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Halloween e os animais
Lucia De Cicco

Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.

Nos Estados Unidos as crianças participam da festa, com a ajuda dos pais. Usam fantasias assustadoras e batem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura” e terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.

E quem disse que nossos queridos gatos e cachorros não tem direito a Halloween?

Hoje, a participação dos animais nesta festa está cada vez maior. As lojas especializadas vendem todos os tipos de fantasias para eles. Não só nos USA mas também no Brasil nossos animaizinhos participam da festa, principalmente, em desfiles e concurso de fantasias.

Segurança em primeiro lugar. Fantasias e petiscos para nossos pets: 

Não coloque uma fantasia em seu bichinho a menos que ele se sinta à vontade com ela. Muitos animais ficam estressados em usar roupas. Fique atento também caso a vestimenta esteja obstruindo a visão, audição, respiração ou os movimentos do animal.

Evite usar roupas com botões ou peças que possam ser arrancadas ou engolidas pelo animal.

Mantenha os animais devidamente identificados.

Tenha em mente que balas, chicletes, chocolates e pirulitos não são indicados para pets, nem mesmo só em  pouca quantidade. Caso haja crianças em casa, as oriente para que não ofereçam doces aos peludos. O chocolate, por exemplo, tem em sua composição uma substância chamada Teobromina (encontrada no cacau), que é rapidamente absorvidas após ingestão oral e é estimulante poderoso do sistema nervoso central e do coração. A Teobromina provoca um intenso aumento no trabalho muscular cardíaco associado à grande estimulação do cérebro, ocasionando arritmias cardíacas graves em cães.

ORIGEM DO HALLOWEEN

A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha, entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase “Gostosuras ou travessuras”, exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração.

Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente “fim do verão” na língua celta).

O fim do verão era considerado como ano novo para os celtas. Era pois uma data sagrada uma vez que, durante este período, os celtas consideravam que o “véu” entre o mundo material e o mundo dos mortos (ancestrais) e dos deuses (mundo divino) ficava mais tênue.

O Samhain era comemorado por volta do dia 1° de novembro, com alegria e homenagens aos que já partiram e aos deuses. Para os celtas, os deuses também eram seus ancestrais, os primeiros de toda árvore genealógica.

Entre o pôr-do-sol, do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome atual da festa: Hallow Evening -> Hallowe’en -> Halloween. Rapidamente se conclui que o termo “Dia das bruxas” não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.

O Halloween foi trazido para os Estados Unidos, em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e ficou conhecido como o “Dia das Bruxas”.

Papai Noel Existe?

Lucia De Cicco

Virginia O’Hanlon Douglas, filha de um médico de Nova York, escreveu para o jornal The Sun (o grande jornal da época nos USA) perguntando: “Papai Noel Existe?”

Isto foi em 1887. O jornal publicou a carta e a resposta do editorialista Francis Church. Ambas tornaram-se imediatamente famosas na imprensa mundial e o The Sun reproduziu-as anualmente, por ocasião do Natal, até o seu último número, em 1949. Depois, o texto acabou sendo publicado sob a forma de livro e batendo vários recordes de venda nos Estados Unidos. Abaixo, a carta e a resposta que comoveu milhões de pessoas.

Prezado Editor:

Tenho oito anos. Alguns de meus amiguinhos dizem que Papai Noel não existe. Papai sempre diz: “Se está no The Sun, é verdade”. Por favor, conte-me a verdade: Papai Noel existe?

RESPOSTA: Virgínia, seus amiguinhos estão errados. Foram contaminados pelo ceticismo de uma época cética. Só acreditam no que vêem. Eles pensam que não pode existir nada que não seja compreensível por seus pequenos cérebros.

Todas as mentes, Virgínia, de adultos ou de crianças, são estreitas. Nesse nosso enorme universo, o intelecto do homem é como o de uma formiga, tanto comparado ao mundo enorme e infinito que está acima dele, quanto diante da inteligência capaz de alcançar toda a verdade e conhecimento.

Sim, Virgínia, Papai Noel existe. Ele existe tão certamente quanto a generosidade, o amor e a devoção, e você sabe que há tudo isso em abundância, dando à vida as mais elevadas alegrias e belezas.

Ah! como seria triste o mundo se não houvesse Papai Noel. Seria tão triste quanto se não houvesse as Virginias.

Não haveria, então, a fé infantil, a poesia e o espírito de aventura que tornam a existência tolerável. Não teríamos prazer além dos sentidos. A luz eterna, com a qual inunda o mundo, estaria extinta.

Não acreditar em Papai Noel seria o mesmo que não acreditar em fadas. Você poderia fazer seu pai contratar homens para vigiar todas as chaminés e pegar Papai Noel na Noite de Natal. Mas, mesmo se eles não virem Papai Noel descendo, o que isso provaria? Ninguém vê Papai Noel, mas isso não quer dizer que Papai Noel não existe.

Alguma vez você já viu fadas dançando na grama? Naturalmente que não, mas isso não é uma prova de que elas não estejam lá. Ninguém pode conceber ou imaginar todas as maravilhas invisíveis e imperceptíveis do mundo. As coisas mais reais do mundo são aquelas que nem as crianças nem os adultos podem ver.

Você pode arrebentar em pedaços o guizo da boneca e ver o que faz o barulho lá dentro, mas há um véu cobrindo o mundo invisível que nem mesmo a força conjunta de todos os homens fortes que já viveram, poderia rasgar em pedaços, Virgínia.

Só a fé, a fantasia, a poesia, o amor, a aventura, podem abrir essa cortina, observar e descrever toda a beleza e a glória celestial. Tudo isso é real? Ah, Virgínia, em todo este mundo não há nada mais real e duradouro.

Não existir Papai Noel!? Graças a Deus ele vive e viverá para sempre. Daqui a mil anos, Virgínia – não, dez vezes mil anos, ele continuará a fazer feliz o coração da infância.

Nós, do Jornal B&B, desejamos a todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

A Rena e Rudolph

A rena (Rangifer tarandus), também conhecida como caribu na América do Norte, é uma espécie de veado com distribuição circumpolar, nativa do Ártico, subártico, tundra, boreal e regiões montanhosas do norte da Europa, Sibéria e América do Norte. Isso inclui populações sedentárias e migratórias. O tamanho do rebanho varia muito em diferentes regiões geográficas. Na Rússia existe o maior rebanho de renas selvagens do mundo, variando entre 400.000 e 1.000.000. O que já foi o segundo maior rebanho é o rebanho migratório de caribu boreal da floresta (R. t. Caribou) George River no Canadá, com variações anteriores entre 28.000 e 385.000. 

Renas machos e fêmeas podem criar chifres anualmente, embora a proporção de fêmeas que criam chifres varie muito entre a população e a estação. Os chifres são geralmente maiores nos machos. Na lenda tradicional do Natal, as renas do Papai Noel puxam um trenó no céu noturno para ajudar o Papai Noel a entregar presentes para boas crianças na véspera de Natal.

RUDOLPH

A rena Rudolph surgiu em 1939, quando a cadeia de lojas “Montgomery Ward company”, com sede em Chicago, pediu ao seu empregado Robert L. May para criar uma história de Natal para ser oferecida aos seus clientes. May, que tinha uma paixão pela escrita de livros de criança, ficou incumbido da criação dessa caderneta.

A história de Rudolph foi escrita em verso e conforme May ia criando esses versos, testava-os na sua filha de 4 anos, Barbara. Apesar de Barbara adorar a história, o patrão de May ficou preocupado com o fato da rena ter um nariz vermelho, já que esta é uma figura por vezes associada à bebida e aos alcoólicos, não lhe parecendo a melhor base para uma história infantil. 

Para resolver esse problema, May levou Denver Gillen, um amigo do departamento de arte da Montgomery Ward, ao jardim zoológico “Lincoln Park Zoo”, para este fazer um esboço de Rudolph. O desenho de Gillen de uma rena com um nariz vermelho brilhante colocou um ponto final na hesitação dos patrões de May e a história foi finalmente aprovada.

Rudolph deu o seu grande passo para a fama, quando o cunhado de May, o compositor Johnny Marks, criou a letra e a música para uma canção sobre Rudolph. A versão musical de “Rudolph the Red-Nosed Reindeer” criada por Mark foi, finalmente, gravada por Gene Autry em 1949, tendo vendido só nesse ano 2 milhões de cópias e transformando-se numa das músicas de Natal mais vendidas de todos os tempos.

NOME COMUM: Rena

NOME EM INGLÊS: Caribou or Reindeer

FILO: Chordata CLASSE: Mammalia

ORDEM: Artiodactyla –

FAMÍLIA: Cervidae

NOME CIENTÍFICO: Rangifer tarandus

CARACTERÍSTICAS: Comprimento: 1,60m a 2,20m e Altura na cernelha: 1,20m – Peso: 300 a 300 kg

Período de gestação: 216 a 246 dias. Fêmeas domesticadas parem 2 filhotes e Fêmeas selvagens parem 1

Tempo de vida: 15 anos

Os Gatos domésticos

O convívio entre o homem e o gato existe desde 4 mil anos antes de Cristo. Foram encontrados afrescos e pinturas funerárias de gatos caseiros das primeiras dinastias egípcias. Na Índia, o gato foi, aproximadamente, amansado na mesma época que no Egito. A China já conhecia o gato-caseiro mil anos antes de nossa era, o Japão um pouco mais tarde.

Na Idade Média foi, de um modo geral, hostil aos gatos, que eram associados às feitiçarias e considerados criaturas diabólicas. É desta época que parte a maioria das superstições, das quais algumas chegaram aos nossos dias.

Animal livre, o gato é independente e voluntarioso. A reação do gato é muito diferente do cão, quando ele defende seu território é unicamente contra os outros gatos, nada mais lhe importando. Como os outros carnívoros marca o seu território urinando nos limites do mesmo, inclusive na cama do dono e, isso tem signifi cação apenas para os outros gatos.

O gato-caseiro é um animal gracioso, limpo e simpático de movimentos harmoniosos, tem uma agilidade surpreendente. Seus passos são flexíveis e medidos, e ele se apóia com suavidade sobre as acolchoadas patas. Suas unhas retráteis tornam a marcha perfeitamente silenciosa. Quando perseguido ou assustado, ele pode deslocar-se rapidamente por meio de uma série de saltos que o põe fora de perigo. Mas, em terreno plano e descoberto, sua corrida é bem menos rápida que a do cão. E é por esta razão que ele em geral tenta subir em árvores ou escalar muros com a ajuda de suas garras.

Qualquer que seja a maneira que ele caia, o gato consegue sempre aterrar sobre as patas, graças ao seu senso de equilíbrio, que permitem que ele se contorça no ar. Se a queda é grande a cauda funciona como leme. O gato também sabe nadar, mas só o faz excepcionalmente.

Para se expressar, o gato-caseiro dispõe de um vocabulário bem diversifi – cado cheio de miados, ruídos, assobios, gritos, espirros e sopros variados, capazes de expressar prazer, pesar, desprezo, medo, cólera, ameaça, namoro, etc.. A maioria dos gatos emite um som muito especial para saudar o dono, e todos sabem que um gato satisfeito ronrona. O miado é dirigido exclusivamente às pessoas e nunca aos outros gatos.

O tato, a visão e a audição são os sentidos mais desenvolvidos do gato. O olfato é menos sensível. Os pêlos de seus bigodes são órgãos táteis muito sensíveis. As patas têm, igualmente grande sensibilidade tátil. A visão é excelente, tanto de dia como de noite, pois sua pupila vertical tem grande poder de dilatação e contração, segundo a intensidade da luz; mas ele é capaz de perceber objetos numa luz muito fraca. Sua audição é ainda mais aguda. Reage, aproximadamente, como a do homem, a freqüências inferiores a 2.000 ciclos por segundo. Mas na gama dos agudos percebe sons correspondentes a 60.000 c.p.s, enquanto o limite humano é de 20.000 c.p.s.

O gato é um animal muito limpo e, limpa o seu pêlo cuidadosamente, lambendo e alisando incansavelmente do pescoço à extremidade da cauda. Oculta cuidadosamente os excrementos com terra ou serragem preparada para esse fim e que deve ser renovada todos os dias.

Ao contrário do cão o gato é um animal essencialmente individualista, altivo e solitário e, ele nunca se submete a seu dono. Esse caráter independente valeu-lhe uma reputação muito justifi cada de desobediente. O gato também é de natureza prudente. Jamais se aventura a fazer algo sem tomar precauções. A atitude de arquear o dorso e eriçar os pêlos é uma atitude para intimidar o adversário fazendo com que se parece maior do que realmente é.

REPRODUÇÃO

A gata é fecundada geralmente pela primeira vez aos cinco meses. É com essa idade que ela tem o seu primeiro cio e se torna sexualmente adulta. O cio dos gatos não tem período determinados. Nos climas temperados os acasalamentos são mais freqüentes durante a primavera e podem durar de três dias a três semanas. Se a fêmea não é fecundada, ela começa imediatamente um novo período de cio. Na época da reprodução, a gata emite um grito característico e de grande alcance que alerta todos os machos da vizinhança. O comportamento, nessa época, tanto do macho, como da fêmea, muda completamente. O animal se torna subitamente selvagem, inquieto, e vaga de dia e de noite à procura de seu companheiro (ou de sua companheira). Todos nós já fomos acordados alguma noite por seus gritos que lembram o choro de uma criança. Os machos lançam a combates implacáveis para resolver apenas a questão da precedência, uma vez que, no fim das contas, a fêmea será servida, a curtos intervalos, por todos os machos. A gata pode dar à luz, numa mesma ninhada, a fi lhotes originados de vários machos, podendo cada um deles ser de um pai diferente.

A gestação dura em média 62 dias, mas também nisso o gato é individualista, e ela pode variar de 59 a 69 dias. A mãe prepara com antecedência um leito macio e confortável num lugar tranqüilo. Seu instinto faz com que ela esconda a prole de modo que o pai não descubra, pois ele não hesitará em devorá-la.

Na hora do nascimento, cada gatinho nasce num envoltório que a mãe rompe ao limpar o filhote, ela come a placenta o que estimula a produção de leite. Ela não se contenta em apenas amamentar seus filhotes, mas passa grande parte do tempo a lambê-los e lustrá-los com sua língua áspera. A gata é uma excelente mãe e, é ainda capaz de amamentar cachorrinho, coelhinho e mesmo ratinhos órfãos.

FILO: Chordata

CLASSE: Mammalia

ORDEM: Carnivora

FAMÍLIA: Felidae

GESTAÇÃO: Média 62 dias

CRIAS POR ANO: 2

Nº DE FILHOTES: 3 – 6

TEMPO DE VIDA: 15 a 19 anos

TEMPERATURA EM ºC: 38,0 – 39,0

COMPRIMENTO MÉDIO: 55 cm

ALTURA MÉDIA: 30 cm

Viajando com seu Pet
Lucia De Cicco

Viajar com animais de estimação é uma tendência crescente. Mas, mesmo o pet mais precioso não é necessariamente um bom passageiro. Levar ou não seu Pet para uma viagem não é tanto uma questão de “você pode?”; mas, uma questão de “você deveria?”

Ninguém conhece o seu animal melhor do que você, então ninguém está mais qualificado para responder a essa pergunta tão importante. Se a resposta for afirmativa, continue lendo: vamos dar algumas dicas que podem ajudar, não só você; mas, também o seu animalzinho.

Se quiser levar seu cão para a praia, fique sabendo que esta é uma prática nada bem vista pelas autoridades sanitárias e pelos médicos veterinários de um modo geral. As razões para tanta preocupação dizem respeito aos acidentes que ocorrem em praias e outros locais públicos. Também à possibilidade de transmissão de doenças que podem afetar as pessoas e a própria saúde do animal; às vezes apresentando problemas pelo excesso de calor, ingestão de restos de peixes e crustáceos, areia ou água salgada.

Os proprietários devem sempre usar o cinto próprio para cães ou caixa de transporte.

Se o seu pet está acostumado a só ficar em casa, você deve prepará-lo para andar de carro. Dirija distâncias curtas e vá aumentando a cada dia assim seu cão ou gato irá se acostumando. Gatos normalmente não têm problema em relação a viagens de carro.

Os proprietários devem sempre usar o cinto próprio para cães ou caixa de transporte. Levar cães de qualquer tamanho solto dentro do carro é perigoso e o motorista pode se distrair e provocar acidentes. Cães que viajam na frente podem ser esmagados pelo airbag e podem morrer ou sofrerem ferimentos sérios.

Se você viaja com seu gato mantenha-o sempre dentro das caixas de transporte. Normalmente gatos não toleram andar de carro e quando estão dentro das caixas de transportes se sentem mais confortáveis além de mais seguro.

Quando você parar o carro nas áreas de descanso sempre tire seu cão do carro com a coleira e com a guia. Não esqueça de limpar a sujeira antes de ir embora. Nunca deixe seu gato livre nessas áreas de descanso. Se você precisar tirá-lo da caixa mantenha-o sempre na coleira. Gatos costumam correr e ficará muito difícil pegá-los. Além disso, eles podem correr o risco de serem atropelados.

Quando você for viajar com eles de avião é muito importante planejar bem a viagem e verificar com a companhia aérea quais são os procedimentos. Se for viajar fora do país onde reside, verifique junto aos consulados quais são os protocolos corretos. Esses procedimentos mudam de país para país.

Tenham uma boa viagem, aproveitem e não esqueçam de planejar tudo com muito cuidado antes de levar seu pet com você. E, se você deixar o seu animalzinho para trás não esqueça que ele é um membro da sua família. Por isso, deixe-o sempre com alguém responsável ou em algum hotel com boas referencias.

Dicas gerais de viagem para animais de estimação:

  As vacinas devem estar em dia.
  Ter identificação é muito importante no caso dele(a) se perder. As tags (placas de identificação) devem constar nome, telefone e endereço.
O ideal é o seu animalzinho ter também um microchip.
  Se seu pet está tomando alguma medicação, leve o suficiente para não faltar.
  Leve sempre coleira extra, guia, litter (no caso de gatos), comida e água.
  Não esqueça os brinquedos e, se possível, a cama onde dorme. Assim ele(a) se sentirá familiar no hotel ou camping.
  Traga sacolas plásticas para recolher a sujeira que ele(a) fizer.
  É muito importante ele(a) estar usando remédio preventivo contra dirofilariose (verme do coração) e pulgas.
Crianças e animais
Lucia De Cicco

Neste artigo, vamos falar um pouco da relação da criança com os animais e como eles podem ajudar no desenvolvimento emocional de nossos filhos. Além do afeto, os animais também podem produzir outros benefícios para a saúde. É nisso que se baseia a “Terapia Assistida por Animais”. Segundo a Delta Society (http://www.deltasociety.org), organização internacional com sede nos Estados Unidos que se dedica a reunir pacientes a animais treinados. As terapias assistidas por animais são capazes de promover melhoras físicas, sociais, emocionais e cognitivas humanas.

Quando a criança começa a crescer e sensibilizar suas relações de afeto, os objetos passam a ser substituídos por seres vivos. De todos os animaizinhos de estimação, o mais comum e o que mais interage com o ser humano é o cão. Com ele, a criança pode brincar, correr, explorar o ambiente e vivenciar novas experiências. Há um ganho significativo aqui: a criança não mais interage com total poder sobre o objeto de afeição e suas ações provocam reações. O cachorrinho pode correr para apanhar o objeto lançado, pode rosnar e até morder. Ele reage ao carinho, abana o rabo, pula…e agride, se maltratado. E não é só o cão que interage com a criança, apesar de ser o mais comum, outros animais também fazem papel importante. O gato se encosta e se permite ser tocado. Os peixinhos se alvoroçam no aquário quando a criança lhes joga o alimento. O passarinho pega o alpiste na mão da criança. Além da relação de afeto que se desenvolve, do estímulo ao período sensório – motor, do tocar, do sentir, do explorar o corpo do animal e observar suas reações, muitos conhecimentos são adquiridos, do campo psicológico ao campo científico.

Ter um animal também requer cuidados e estes cuidados, orientados pelo adulto, estimulam a autonomia e a responsabilidade. Cuidar da limpeza do bichinho e do seu habitat, cuidar da sua alimentação, dividir o seu pão e lhe oferecer um pedaço do seu biscoito, medicá-lo quando necessário, também favorece o desenvolvimento do vínculo afetivo e a lidar com os mais diversos sentimentos, da frustração à alegria e até à morte. E nesta relação entre a vida e a morte que o animal de estimação tem um papel muito importante, a criança aprende lidar com a perda, com a dor. Um risco que todos correm e queremos evitar e poupar, mas o ciclo da vida está aí, mostrando a ordem natural das coisas.

Nesta convivência tão saudável e necessária, a criança está aprendendo e desenvolvendo suas relações afetivas para o futuro, influenciando na sua forma de se relacionar com as outras pessoas e respectivos parceiros, com segurança, compreensão, aceitação e respeito.

Alguns fatos que devem ser considerados importantes:

  A criança que convive com animais é mais afetiva, reparte suas coisas, é generosa e solidária, demonstra maior compreensão dos fatos, é crítica e observadora, se sensibiliza mais com as pessoas e as situações.

– Apresenta autonomia, responsabilidade, preocupação com a natureza, com os problemas sociais e desenvolve boa auto-estima.

– Relaciona-se com desembaraço com os amigos, torna-se mais sociável, cordial e justa. Sabe respeitá-los.

– Desenvolve sua personalidade de maneira equilibrada e saudável. Tem mais facilidade para lidar com a frustração, liberta-se do egocentrismo.

– Desde os cuidados com aquela planta do vaso da sala aos cuidados com o bichinho que escolheu para ser seu. A criança desenvolve uma nova consciência, onde o meio-ambiente, as questões ecológicas do  momento e as questões sociais, políticas e econômicas do mundo, sob uma outra ótica, contará com a colaboração de verdadeiros cidadãos.

CURIOSIDADES:

– Pacientes autistas foram “despertados” de seu estado constante de recolhimento na presença e no convívio com animais.

– Nos lares de pessoas idosas, a presença de um animal aumenta as expectativas de vida.

– A equoterapia (terapia complementar com auxílio de cavalos) é utilizada no desenvolvimento psicomotor de portadores da síndrome de Down e outras deficiências neuropsicomotoras congênitas ou adquiridas.

– Os animais são indicados para pessoas com deficiências sensoriais (cegos e surdos), dificuldades de coordenação motora (ataxia), atrofias musculares, paralisia cerebral, distúrbios comportamentais e outras afecções.

– O cachorro é capaz de pressentir antecipadamente as “convulsões” características da epilepsia quer seja do ser humano ou de outro animal.

– Todos os procedimentos científicos e técnicos vêm confirmar a relação afetiva que os animais são capazes de estabelecer com as pessoas. Além disso, é muito importante lembrar que todos nós interagimos no mesmo ecossistema.

Lucia H Salvetti De Cicco
Jornalista, Idealizadora, Diretora de Conteúdo
e Editora-Chefe do Portal Saúde Animal. Auxiliar Prático de Veterinária.
Visite www.saudevidaonline.com.br
“Designer Dogs” ou Cães Híbridos
Lucia De Cicco

Os chamados “Designer Dogs” ou “Cães Híbridos” se tornaram muito populares nos Estados Unidos, Austrália, Canadá e Inglaterra. No Brasil, os cães híbridos, ainda são aqueles nascidos por acaso ou por acidente de cruzas indesejadas. Esses cães surgiram de cruzamentos de diferentes raças. Muitas considerações foram envolvidas. Até mesmo os mais conhecidos criadores e Juizes de cães de raça pura, estão se tornando fãs dos “Designer Dogs”.

“Designer Dogs” são o resultado do cruzamento de duas raças puras, mas existe exceções. Algumas dessas novas raças surgiram de cruzamento de mais de duas raças puras como é o caso do Labradoodle Australiano.

Não podemos confundir “Designer dogs” com cães mestiços. Os cães mestiços são cruzamentos de raças indefinidas já o “Designer dogs” é resultado do cruzamento de duas raças puras diferentes que foram cruzados para se obter certas qualidades desejáveis de ambos os pais.

Os cães que hoje são conhecidos como raça pura também foram um dia mistura de raças. Mas, isso não significa que estas raças são “designer dogs” pois são resultados de mais de um cruzamento, incluindo, muitas vezes, o cruzamento consanguíneo para obter o resultado desejado. Por expemplo: O pastor alemão foi cruzado com o pinsher alemão para adquirir o doberman que foi cruzado posteriormente com o galgo, weimeraner e o terrier de manchester para refinar a raça.

Quando surgiu o “Designer Dog”?

No começo dos anos 1980, Wally Conron (hoje com 90 anos), resolveu cruzar duas raças: o labrador e o poodle, criando o Labradoodle. Conron trabalhava na “Royal Guide Dog Association of Australia” – Associação Australiana Real de Cães Guia – e foi procurado por uma mulher cega e residente no Havaí. Ela precisava de um cão guia que não provocasse alergia nas pessoas pois o marido era alérgico a cães. Entretanto, nenhuma raça usada como guia era hipoalergenica. Conron decidiu tentar o cruzamento de poodle com o labrador. Ele encontrou um poodle treinado de bom temperamento e acasalou com o labrador. O resultado foram três filhotes. O marido da mulher descobriu que o filhote não lhe provocava alergia. A nova raça era o ajuste perfeito para quem precisava de um cão guia e tinha alergia. No início, a nova raça não teve êxito comercial até que Conron propôs a grande idéia de marketing. Ele decidiu deixar de mencionar a palavra Hibrido e passou a introduzir o termo “labradoodle” para os filhos de Guia de cegos e antialérgicos. Assim teve inicio aos “Designer Dogs”ou “Cães Hibridos”.

Hoje existem mais de 700 raças diferentes que foram misturadas e passaram a ser conhecidas como “designer dogs” ou cães híbridos. Veja algumas das mais populares:

Labradoodle – Labrador com Poodle Standard. Um cão grande com temperamento maravilhoso e que não perde pêlo.

Goldendoodle – Golden Retriever com Poodle Standard. Este cruzamento tem a mesma finalidade do labradoodle.

Porkie – Pug com Yorkie. Um cachorro pequeno que é mais amável que o Yorkie standard com cabelo mais longo e o temperamento calmo do Pug.

Cockapoo – Uma cruza entre um cocker spaniel e um poodle. Considerado muito inteligente, com pouca perda de pêlo, pequeno e excelente cão para a família.

Schnoodle – Schnauzer e um Poodle, novamente com uma tentativa para ter um cão inteligente, companheiro e que não perde pêlo.

Daisy Dog – Esta raça é uma das exceções. É o cruzamento entre um poodle, o shih tzu e o Bichon. Estes cães são considerados muito calmos, excelentes companhia para viagens e vivem em espaços bem pequenos.

Poogle  – Cruza entre um poodle e um beagle. Cachorro de tamanho pequeno que é enérgico e fácil de treinar.

Puggle – Pug e um beagle. Estes são cachorros muito amigáveis que amam ser envolvido em todos os aspectos da família.

Lucia H Salvetti De Cicco
Jornalista Idealizadora, Diretora de Conteúdo e Editora-Chefe do Portal Saúde Animal. Auxiliar Prático de Veterinária
Animais de estimação podem pegar o COVID-19?
Lucia De Cicco

O que eu preciso saber?

Com a chegada do novo coronavírus  muitas dúvidas e preocupações surgiram, inclusive sobre a possibilidade de os animais de estimação pegarem o agente infeccioso causador da Covid-19. Por isso, o Jornal B&B entendeu a importância de fazer alguns esclarecimentos com base no que a ciência já descobriu até agora.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estão cientes de um número muito pequeno de animais de estimação, incluindo cães e gatos, que estão infectados com o vírus que causa o COVID-19 após contato próximo com pessoas com a doença. O CDC recebeu dois relatos de gatos ficando levemente doentes com COVID-19 nos Estados Unidos. Ainda não há evidências de que animais de estimação possam espalhar o vírus para as pessoas.

Os estudiosos estão constantemente pesquisando sobre o novo coronavírus, mas a única informação, no momento, é que talvez, o vírus possa se espalhar de pessoas para animais em algumas situações.

Ainda assim, os donos de animais estão compreensivelmente preocupados com a saúde de seus companheiros e como o Vírus pode afetá-los. Reunimos algumas informações importantes que você precisa saber sobre o coronavírus e seus pets juntamente com pesquisas emergentes sobre como os animais podem espalhar ou ser afetados pelo coronavírus.

B&B: Existe uma vacina COVID-19 para cães e gatos?

Lucia de Cicco: Não existe vacina para COVID-19 para pessoas ou animais no momento.

B&B:: Os cães tomam alguma vacina com o nome de coronavírus?

Lucia de Cicco: Muitos cães são vacinados para outras espécies de coronavírus (Canino Coronavírus). No entanto, esta vacina não protege contra o COVID-19.

B&B:: Posso continuar levando meu cachorro para passear?

Lucia de Cicco: Sim, mas para continuar evitando a transmissão do vírus, é essencial que não haja interação com outras pessoas na rua, além de fazer passeios mais curtos. Em seguida, ao voltar para casa, é preciso que seja feita a higienização das patinhas. Assim como devemos tirar nossos sapatos antes de entrar em casa para não contaminar o ambiente, o mesmo deve ser feito com os cachorros.

Portanto, lave bem as patas com água corrente e sabão, tomando o cuidado de não deixá-las úmidas. Se quiser, também é possível limpar, da mesma forma, o focinho, pois os cães têm a tendência de farejar o chão e todo o percurso feito durante o passeio.

B&B:: Se eu for diagnosticado com COVID-19, como faço para proteger meu animal de estimação?

Lucia de Cicco: A Associação Médica Veterinária Americana (American Veterinary Medical Association) e o CDC recomendam que qualquer pessoa doente com COVID-19 mantenha uma separação dos animais domésticos e de outros animais enquanto estiver doente, como faria com outras pessoas. Se você está doente com COVID-19, evite o contato com seu animal de estimação, incluindo acariciar, aconchegar-se, ser beijado ou lambido e compartilhar alimentos. Se você precisar cuidar do seu animal de estimação ou ficar perto deles  enquanto estiver doente, lave as mãos antes e depois de interagir com os animais.

B&B: Meu animal deve usar uma máscara facial em público?

Lucia de Cicco: Não. Máscaras faciais podem não proteger seu animal de estimação da transmissão de doenças e podem causar outras dificuldades respiratórias.

B&B: Como faço para proteger meu animal de estimação e eu do COVID-19?

Lucia de Cicco: Um fator muito importante é não abandonar o seu animal. Não deixe que fique exposto na rua, sem cuidados ou vacinas. Dessa forma, reforça-se a necessidade de que as pessoas pratiquem a guarda responsável, cuidem da saúde dos seus pets e mantenham as medidas necessárias para evitar a propagação de doenças.