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O escritor Laurentino Gomes é homenageado no Focus Brasil NY 2021

Nereide Santa Rosa

A Fundação Focus Brasil tem como missão a celebração da Cultura e da Imagem Positiva do Brasil e dos Brasileiros no Exterior. Todas as atividades e premiações desenvolvidas pela Fundação Focus Brasil estão irredutivelmente comprometidas com a diversidade cultural, étnica e social. O foco é ser uma plataforma dinâmica de promoção do Brasil e dos brasileiros no mundo, através da Arte, Cultura, Educação, Negócios, Empreendedorismo e Responsabilidade Social.

O Focus Brasil NY é uma realização da Fundação Focus Brasil voltada exclusivamente para a Literatura Brasileira com o objetivo de estimular e promover a literatura brasileira, cultura, as ciências sociais e as artes do Brasil no exterior, contribuir para a preservação da memória de escritores brasileiros, apoiar iniciativas e eventos literários, socioculturais desenvolvidos pela Focus Brasil Foundation na formulação e implementação de políticas culturais de interesse da comunidade brasileira no exterior e desde 2019 conta com a parceria com o Consulado-Geral do Brasil em Nova York. Reiteramos a importância dessa parceria com o Consulado-Geral do Brasil em Nova York, o qual seu apoio foi e é fundamental para o sucesso do evento, como reconhecimento pela produção literária no Brasil e no exterior. Agradecemos especialmente à Sra Embaixadora Maria Nazareth Farano Azevedo pela sua presença na abertura do evento

O 1o Encontro de Literatura Brasileira do Focus Brasil NY em 2019 aconteceu de forma presencial na sede do Consulado-Geral Do Brasil, em Nova York e teve a participação de 80 escritores brasileiros residentes apenas nos Estados Unidos que se apresentaram em 10 painéis, feira de livros, além da inauguração da biblioteca Guimarães Rosa na sede do Consulado com livros doados pelos participantes. Devido ao sucesso alcançado, o evento em 2020 se tornou mundial e o 2o Encontro Mundial de Literatura Brasileira que já estava planejado em conjunto com o Consulado, aconteceu de maneira virtual e teve a participação de 120 escritores brasileiros residentes em vários países, painéis, depoimentos, book fair virtual, premiações.

Nesse sentido, neste mês de setembro aconteceu o 3º Encontro Mundial de Literatura Brasileira, ainda de forma virtual, com a participação de 160 escritores brasileiros de 15 países, entre os dias 16 a 22 de setembro através da Plataforma digital Focus Brasil, com 10 painéis de discussão sobre vários aspectos da Literatura Brasileira e 85 participantes individuais membros da Academia Internacional de Literatura Brasileira, com sede em New York, a qual, atualmente conta com 580 membros, todos escritores brasileiros residentes ou não no Brasil. A Academia Internacional de Literatura Brasileira – AILB, fundada em 12 de setembro de 2020, é uma entidade de caráter cultural, sem finalidade lucrativa, criada pela Focus Brasil Foundation.

Todos os 22 segmentos do Focus Brasil NY 2021 foram transmitidos ao vivo pela Plataforma Digital da Focus Brasil Foundation, no Facebook e no canal Focus Brasil do You Tube.

E o grande homenageado com o Prêmio Outstanding Achievement Award dos Destaques Literários 2021 é o escritor Laurentino Gomes, que se tornou famoso como escritor graças à sua autoria do best-seller “1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”, livro que narra a chegada da corte portuguesa ao Brasil. Em 7 de setembro de 2010, faz na Bolsa Oficial de Café, na cidade de Santos, o lançamento nacional da obra 1822. Data que marca também o aniversário de 88 anos do edifício da Bolsa. Ao fim de março de 2012, a Globo Livros anunciou a assinatura de contrato para o lançamento do próximo livro de Laurentino 1889, livro que chegou ao mercado no segundo semestre de 2013. A tiragem inicial foi de 200 mil exemplares. Sobre a obra, Laurentino diz:

“’No terceiro e último volume da série, explicou porque o país permaneceu como a única monarquia das Américas, por mais de 67 anos e mostrar como foi a Proclamação da República, em 1889. Em maio de 2015, anunciou uma nova trilogia sobre a escravidão no Brasil. O primeiro dos três livros foi lançado em 2019, sob o título Escravidão. Em 2008, o livro 1808 recebeu o prêmio de melhor ensaio da Academia Brasileira de Letras e da 53ª edição do Prêmio Jabuti de Literatura na categoria de livro-reportagem e de “livro do ano” da categoria de não-ficção. Em 2008, a Revista Época elegeu Laurentino uma das 100 pessoas mais influentes do ano, pelo mérito de conseguir vender mais de meio milhão de exemplares de livro de História do Brasil. Sete vezes ganhador do Prêmio Jabuti de Literatura, um dos mais importantes do Brasil, Laurentino Gomes é autor dos livros 1808, 1822, 1889 e “Escravidão”, obras que venderam até agora mais de três milhões de exemplares e foram editadas no Brasil, em Portugal, nos Estados Unidos e na China. Seu primeiro livro também foi eleito o Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras. 

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação pela Universidade de São Paulo, é membro titular da Academia Paranaense de Letras. Além de Laurentino Gomes, o Focus Brasil NY apresenta nove escritores vencedores do Awards da Academia Internacional de Literatura Brasileira em 2021 e o lançamento do 2o Catálogo Internacional de Escritores Brasileiros publicado pela Academia Internacional de Literatura Brasileira com o apoio da Underline Publishing.

2 anos na luta contra o Tráfico Humano e Violência Doméstica

Anna Alves-Lazaro

A Hope & Justice Foundation completou, neste último 7 de setembro, 2 anos de existência e de muitas conquistas. A celebração ocorreu com um culto de Ação de Graças e um coquetel na sede da fundação, em Orlando, onde estavam presentes os diretores, conselheiros, voluntários, parceiros e amigos da fundação. Nesta ocasião, proferi meu discurso dirigido aos presentes, o qual agora dirijo a toda comunidade através deste espaço. Aproveito aqui para também registrar publicamente a minha eterna gratidão a este importante veículo de comunicação pelo grande apoio que tem dado a nobre causa pela qual lutamos desde o seu início. Segue o discurso:

A consciência é o maior tributo dado por Deus ao ser humano. É algo que nos identifica como humanos. Anular a própria consciência é a maior prova de mediocridade, alienação e tolice que existe. 

Estamos aqui hoje, celebrando a vida, a liberdade, a coragem e a independência. Não por coincidência, mas pelos propósitos de Deus, a Hope & Justice completa dois anos de lutas e vitórias. Para cumprir esta nobre e desafiadora missão, que é fazer prevalecer a Justiça, a Esperança e a Liberdade para todos os injustiçados, desesperançosos e cativos.

Quando atuamos de acordo com a nossa consciência e permitimos que esta seja guiada por Deus, podemos testemunhar magníficos e abençoados frutos como resultado do nosso trabalho. Ao longo dessa caminhada, enfrentamos os mais diversos desafios, sendo um deles fazer prevalecer a verdade em tudo que realizamos, na certeza de quem é o autor e consumador dessa missão, sei que a verdade sempre prevalecerá, pois a falsidade não sobrevive e nem deixa legado algum. Acaba perdendo-se em sua própria arrogância. Isso pode até parecer algo óbvio e banal, mas quando lidamos com os mais diversos tipos de seres humanos, nesta árdua missão, lidamos com situações inimagináveis.

Quando os homens maus se juntam, os bons devem se associar, do contrário, cairão, um por um.

E parafraseando o filósofo conservador Edmund Burke: “Para o Triunfo do mal, só é preciso que os bons não façam nada.”

O fato aqui é que para que eu pudesse cumprir essa grande missão, eu precisava convidar os bons para que eles verdadeiramente abraçassem essa causa, aceitando o chamado de sua própria consciência e assim formássemos o exército do bem. E eles vieram, corajosamente aceitaram tal desafio. E pela Graça de Deus, continuam a chegar. A realidade é que cada um de nós deve assumir a responsabilidade pela própria vida, pela vida de seus familiares, por nossa comunidade, e por nossa Nação.

Devemos estar vigilantes, atentos e unidos, pois existem muitas más associações por aí. A exemplo de tantas organizações criminosas. Caso cada um de nós se ocupe unicamente com nossos interesses, esse nosso egoísmo certamente irá nos levar a nossa ruína, e não apenas a nossa, mas a ruína de todos aqueles que desejam construir uma sociedade melhor. 

Um outro desafio por mim enfrentado que quero compartilhar com vocês hoje, é que ao convidar pessoas para essa guerra contra esses crimes hediondos, era e ainda é o de despertar a coragem que essas pessoas  inerentemente têm dentro delas e ajudá-las a combater o medo. Nenhuma paixão rouba tão eficazmente os seus poderes de ação e raciocínio quanto o medo. Se tem algo terrível que o medo faz na vida das pessoas é a paralisia. Você não tenta por medo, não se expressa por medo, não falha por medo, procrastina por medo, e assim jamais cresce, jamais avança, jamais vence. É o medo o mais ignorante, o mais injusto e cruel dos conselheiros. A única coisa que o medo não paralisa é o tempo, o seu tempo irá passar indubitavelmente. E assim passarão as oportunidades de crescimento, de trabalhar para promover o bem e a felicidade sua, de sua família e de sua comunidade. Quando o medo chegar, coloque-se em ação e faça algo significativo ou até mesmo algo simples. As concessões dos fracos, são as concessões do medo. Quando a coragem nos falta deixamos de ser livres, estaremos cativos quando as escolhas e decisões passam a ser produtos do medo. Que escolhas temos feito? Elas refletem o nosso eu mais livre, responsável e corajoso? Como estarão nossas mãos diante de Deus no grande dia da prestação de contas ao Senhor? Vazias? 

Devemos constantemente refletir sobre nossa fidelidade aos nossos princípios e propósitos. Ser virtuoso é ser fiel ao propósito, é realizá-lo com determinação, disciplina e amor. Só ama verdadeiramente aquele que está livre para doar-se aos outros. O amor não é um sentimento, nem emoção. Amor está profundamente relacionado com doação. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida para seus amigos.” João 15:13. 

Somos livres a medida que desenvolvemos o autoconhecimento e o conhecimento do mundo que nos cerca. O ser humano livre jamais age com dolo, mas sempre com boa fé. É vital que afastemos de nós, pelo meio que nos pareça mais seguro e lícito, tudo aquilo que existe na natureza das coisas que julgamos ser mau,ou seja que  julgamos poder impedir que existamos e que desfrutemos de uma vida racional.

Quão valiosa é a liberdade para você ? Mas o que é a liberdade sem a sabedoria e a virtude? Precisamos lutar por liberdade com toda nossa capacidade e devemos usar dessa liberdade com responsabilidade. 

A verdadeira liberdade não consiste na escolha entre o bem e o mal, e sim no poder voltar-se para o bem e renunciar o mal. 

É para cumprir este propósito que a Hope & Justice Foundation existe; voltar-se para o bem e renunciar o mal. Levando esperança, promovendo a justiça e lutando por liberdade. Servir a comunidade, a Nação sempre pautada nos Princípios Cristãos, Constitucionais, na Lei e na Ordem. 

O propósito destas minhas palavras como Fundadora e Presidente da Hope & Justice Foundation é apresentar nesta data solene e comemorativa os Princípios, Valores e Virtudes que são os Fundamentos da nossa instituição, além de exortar todos vocês à uma vital reflexão sobre a responsabilidade de cada um como cidadão e cristão nessa grande guerra que estamos travando contra os inimigos da vida, da dignidade humana, da justiça, do bem e da paz.

Louvo a Deus por essa tão valiosa oportunidade de humildemente servir aos meus irmãos, a toda sociedade e a essa grande Nação. Louvo a Deus pelas vidas preciosas que abraçaram essa nobre causa, e as que estão por vir. Rogo a Deus que encaminhe as vítimas que clamam por socorro até nós. E por fim, registro publicamente a minha eterna gratidão a todos que apoiam o nosso trabalho.

Anna Alves-Lazaro.

Convivendo perigosamente com a inflação

Ilton Caldeira

O ano de 2021 tem se mostrado um período atípico e desafiador em muitos aspectos. Mas olhando do ponto de vista estritamente econômico, um velho conhecido também resolveu dar as caras, e apimentar ainda mais o cenário tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil: o dragão inflacionário.

Os motivos para esse ressurgimento diferem um pouco entre os dois países. A inflação ao consumidor nos Estados Unidos, acumulada em 12 meses até agosto, está em 5,3%, segundo dados divulgados em 14 de setembro pelo U.S. Bureau of Labor Statistics.

Parte dessa elevação se deve a alguns ajustes, devido ao represamento da demanda dos consumidores por produtos e serviços durante a pandemia. Mas boa parte da pressão na cadeia de produção pode ser um problema de duração mais longa do que se pensa, por conta da dificuldade nas redes de suprimentos e de transporte marítimo, e eventualmente podem criar problemas para os preços que podem perdurar para além de 2021.

Os rumos no mercado de trabalho, onde a falta de trabalhadores em diversos setores e a demanda por melhores salários, indicam que a pressão inflacionária pode ser mais persistente e mais alta do que o observado em um passado recente nos EUA.

Já no Brasil um misto de desconfiança com os rumos do país, temperado pelo embate institucional, somado com incertezas sobre o câmbio, escalada dos preços do petróleo e derivados,  têm fortes impactos na cadeia de produção, distribuição e consumo de produtos e serviços. Esses aspectos vêm castigando de forma severa todos os elos da corrente. 

Aliado a isso, o país vive um forte período de estiagem, cujo seu derivado, a crise hídrica, tem levado o preço da energia para as alturas.

No curto e médio prazos, as armas à disposição do Banco Central têm sido a elevação dos juros e as tentativas diárias via leilões cambiais para amortecer um pouco as oscilações do dólar, evitando um impacto maior sobre os preços locais. 

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, foi de 0,87% em agosto, o maior para o período em 21 anos.

Com isso, o indicador acumula alta de 9,68% nos últimos 12 meses, se aproximando de romper a barreira psicológica dos dois dígitos. Ou seja, o dragão voltando a aterrorizar com força.

Muitos brasileiros imigrantes na América possuem negócios ou parte da renda atrelada aos dois países. Nesses casos, será necessário ainda mais atenção e planejamento com a questão da inflação e do câmbio. Amenizar esse impacto virou questão urgente.

Para quem vive de repasses de recursos do Brasil para os EUA, esses efeitos potencializam ainda mais o impacto sobre as receitas, corroendo de forma implacável o poder de compra. Uma dolarização maior das receitas pode ajudar a amenizar parte desse impacto. 

Mas manter por um horizonte longo de tempo essa estratégia de transferência de receitas em reais do Brasil para uma vida baseada em dólar nos EUA é forma arriscada de flertar com o jogo voraz da economia, dobrando as apostas pelo risco.

Depressão: cuidado com essa armadilha

Eliana Barbosa

Tendo sido comemorado, no dia 10 de setembro, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre esse tema tão sensível e devastador, vamos refletir juntos sobre um sofrimento mental que, a meu ver, é a causa primeira das tentativas e das ocorrências de suicídio – a depressão! 

Sem dúvida, a depressão é um dos grandes males deste século, e tem arrasado muitas vidas e relacionamentos. E é preciso que fiquemos atentos, porque ela geralmente se inicia de forma sorrateira, e vai, pouco a pouco, invadindo o nosso cotidiano.

Muitas pessoas relatam sobre uma tristeza constante, falta de ânimo para viver a  rotina e até para conviver com seus parceiros, falta de “cor” na própria vida. Outras, principalmente as mulheres, se dizem deprimidas porque seus filhos cresceram e “bateram asas”, e elas não se prepararam para essa fase, na qual poderiam aproveitar para se dedicar à vida amorosa, viajar ou mesmo fazerem novas amizades.

Se você tem se sentido assim, veja como agir para se livrar dessa “armadilha” chamada depressão:

• Primeiramente, procure o apoio de um profissional do comportamento humano para que você se conheça melhor, possa desabafar suas dores e medos e aprender a traçar planos para sua mudança interior e cura. 

• Se esse profissional detectar que você está com depressão mesmo – séria doença mental – e se ele não for médico, é hora de você consultar um psiquiatra, porque o tratamento adequado da depressão necessita de remédios alopáticos, além do acompanhamento psicológico. Lembre-se que psiquiatra, ao contrário do que dizem os desinformados, não é “médico de doidos”, e sim, médico de qualidade de vida! E você sabe: quem tem depressão tem uma vida totalmente sem qualidade! 

• Faça também sua parte: situe-se no presente, no “aqui e agora”. Isso mesmo! A tristeza que se torna depressão é bem comum em pessoas que guardam ressentimentos, decepções e culpas – sentimentos do passado – e são inseguras quanto ao futuro – daí a ansiedade, que é um dos sintomas da própria depressão. 

• Ao ficar preocupado demais com o futuro, ou cheio de mágoas, culpas e saudades do passado, você simplesmente perderá o equilíbrio de sua vida e, assim, se tornará vulnerável às doenças, sejam físicas ou mentais. 

• Guarde bem: sua vida é como se fosse um navio e sua mente é o capitão desse navio. Se sua mente (o capitão do navio) está em desarmonia ou desequilíbrio, sua vida (o navio) com certeza perderá o rumo. 

• Dessa forma, preste atenção em sua mente – escolhendo pensamentos otimistas, gratidão, bom humor, novos amigos e aprendizados -, bem como em suas emoções – curando sentimentos tóxicos –, e aprimore sua espiritualidade – alinhando suas ações ao seu propósito de vida. 

• E, assim, de forma integral, cuidando do corpo, da mente e da alma, permita que a alegria esteja de volta em todos os dias de sua vida! 

Acredite: Você merece!

Coisa de Louco!

Já foi o tempo de se rotular como “louco” um indivíduo que sofre de depressão. Quem pensa assim deveria ser taxado de preconceituoso ou ignorante. A ciência já avançou o suficiente para entender que a depressão é uma doença de difícil diagnóstico. E, apesar de não garantir cura completa, é um transtorno que pode ter bons resultados com terapias e uso de medicamentos corretos. 

Apesar disso, o difícil para o paciente acometido pela depressão é enfrentar a discriminação entre seus pares. Somente quem já passou pela experiência, -seja com episódios de depressão, ansiedade, bipolaridade, déficit de atenção, hiperatividade, síndrome do pânico, irritabilidade-, sabe a sensação de desespero em não conseguir manter o controle no momento do episódio.

Médicos apontam que os sintomas podem ocorrer por um desbalanceamento químico, formação genética, personalidade e fatores ambientais. Geralmente vem seguido de traumas como luto, parto, perda de emprego, separação conjugal, estresse e baixa autoestima. Seja o que for é muito difícil conviver com estas bruscas oscilações de humor, pânico, medo, euforia, tristeza e discriminação social. 

O assunto é complexo e preconceituoso. Convidamos 6 pessoas e somente 2 concordaram em participar da pauta. Agradeço a coragem de Fabiana e Carolina por compartilharem suas experiências com o leitor do B&B. 

Boa leitura.

Escritores brasileiros na Flórida entre os mais votados do Focus Brasil NY 2021

Nereide Santa Rosa

O Focus Brasil New York 2021 e a Academia Internacional de Literatura Brasileira, que hoje congrega quase 600 membros, todos eles escritores brasileiros com obras publicadas, de todas as partes do mundo, recentemente anunciaram os cincos escritores mais votados em oito categorias do Prêmio Awards Destaques Literários de 2021. Entre os 40 escritores mais votados, aqui destacamos os escritores brasileiros residentes nos Estados Unidos. Parabéns a todos!!! A literatura brasileira também se destaca entre a comunidade brasileira nos Estados Unidos.

Angela Bretas reside nos EUA desde 1985, escritora, jornalista e poetisa. Idealizou e coordenou duas antologias nos Estados Unidos “Brava Gente Brasileira em Terras Estrangeiras” volume I e II , coletâneas pioneiras de escritores brasileiros radicados no exterior. Possui livros de poesia, de poetrix e de contos. Foi condecorada com prêmios na área da literatura; duas vezes vencedora do Brazilian International Press Awards, palestrante convidada na Universidade da Geórgia, participou do Focus Brasil NYC; é acadêmica da Academia Internacional Poetrix. Angela é catarinense e divide sua vida entre Flórida e Brasil.

Maristela Rocha Cerqueira, advogada, pós-graduada em Processo Civil, Pós-graduada em Desenvolvimento de Produto com Formação em Gestão de Grandes Projetos e Mídias Sociais, estudante, filha, mãe e empresária, construiu, além de uma linda família, uma empresa de sucesso que figurou entre as empresas que mais cresceu no Brasil. Seu livro “Think About It! – O poder da reflexão” narra a sua trajetória, uma mulher comum que soube extrair das muitas adversidades da vida o combustível para vencer no competitivo mundo empresarial e construir uma carreira vitoriosa sem abrir mão do melhor de sua essência. Ao apontar e analisar os caminhos que percorreu, Maristela conduz o leitor a uma profunda reflexão que o ajuda a rever suas escolhas pessoais. Este livro é também uma poderosa ferramenta para todos os que desejam fazer mudanças de carreira e até mesmo de país. O desafio de parar, refletir, decidir e agir levou Maristela a conquistar seus sonhos profissionais e pessoais, e pode ajudar igualmente qualquer pessoa que se predisponha, com sinceridade e fé, a fazer semelhante jornada de sucesso e paz interior.

Deocleide Britos vive em Orlando,FL há 22 anos é professora do ensino fundamental, pedagoga, pós-graduada em psicopedagogia. Casada com Amilton, mãe do Wesley e Sarah (in memorian). Coordenadora pedagógica do Projeto Português Como Língua de Herança do New Hope Assistance Center onde cria todo o programa curricular para o projeto. Há 6 anos trabalha na Hunter’s Creek Middle School como Portuguese Paraprofessional. Atualmente vem desenvolvendo uma Proposta Curricular para o Ministério de Educação Infantil da Igreja Nova Esperança. Em 2015 escreveu o livro “Sarah Britos Uma História de Amor e Fé”, onde ela conta a trajetória da família com a filha diagnosticada com Neuroaxonal Distrofy. Em 2017 ganhou o Prêmio Mulher Brazil USA, e, em 2018, ganhou o prêmio Focus Brasil/Personalidade da Língua Portuguesa. Atualmente está lançando o livro “Ostra feliz não produz pérolas”.

Patricia Fraga Rocha Rabelo é PhD em arquitetura, educadora e autora de diversos capítulos e livros na área de educação, arquitetura e urbanismo. Patrícia Fraga é fundadora da Abayomi, presidente da Planeta Ética, Inc e consultora para felicidade nos ambientes. PhD em arquitetura, educadora e autora de diversos capítulos e livros na área de educação, arquitetura e urbanismo, vem se destacando nos últimos anos pelo trabalho na aplicação da Metodologia Abayomi, uma proposta pioneira de promoção de espaços inteligentes e felizes. Publicou seu mais novo livro, “Cidades Inteligentes e Felizes: convergências e conexões”.

Marcos Rossi é romancista, descendente de italianos, brasileiro do interior paulista e morando nos EUA desde 2004, Marcos é o que se pode chamar de cidadão do mundo, tendo visitado a trabalho ou a lazer, mais de quarenta países em cinco continentes. Ele é fluente em inglês, português e espanhol e têm seus três livros publicados no Brasil e nos EUA.

Formado em Economia e em Administração de Empresas pela Unicamp, tornou-se especialista em Logística, trabalhando nesse campo por mais de duas décadas e ensinando a disciplina em uma grande universidade na área de Miami.

No entanto, seu profundo interesse pela psicologia e natureza humana o levou a estudar o assunto e a obter a certificação como Life-coach. Hoje ele ajuda organizações e pessoas a alcançar um patamar mais alto.

Espiritualista, Marcos estudou as principais religiões e aproveitou suas viagens para visitar sítios arqueológicos, templos budistas e hindus, mesquitas, sinagogas e igrejas cristãs, inserindo tais experiências em seus escritos.

Ele também ama História e usa a maior parte de seu tempo livre lendo e assistindo documentários relacionados, o que o levou a concentrar seus romances em momentos históricos de sua preferência.

Seu mais novo romance “A Mais Bela Travessia” conta a saga de Matteo, um jovem que imigra da Itália para o Brasil no final do século XIX e passa pelas mais diversas aventuras e experiências de vida em uma terra estranha, imerso em uma cultura e idiomas que ainda não entende. Ambientado em um Brasil de um século atrás, o drama aborda temas intrigantes, polêmicos e atuais como o racismo, sincretismo religioso, pandemia, emancipação feminina e disputas ideológicas. Mas Marcos segue com novos projetos e diversificando sua atuação como escritor, trabalhando agora em uma biografia. Marcos vive em Miami, é casado com Vania e é pai de Gianlucca e Gianpietro.

Mentalidade do Imigrante

Jean Chamon

Dando continuidade ao nosso texto da edição anterior que falava sobre mentalidade de crescimento, vamos aprofundar fazendo a correlação com a mentalidade do imigrante que geralmente atravessa múltiplos desafios nessa jornada. 

É sabido que cada pessoa tem sua própria configuração genética, mas hoje se acredita que por meio de experiências, treinamento e esforço pessoal muitas habilidades podem ser desenvolvidas durante um ciclo de vida. Atualmente, a postura e mentalidade tem a capacidade de mudar seu perfil psicológico e os resultados em sua vida, negócio ou família.

Conforme afirmado pela Dra. Carol Dweck em seus estudos, quando pessoas acreditam que suas qualidades básicas podem ser desenvolvidas e melhoradas, as falhas, desafios e frustrações quando acontecerem irão de toda forma trazer dificuldades e dores, mas certamente não serão definidores de uma postura ou situação. 

No caso do imigrante vejo que essas afirmações são um exercício diário, pois mindset de crescimento estimula o alcance de objetivos por meio de ações e trabalho duro (Yeager, Dweck, 2020). Analisando do ponto de vista do imigrante, o mindset de crescimento estimula uma melhor adequação e adaptação em vários estágios do seu processo imigratório como por exemplo: Podemos elencar inúmeras questões em que a mentalidade de crescimento favorecerá o imigrante para ser mais bem sucedido em suas escolhas de vida, encarando de forma aberta e plena os desafios e aprendizados oferecidos.

A Dra. Dweck (2006) apresentou estudo que podemos relacionar com a vida do imigrante. O estudo se deu sobre o aprendizado de línguas na Universidade de Hong Kong analisando os perfis de mentalidade fixa e de crescimento. As classes regulares na universidade são ofertadas em língua inglesa e muitos alunos não possuem proficiência na língua. A universidade pesquisou se a oferta da disciplina de língua inglesa para alunos não proficientes seria bem recebida pelos calouros. Como resultado da pesquisa os alunos identificados com mentalidade de crescimento afirmaram enfaticamente que teriam interesse em fazer a disciplina. Entretanto, os alunos com mentalidade fixa, negaram a possibilidade de fazer parte da disciplina ofertada.

Em uma análise simples relacionada ao expatriado, é sabido que muitos por questões de não proficiência na língua nativa do país em que vivem optam, por receio de falhar, em viver somente em comunidades de imigrantes da mesma etnia e continuar falando a língua pátria. Correlacionando com o estudo da professora Carol Dweck vejo um espelho que muitos dos imigrantes pelo pensamento fixo se colocam em situação de evitar desafios ou potenciais derrotas. De forma direta podemos inferir que o imigrante com pensamento e mentalidade de crescimento tem maior chance de aprendizado da língua local do país que decidiu viver.

Outro fator que podemos correlacionar o tema ao mundo dos negócios e carreiras. Muitos imigrantes de mindset fixo buscam continuar os mesmos tipos de negócios e atuações profissionais que anteriormente exerciam em seu país de origem, sem observar que o cenário mudou completamente.

De outra forma, bem como os CEOs de sucesso, a mentalidade de crescimento no imigrante pode auxiliar a possibilidade de inovar e desenvolver produtos, aptidões, carreiras e habilidades que lhe forem apresentadas entrando em um ciclo de aprendizado contínuo em toda a sua vida. Historicamente, muitas nações foram e são desenvolvidas por imigrantes inovadores que certamente apresentam mentalidade de crescimento em muitos casos.

O imigrante que foca cada situação como oportunidade de aprendizado, sairá ao final da jornada muito mais forte e preparado do que quando se posiciona de forma negativa e estagnada, visualizando apenas os problemas. Modificando o pensamento, tão logo construirá novos hábitos que resultarão em ações impactantes para os objetivos que querem alcançar. 

Positividade sempre! 

Forte abraço!

O Oriente Médio (novamente) em chamas

Peter Ho Peng

Parte III – A guinada mundial

O que há então de novo? O mundo repudiou Israel nesse conflito. A Europa quase inteira (menos a Hungria, não me perguntem por quê) irá reconstruir a Palestina. Não classificaram publicamente as ações de Israel de Terrorismo Estatal, mas para o bom entendedor meia palavra basta. Mesmo dentro de Israel os oponentes do primeiro-ministro Netanhyahu se unem para fazer um governo de coalizão, que substitua o atual. Essa coalizão vai de A a Z, compreende todo o espectro político do país. A maldade das “margaridas” israelenses foi tão óbvia que os judeus mundiais não querem se identificar com essas flores. A Anti Defamation League, organização judia anti-zionista, tradicionalmente liberal e associada à esquerda americana, está quieta.

Quem fez Israel foram os americanos, após a Segunda Guerra, e, com a simpatia mundial, após o holocausto, foram com tudo em cima dos palestinos, apropriando-se de suas terras paulatinamente. Houve retaguarda militar de outros países, mas não se enganem: foram os americanos que fizeram Israel. O século XX foi o século da pax americana; tudo que se fazia no mundo era feito com um só corretor: os EEUU. 

O dinheiro da ajuda humanitária mundial vai reconstruir a Palestina, mas deveria ser totalmente dinheiro americano; quem fez a cacáca foram eles, mas o resto do mundo vai ter que limpar. Porém os americanos estão dando uma guinada na sua política. Tradicionalmente o Partido Democrata sempre foi o maior apoiador de Israel. Agora a política atual de Israel não encontra eco no Partido Democrata. A condenação a Israel veio principalmente dos congressistas democratas. Enquanto Trump e Netanyahu, o chefe de Israel, eram gêmeos univitelinos, agora mesmo o Partido Republicano está em silêncio. Leitores do B&B, vós notastes esse silêncio? 

Biden prometeu ajudar na reconstrução de Gaza. Com um pequeno caveat, mais para inglês ver: diz que vai canalizar a ajuda americana não para Hamas, que os EEUU chamam de organização terrorista, mas vai canalizar dinheiro para a Autoridade Palestina, um governo que não funciona, corrupto e disfuncional. E sempre afirmando seu apoio incondicional a Israel. Biden tem que ajudar na reconstrução de Gaza. Claro, foram eles que fizeram o estrago. Como posso fazer essa afirmação? 

Aqui tem um dito popular: Follow the money = Siga o rastro do dinheiro. Como o seu dinheiro, ou o nosso dinheiro, os impostos que pagamos, como isso contribui para a guerra no Oriente Médio? Simples. Grande parte dos fundos americanos que vão para Israel, são arrecadados via um canal que o IRS (Internal Revenue Service) chama de 501(c)(3). São ONGs, filantropias que vivem de doações, os doadores recebem abatimento do imposto de renda. Judeus americanos, ricos ou não, e americanos simpatizantes com as vítimas do holocausto, contribuem para Israel. Existem mais de 20 tipos de ONGs 501(c). Mas essa filantropia é solicitada para pesquisa e desenvolvimento, educação, defesa, coisas desse tipo; não poderia ser destinada para ataque, destruição e ocupação. É evidente que os helicópteros Apache e suas bombas são usados singularmente para ataque e destruição. Nenhum contribuinte para Israel quer se identificar com o que Israel fez agora. Israel sempre fez isso, mas agora passou da linha. Aqui o IRS não dá moleza. Vejam o próprio Trump enroscado com o IRS. Essa torneirinha pode e deve ser fechada. Mas será fácil mudar de roupa.

Um probleminha: Como exército ocupacionista, Israel controla tudo que entra e que sai da Palestina. Essa ajuda humanitária, para reconstruir hospitais, escolas, usinas de tratamento de água e esgoto, moradias, vai ter que pagar imposto de entrada, os custos do exército ocupacionista para abrir,  vistoriar, inventariar, conferir, reconferir, fechar e lacrar cada contêiner. Fazer todo esse trabalhão deve custar os olhos da cara; digamos, 30% do valor dos conteúdos de cada contêiner. A nossa famosa rachadinha, vestindo outras roupas, ternos e chapéus pretos. 

Mostrei nos artigos anteriores como os EEUU, esse mesmo país, ele próprio, foi construído da mesma maneira que Israel vai sendo, destruindo a Palestina, no caso atual; e os americanos destruindo os nativos, no caso anterior. Os americanos dão aulas de moral ao resto do mundo, mas para quem conhece História, os EEUU não possuem autoridade moral para dar lições de moral ao mundo. O pobre Biden, com todos os seus pepinos que tem por aqui, ainda tem que descascar abacaxi no Oriente Médio (abacaxi plantado e cultivado por eles mesmos). O Biden fala ainda no “two-state solution”, a criação de um estado palestino, que possa conviver pacificamente com um estado vizinho. Eu não creio na sinceridade disso; afinal, fala-se nisso desde que Israel existe. Enquanto isso, o seu plano de tentar usar investimento estatal feito com dívida orçamentária para infraestrutura vai sendo diluído pelos republicanos. Mas o investimento estatal em tecnologia para combater a China vai em frente.

Já que falei na China, notaram que eles ficam quietos nesse questão do Oriente Médio? É da cultura chinesa não botar azeitona no pastel dos vizinhos. E os americanos, vivem fazendo isso, botando azeitona no pastel dos outros, enquanto os seus pastéis estão furando e afundando no óleo, já preto de tanto uso. 

Minhas previsões: 

– Os quadros do Hamas vão engrossar exponencialmente.

– Netanhyahu vai ser despojado do poder e vai enfrentar a justiça israelense por corrupção. Israel vai ter nova liderança mas não vai mudar.

– Se houver alguma solução, não será liderada pelos EEUU. Ninguém mais acredita em  pax americana. É simples: os EEUU tem um montão de problemas neste momento. China. Covid. China. Orçamento. Fraude eleitoral. China. Racismo. Xi. Aquecimento global. Mais racismo. As iniciativas republicanas para supressão eleitoral. 5G. Captação de recursos para financiar seu plano de investimentos estatais para competir com a China. Inflação. Eleições de 2022. Tratado nuclear com o Irã. China. Os 30% da população que não quer ser vacinada. Furacões. De novo  China. Ai ai ai. Sim, o Biden bem que gostaria de dizer: danem-se vocês aí no Oriente Médio. Mas ele tem que estar no meio da confusão. E falando sempre pelos dois lados da boca, pois não pode perder votos em 2022. E em 2024 tem a volta do Trump. Fraude eleitoral vai sair da primeira página. Voltará a China à primeira página.

Balanço final. Quem venceu essa guerra? Não foi Israel. Não foram os EEUU. Não foram os civis palestinos. Não foi Hamas. Não foi o povo de Israel. Não foram os judeus externos que sustentam Israel com doações.  Não foi Netanyahu. É isso.

O Fracasso Ensina

Eliana Barbosa

Muitas são as pessoas que, ainda hoje, apesar de tanta inteligência e potencial para o sucesso, não conseguem se destacar na vida profissional e nem serem felizes em seus relacionamentos. Provavelmente você conhece indivíduos que são esforçados ao extremo, estudiosos, mas que se consideram “sem sorte” porque nada que empreendem dá certo. Eles querem vencer e se sentir realizados, mas sempre ficam com a sensação de que falta alguma coisa nessa trilha da vitória. 

O primeiro passo para se resolver essa questão é o autoconhecimento, o olhar pra dentro de si, conscientizando-se de que a tão almejada transformação interior só é possível quando se decide mudar a postura diante das adversidades, do fracasso e das perdas, no sentido de desenvolver o autocontrole –habilidade que nos permite gerenciar emoções, desejos e reações, mantendo o foco em objetivos relevantes, e de persistir, mesmo em situações mais problemáticas.  

Autocontrole é uma das mais fortes características da inteligência emocional. 

Esse preparo para enfrentar problemas ou mesmo as derrotas, e acatar os “nãos” que a vida oferece, é uma competência que vem sendo bastante estudada em vários países. 

Neurocientistas e psicólogos têm descoberto que as crianças que, ao longo de sua educação, aprenderam a lidar com perdas e frustrações, sem negativismo e autopiedade, apresentaram um melhor rendimento escolar, afastaram-se dos vícios, conseguiram poupar  dinheiro, e tornaram-se adultos mais felizes e bem sucedidos. 

Nesse estímulo para o desenvolvimento de suas personalidades, foi ensinado a elas a importância de se combater o sentimento de urgência, compreendendo que mais vale uma recompensa maior no futuro do que uma recompensa menor disponível no presente. 

Embora a habilidade de controlar impulsos decorra, em parte, de nossa herança genética, é importante saber que há também influência do ambiente, ou seja, da família e escola. Por isso, com o objetivo de desenvolver o autocontrole de seus alunos e estimulá-los a encontrar soluções para desafios, no mundo todo tem aumentado o número de escolas que criam jogos cujo prêmio depende da habilidade em lidar com a frustração, fazer escolhas melhores e adiar decisões, quando necessário. 

Por isso, para que pais e educadores consigam realizar suas missões com louvor, é importante que estejam prontos para preparar crianças e jovens para as naturais dificuldades da vida. Como diz o psiquiatra e escritor Augusto Cury, “Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes”. 

E lembre-se: nunca é tarde para mudar, adquirir novas habilidades, e ser feliz e bem-sucedido. Basta afastar de sua mente a idéia da perfeição e fazer de cada fracasso vivido uma experiência de motivação e aprendizado.

Criptomoedas podem revolucionar os investimentos em cidades americanas

Ilton Caldeira

Um novo capítulo na história das moedas virtuais está surgindo no horizonte: as criptomoedas lançadas por governos locais. A primeira iniciativa do gênero foi apresentada no início de agosto pela cidade de Miami, na Flórida (EUA). A MiamiCoin é a primeira CityCoin lançada com o objetivo de apoiar projetos de interesse público na Magic City (apelido da cidade) com a possibilidade de gerar lucros aos investidores por meio da valorização desse ativo.

Em sua essência, uma criptomoeda é o equivalente a dinheiro digital descentralizado, projetado para ser usado na internet. O Bitcoin, lançado em 2008, foi a primeira divisa virtual e continua sendo de longe o ativo mais popular nesse segmento. Mais de uma década depois, o Bitcoin e outras criptomoedas cresceram e ganharam presença nos mercados mundiais como alternativas digitais ao dinheiro emitido pelos Bancos Centrais.

A moeda virtual de Miami, ainda em fase inicial, prevê que cerca de 30% dos ativos sejam direcionados para uma carteira específica para uso em investimentos na cidade. Os investidores, por sua vez, seriam remunerados via Bitcoins. Além de Miami, a cidade de San Francisco, na Califórnia, também prepara o lançamento de uma iniciativa nos mesmos moldes, com sua própria CityCoin.

O movimento capitaneado da Flórida pode se espalhar rapidamente pelos EUA. Miami e o próprio condado de Miami-Dade, onde a cidade está localizada, estudam ampliar o uso de criptomoedas para permitir que os cidadãos paguem impostos utilizando ativos virtuais conversíveis em dólares e que funcionários públicos sejam remunerados por meios da moeda local. Para isso, uma força-tarefa foi criada com 13 membros locais para examinar a viabilidade de permitir que os residentes paguem seus impostos municipais, bem como taxas e serviços, usando moedas digitais.

Especialistas em finanças nos EUA avaliam que especificamente no caso de Miami a criptografia poderia ser atraente para os residentes devido à grande população da cidade ser oriunda de outros países. Como a criptografia é armazenada em carteiras digitais e não está vinculada a um país específico, os investidores estrangeiros e residentes não precisariam pagar taxas de câmbio para mudar sua moeda local para o dólar e vice-versa.

Mas para que essas propostas ainda nascentes possam de fato conquistar terreno e diversos “cripto hubs” se espalharem, questões legislativas e regulatórias precisam caminhar em paralelo. Para avançar com seus projetos, Miami não pode fazer isso sem que o poder legislativo do estado da Flórida aprove um pacote de leis pró-criptografia.

Miami tem como vantagem sobre outros centros de criptografia emergentes, até mesmo Wyoming, que já tem leis estaduais de suporte à criptografia, ser uma cidade internacional com uma infraestrutura bancária desenvolvida, e ter capitalistas de risco e indivíduos com alto patrimônio interessados ​​em financiar a inovação e o mercado de ativos digitais.

Todos esses pontos são importantes, mas a clareza e a segurança jurídica são questões centrais para que esse ambiente financeiro aflore de fato. A maior parte do trabalho jurídico precisa acontecer no nível federal. O foco maior na discussão atual em Washington está voltado para o combate à lavagem de dinheiro, uma melhor cooperação internacional entre os diversos governos nacionais (países) e subnacionais (Estados, condados e cidades), a recuperação de ativos e uma estrutura bem azeitada de fiscalização tributária. 

As criptomoedas nasceram em território livre e sem amarras regulatórias, mas em um ambiente mais seguro e com regras claras é provável que se tornem mais presentes nos serviços financeiros, com mercados emergentes acelerando a utilização desses ativos, assim como os mercados mais desenvolvidos expandindo e criando novos produtos de financeiros baseados nesses ativos.