser atraente para os residentes devido à grande população da cidade ser oriunda de outros países. Como a criptografia é armazenada em carteiras digitais e não está vinculada a um país específico, os investidores estrangeiros e residentes não precisariam pagar taxas de câmbio para mudar sua moeda local para o dólar e vice-versa.

Mas para que essas propostas ainda nascentes possam de fato conquistar terreno e diversos “cripto hubs” se espalharem, questões legislativas e regulatórias precisam caminhar em paralelo. Para avançar com seus projetos, Miami não pode fazer isso sem que o poder legislativo do estado da Flórida aprove um pacote de leis pró-criptografia.

Miami tem como vantagem sobre outros centros de criptografia emergentes, até mesmo Wyoming, que já tem leis estaduais de suporte à criptografia, ser uma cidade internacional com uma infraestrutura bancária desenvolvida, e ter capitalistas de risco e indivíduos com alto patrimônio interessados ​​em financiar a inovação e o mercado de ativos digitais.

Todos esses pontos são importantes, mas a clareza e a segurança jurídica são questões centrais para que esse ambiente financeiro aflore de fato. A maior parte do trabalho jurídico precisa acontecer no nível federal. O foco maior na discussão atual em Washington está voltado para o combate à lavagem de dinheiro, uma melhor cooperação internacional entre os diversos governos nacionais (países) e subnacionais (Estados, condados e cidades), a recuperação de ativos e uma estrutura bem azeitada de fiscalização tributária. 

As criptomoedas nasceram em território livre e sem amarras regulatórias, mas em um ambiente mais seguro e com regras claras é provável que se tornem mais presentes nos serviços financeiros, com mercados emergentes acelerando a utilização desses ativos, assim como os mercados mais desenvolvidos expandindo e criando novos produtos de financeiros baseados nesses ativos.

Alternativas para fortalecer a geração de empregos e renda nos EUA

Ilton Caldeira

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou no início de julho uma Ordem Executiva com o objetivo de estimular a competição e remodelar a economia do país. Entre as 72 iniciativas listadas, três frentes têm como foco melhorar as oportunidades para os trabalhadores da América.

No documento, o presidente Biden solicita à Federal Trade Commission (FTC), a agência federal encarregada de proteger consumidores e a livre concorrência, que limite ou proíba acordos de não-competição (Non compete agreements), reveja o requisitos para a concessão de licenças profissionais e trabalhe na mudança das regras para o compartilhamento de informações salariais entre as áreas de recursos humanos das empresas.

Em um momento crucial para a retomada da economia americana, em um cenário de escassez de mão-de-obra, a valorização do esforço laboral com regras mais transparentes faz todo o sentido. E em um país como os Estados Unidos, que se desenvolveu com base nos valores da livre concorrência, ainda que seja um primeiro passo positivo, a medida chega um pouco tardia para fomentar um novo e necessário arranjo social.

Os acordos de não-competição, por exemplo, impedem trabalhadores de ir para uma empresa concorrente ou iniciar um negócio no mesmo setor, dentro de um determinado período de tempo após deixar seu emprego. Entre 36 milhões e 60 milhões de trabalhadores do setor privado nos EUA estavam sujeitos a acordos de não-competição em 2019, segundo um estudo elaborado pelo Economic Policy Institute. 

Essa prática afeta trabalhadores nos mais variados setores da economia e não apenas altos executivos. O único dos 50 Estados Americanos onde a regra não se aplica é na Califórnia. Mas ainda assim existem outros entraves para abolir de forma plena esse modelo de contrato nas relações de trabalho.

Outro ponto importante, e que pode beneficiar diretamente muitos profissionais imigrantes, é a determinação para que a FTC reveja ou proíba requisitos considerados desnecessários para conceder uma habilitação ou licença profissional a trabalhadores com carreiras já consolidadas e sólida formação. Cerca de um terço das vagas de empregos abertas nos EUA exigem algum tipo de licença de atuação, segundo estimativas da própria agência federal. 

A ausência de portabilidade entre os Estados ou de licenças que sejam válidas nacionalmente impedem que muitos profissionais capacitados ocupem as vagas de trabalho disponíveis. Além disso, essa prática cria uma reserva de mercado, gera um alto custo para que um profissional esteja em conformidade com a regra em cada Estado. Esse cenário não condiz com as boas práticas de concorrência e eficiência profissional, limita o fortalecimento da economia e torna ainda mais complexa a mobilidade dos profissionais entre as diversas regiões do país.

Na ordem executiva, Biden também solicita ao Departamento de Justiça e à FTC que fortaleçam as diretrizes para evitar que as empresas compartilhem informações sobre salários e benefícios de funcionários. Muitas empresas costumam utilizar essa estratégia para determinar o valor da hora trabalhada, bloqueando a possibilidade de uma disputa mais aberta pelos melhores profissionais com melhor remuneração e benefícios.

A prática atual permite que empregadores e consultorias de recursos humanos disponibilizem dados salariais aos empregadores sem estarem sujeitos a uma investigação antitruste. Mas os trabalhadores, por outro lado, não têm o direito de saber como sua remuneração se compara ao salário de outros trabalhadores com experiência e habilidades semelhantes. Essas informações poderiam ajudá-los a negociar melhores salários com os empregadores.

O caminho é longo e deve sofrer forte oposição. Os monopólios que se formaram nos EUA em alguns setores não planejam perder suas receitas. Mas os pontos que a nova geração de economistas e de reguladores deseja combater são justamente  as  consequências negativas dessa consolidação corporativa.

O atual cenário tem lá suas curiosidades e contradições. Somos testemunhas de uma era onde inovação e capital de risco nunca foram tão abundantes. Mas setores estratégicos para o bom andamento da economia americana permanecem pouco ou nada competitivos. 

Quando não existe competição, as empresas podem cobrar mais dos consumidores por seus produtos e serviços e pagar menos aos seus funcionários. A competição pode reduzir esses desequilíbrios e recompensar a qualidade dos que se destacam, sejam empresas ou trabalhadores.

Ilton Caldeira é Jornalista com mais de 30 anos de experiência em Economia, Política e Relações Internacionais. Membro fundador do Valor Econômico, principal jornal brasileiro de Economia e Negócios. Foi Editor de Economia do Portal iG e Diretor de Comunicação no Governo de SP (Secretaria de Planejamento). 

Recebeu os prêmios: BM&F BOVESPA de Jornalismo (2001), Selo Animec (2002), ambos em reconhecimento a coberturas jornalísticas sobre o mercado de ações no Brasil. Em 2012 recebeu o Citi Journalistic Excellence Award, programa da Universidade Columbia em Nova York, que reconhece os melhores jornalistas de Economia no mundo. É especialista em Relações Internacionais pela (FGV-SP) e colunista de opinião do site O Especialista, plataforma de conteúdo jornalístico que pertence ao Banco Safra. Nos Estados Unidos é fundador da consultoria Go Mind Company. www.gomindcompany.com. info@gomindcompany.com