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Uma velha guerra, mas uma nova guerra…Parte I

Como o inevitável acontece (em três partes) – O Oriente Médio (novamente) em chamas

Peter Ho Peng

Devido às nossas limitações de espaço, trataremos desse tema em três capítulos, e, ainda assim, todos sintéticos, pois o tema dá muito pano para mangas. No primeiro tomo, mostrarei por quê essas guerras são inevitáveis. No segundo, tentarei mostrar como os Estados Unidos criaram e mantêm esse panorama. No terceiro, mostrarei o que há de novo nesse cenário, e o que mudou nessa equação.

Como sabemos, em História nada sabemos. Segundo bem disse Harry Truman (o vice do FDR), ‘As únicas novidades que existem no mundo são aquilo que nunca nos foi contado.’ (História é escrita pelos vitoriosos.) De novo, guerra no Oriente Médio. E tudo se encaminhava para o mesmo escaninho da História quando aparentemente a equação mudou. O que mudou? Aguardem os próximos JB&B!

Como começou essa guerra? Como sabemos pelos textos bíblicos, os judeus foram expulsos do Egito, numa guerra territorial. Moisés comandou os judeus que sobreviveram caminhando 40 dias e 40 noites pelo deserto e chegando à costa, partiu o Mar Vermelho ao meio, conforme os livros sagrados, escapou da África, e iniciou os dois mil anos dos judeus vivendo em pogrom – diáspora. 

Em diáspora, conhecemos bem a perseguição que os judeus sofreram, tendo como exemplo supremo o nazismo e Auschwitz. Com o repúdio ao nazismo, e sua derrota na Segunda Guerra mundial, os judeus sobreviventes ao genocídio foram acolhidos mundialmente. E o movimento para apoiar o retorno dos judeus ao seu território histórico começou a tomar corpo. Tudo que foi feito depois da vitória dos Aliados contra o Eixo foi liderado pelos EEUU. O século XX foi o American Century, e as guerras, as ditaduras, tudo fez parte da Pax Americana. O novo estado de Israel foi a moldura de ouro desse quadro. Era a hora de voltar à sua terra histórica. O problema foi fazer isso sem negociação com os que ocupavam esse território que os judeus pensavam ser seu território original. Os americanos lideraram, financiaram e armaram o novo Estado de Israel, que se instalou nesse território, dando um chega prá lá, a cotovelada aos seus vizinhos. Cotovelada armada, pois os americanos estavam por cima do mundo, e a superioridade militar que eles deram aos judeus era infinita. Estado Ocupacionista pura e simplesmente, desde então e para a eternidade, ou até a destruição total da Palestina.

Começando com cem mil e poucos habitantes, o novo Estado de Israel foi atraindo mais e mais imigrantes, pois quem não quer voltar para sua terra? E os israelitas foram expandindo gradualmente seu território, e dando sempre um ‘chega prá lá’ aos palestinos. Imaginem agora, com uma população de quase dez milhões.  Do seu território original, Israel ocupa hoje mais de 100 vezes a área inicial, se bem que a maior parte consiste de desertos. Com esse defeito de origem, as guerras são inevitáveis. A maioria do Estado de Israel consiste de territórios ocupados à força, dada a sua grande superioridade militar. Porém a grande vantagem dos israelitas foi haver organizado um estado que funciona, ocupando territórios onde não existia um estado organizado. Armados militarmente pelos americanos, e intelectualmente por conhecimento de judeus do mundo todo, Israel prosperou tremendamente. Sim, os séculos após séculos de diáspora vão formando, geração a geração, aquela mentalidade competitiva, não fìsicamente, pois os judeus não se destacam atlèticamente em nenhum esporte, mas se preparam intelectualmente. O exemplo pinacular, é claro, Albert Einstein. O exemplo militar é o arsenal de 200 bombas nucleares que Israel detém (atualmente).

O primeiro grande esforço de Israel foi produzir alimentos no deserto. Sem água doce, Israel desenvolveu primeiro métodos de desalinização de água do mar. Mas não pararam aí. Israel é hoje um país com alto nível de educação, renda, saúde, expectativa de vida, e alto em todos os parâmetros usados para medir qualidade de vida e desenvolvimento. Na pandemia recente, serviu de exemplo. 

Mas sua formação teve um defeito de origem que nunca foi solucionado. O Estado de Israel não foi negociado. Foi feito na marra. À força militar, ocupando territórios ocupados por outro povo, os palestinos. E até hoje é mantido por força militar. O mais recente “conflito” foi precipitado pelo despejo de seis (6) famílias palestinas de suas casas geracionais para fazer lugar a imigrantes judeus. As ações de despejo são justificadas por um velho argumento: essas terras são nossas: nossos antepassados eram donos desses terrenos. Como a Palestina não é um estado organizado, tem governos disfuncionais, não possui mecanismos para contestar esses argumento israelitas. Os novos imigrantes judeus são radicais, armados e completamente identificados com o método do “chega prá lá” ou da cotovelada. A ação de despejo é de demolir totalmente o que foi construido nesses terrenos contestados, e esse foi o estopim da recente guerra entre Israel e Hamas. Hamas é o braço armado dos palestinos, e é classificado pelos EEUU como uma organização terrorista. 

Para milhões de palestinos, essa rotina da ocupação israelita faz parte da humiliação diária que o Estado ocupacionista lhes inflinge.

Muhammad Sandouka construiu sua casa há mais de 15 anos. Ele e seu filho, nascido nessa casa, demoliram essa casa, para resgatar materiais de construção depois que as autoridades israelitas decidiram que a casa deveria ser arrasada para melhorar a vista dos turistas do Templo nos arredores. O Sr. Sandouka, 42 anos de idade, instalador de cozinhas, estava trabalhando quando um inspector confrontou sua esposa com duas opções: Demolir sua casa, resgatando os materiais de construção, ou o governo de Israel iria arrasar tudo e cobrar dez mil dólares da família pelos seus custos. Assim é a vida dos Palestinos sob uma ocupação militar. Sempre sob o pesadelo da visitas das autoridades que vestem a estrela de seis pontas; o terror perene daquele “knock on the door”.

Tráfico Humano, Mitos e Verdades.

Anna Alves Lazaro

O tráfico humano é caracterizado pelo “recrutamento, transporte, transferência, abrigo ou recebimento de pessoas, por meio de ameaça ou uso da força ou outras formas de coerção, de rapto, de fraude, de engano, do abuso de poder ou de uma posição de vulnerabilidade ou de dar ou receber pagamentos ou benefícios para obter o consentimento para uma pessoa ter controle sobre outra pessoa, para o propósito de exploração”. A definição encontra-se no Protocolo Relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em Especial Mulheres e Crianças, complementar à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, conhecida também como Convenção de Palermo.

É um crime transnacional que tem vitimado mais de 40 milhões de pessoas ao redor do mundo. Uma triste e cruel realidade que precisa ser combatida.    No entanto, para fazer uma mudança real, precisamos entender a questão – que é ainda maior e mais complexa do que a maioria das pessoas imagina.

Por meio da minha experiência de estudos e  pesquisas sobre tráfico humano tive a oportunidade   de  compreender  as origens, redes e cultura por trás desse crime hediondo.

O tráfico de pessoas ocorre em quase todos os países e tem uma vasta rede de agentes criminosos bem articulados e infiltrados em praticamente todos os setores da sociedade ​​dificultando sobremaneira as investigações.  De acordo com as Nações Unidas, existem mais de 40 milhões de escravos no mundo.

O Departamento de Estado dos EUA cita que 600.000 a 800.000 pessoas são traficadas através das fronteiras todos os anos.  Mas esses números geralmente são subnotificados e as vítimas geralmente ficam escondidas nas sombras, o que significa que as estatísticas têm um certo grau de relatividade.

Além disso, há muitas informações incorretas que são propagadas tornando mais difícil ainda a prevenção e proteção das vítimas. Fala-se sobre o tráfico de pessoas como um problema que precisamos enfrentar e erradicar, mas para isso, primeiro precisamos separar os fatos da ficção.

Aqui estão alguns dos mitos de tráfico mais comuns e a verdade sobre o que realmente está acontecendo.

Mito: Tráfico de Seres Humanos e Contrabando de Pessoas são a mesma coisa.

Embora os dois termos sejam freqüentemente usados ​​alternadamente, tráfico de pessoas não é contrabando de pessoas.  Tráfico é o recrutamento, transporte, abrigo ou recebimento à força de uma pessoa para explorá-la para fins de prostituição,venda de órgãos, casamento forçado,  trabalho forçado ou escravidão.  O contrabando de pessoas, por outro lado, é o transporte de um indivíduo de um destino para outro, geralmente com o consentimento dele – por exemplo, além de uma fronteira.

É uma distinção importante – e que deve ser clara para que os responsáveis ​​pela aplicação da lei e os formuladores de políticas abordem cada questão de maneira adequada.

Mito: a maioria dos traficantes é o que os filmes mostram a você.

Os traficantes nem sempre são gangsters poderosos da maneira como filmes convencionais como Taken tendem a retratá-los.  O tráfico de pessoas ocorre  em uma ampla gama de classes socioeconômicas, e as pessoas envolvidas podem ser qualquer um – não existe um tipo único de traficante. Em muitos casos, os traficantes são  políticos, policiais locais e personalidades famosas. Em muitas situações, tais traficantes  são empresários, donos de restaurantes, hotéis e escolas, e hospitais.

Embora o crime organizado desempenhe um grande papel no tráfico global de pessoas, as comunidades, os governos locais e até as famílias também estão frequentemente envolvidos no processo.  Muitas vezes, é unicamente sobre o aspecto financeiro – aqueles que vendem seus filhos podem não ser pessoas “más” ou “más”, eles simplesmente sentem que não têm outra escolha para sobreviver e dar uma “melhor condição de vida” aos filhos. 

Mito: Tráfico de Seres Humanos Refere-se Apenas à Prostituição Forçada. 

Existem milhares de crianças, mulheres e homens em todo o mundo forçados ao trabalho escravo em minas de carvão, na agricultura, em fábricas. O tráfico de pessoas nem sempre é igual à prostituição – pode incluir servidão contratada, outra exploração na força de trabalho e até mesmo o comércio de órgãos.

Mito: Somente Mulheres são Traficadas. 

Homens e meninos também são traficados e freqüentemente recebem muito menos atenção do que as mulheres traficadas.  Em parte porque é muito difícil tirar meninos do tráfico, especialmente do trabalho sexual, porque a atividade gera o tipo de dinheiro rápido que não pode ser feito em nenhum outro lugar.  Homens e meninos muitas vezes permanecem invisíveis no diálogo sobre o tráfico, ou presume-se que são traficados apenas para trabalho. 

Mito: Todos os traficados são sequestrados ou enganados.

Quando pessoas respondem a anúncios de entretenimento ou empregos de garçom ou garçonete, elas correm o risco de cair em agências de colocação fraudulentas, que podem confiscar seus documentos e forçá-las a trabalhar com sexo.

Mas outras vezes, as vítimas de tráfico entendem claramente as situações em que estão entrando e sabem que serão exploradas.  Eles optam por ir de qualquer maneira porque acreditam que no final terão lucro.  Alguns optam pelo tráfico devido à falta de empregos em suas comunidades.  Em outros casos, as famílias pobres enviarão suas próprias filhas para o trabalho sexual ou trabalho para o pagamento único lucrativo, bem como o potencial para mais no futuro – assim que uma pessoa traficada saldar sua “dívida” (a viagem  e as taxas de documentos que os traficantes dizem às suas vítimas que eles devem), ela pode começar a ter lucro.

Quando as crianças estão envolvidas em trabalho forçado ou trabalho sexual, elas não fizeram essa escolha por si mesmas.  Isso em todos os casos é tráfico humano.

Mito: o tráfico só acontece em outros países, não nos Estados Unidos. 

Embora o tráfico seja frequentemente considerado algo que acontece além das fronteiras internacionais, também acontece na América – todos os dias.  De acordo com o Polaris Project, existem de 100.000 a 300.000 crianças prostituídas na América e muitas mais em risco.

Embora seja assustador – e às vezes deprimente – tentar entender o tráfico humano em nível global e local, também é fortalecedor.  Depois de conhecer a realidade do tráfico humano, você estará mais bem preparado para aumentar a conscientização e começar a agir.

Aprenda como se proteger e proteger sua família, informe-se e compartilhe as informações.  Não silencie, denuncie. Visite o site da Hope & Justice Foundation e saiba como você pode fazer a diferença. 

www.hopeandjusticefoundation.org

Redes Sociais e Autoestima

Eliana Barbosa

É inegável a importância das redes sociais como poderoso instrumento de publicidade e comunicação, bem como responsáveis por mudanças de comportamento e costumes. Pesquisas recentes têm demonstrado que as redes sociais influenciam diretamente – de forma negativa ou positiva – na autoestima de seus usuários, principalmente dos jovens. 

Aqueles que têm a autoestima fragilizada são propensos a se sentir rejeitados e com sua autoconfiança abalada quando suas publicações não são “curtidas” como eles gostariam, quando leem comentários negativos a seu respeito, ou quando se deparam com fotos de amigos ostentando passeios, romances e felicidade. 

Já as pessoas com a autoestima em alta usam as redes sociais para compartilhar  conteúdo relevante e positivo, o que lhes traz mais aprovação e admiração, fortalecendo, assim, sua marca pessoal. 

Veja aqui, então, 5 dicas de como usar as redes sociais de forma sensata e madura: 

– Evite ao máximo se expor

Nada de ficar ostentando seu corpo, o namorado ou marido, seus filhos, sua casa, seu carro, etc… Ostentação é sinal de insegurança e baixa autoestima. E a privacidade é um direito muito valioso para ser desprezado! 

– Nada de informar sua localização atual

Não é seguro para você, nem para seus familiares. Se quiser contar sobre um passeio, publique as fotos e comentários depois que voltar. 

– Jamais utilize as redes sociais para desabafar sobre alguém que o desagrada 

Se for preciso, diga à própria pessoa, por mensagem particular. Maledicência, falta de educação e de ética são formas de denegrir a sua própria imagem. 

– Use as redes sociais para espalhar o bem

Postando textos e vídeos que sejam de utilidade pública (inclusive denúncias comprovadas e sérias), assim como mensagens que sirvam para gerar motivação para seus contatos. 

– E, finalizando, utilize os três crivos ensinados pelo filósofo Sócrates (469 a.C. – 399 a.C): 

O crivo da Verdade (tenha absoluta certeza do que vai dizer), o da Bondade (o que for comentado deverá ser em benefício de alguém) e o da Utilidade (o que for dito deverá ser útil para as pessoas). 

Pense nisto!

Inteligência Emocional

Jean Chamon

Nesse mês, falaremos um pouco sobre um assunto que afeta nossas vidas em família, profissionalmente e em quaisquer outras situações ou tarefas diárias. Vamos abordar de maneira simples a tão falada Inteligência Emocional (IE).

Do Ponto de vista profissional, atualmente pela grande competitividade dos mercados globais, as corporações desejam que seus funcionários atuem em equipes de trabalho com habilidades colaborativas e lidando com competências e habilidades que envolvem muito mais que as capacidades cognitivas enfrentando fatores emocionais como tomada de decisão sob pressão e resolução de conflitos.  

Infelizmente, várias pesquisas demonstram que as instituições de ensino superior focam na formação de profissionais com habilidades cognitivas. Entretanto, devido à grande pressão dos mercados globais, a formação dos profissionais deve também se preocupar em preparar os requisitos comportamentais e atitudes requeridas por um mercado professional atualmente contextualizado pela alta competitividade. 

Cada vez mais tem crescido a ênfase sobre a importância no mundo dos negócios de habilidades interpessoais, Inteligência Emocional (IE) e capacidade de resolução de conflitos. 

Podemos definir Inteligência Emocional como a habilidade de monitorar os próprios sentimentos e dos outros discernindo em relação aos mesmos e sobre o fato da utilização dessa informação para direcionar e guiar pensamentos e ações. Vários pesquisadores e profissionais da área afirmam que a Inteligência emocional é duas vezes mais importante que conhecimento técnico e o Quociente de Inteligência (QI) para obtenção de sucesso profissional em todos os níveis.

Também é colocado a IE como a habilidade de perceber, entender e regular as emoções próprias e de outras pessoas. As emoções permeiam as relações humanas e podem significativamente determinar as experiências pessoais nos locais de trabalho influenciando seu bem-estar, motivação, satisfação e performance. Infelizmente, pela dualidade cartesiana as emoções, foram colocadas de forma oposta da razão sendo o estudo das emoções relegado a segundo plano nas pesquisas organizacionais. 

Uma habilidade que é altamente impactada pela IE é a capacidade de resolução e gestão de conflitos. Pode-se entender por gestão de conflitos como a abordagem individual usada na resolução de conflitos e com o objetivo de encontrar uma metodologia para resolução satisfatória dos problemas. De acordo com vários autores os gestores e líderes organizacionais utilizam 25% do seu tempo lidando com conflitos. 

Muitos profissionais em diversas situações encontram dificuldades de relacionamentos e barreiras entre gestores e executivos. Infelizmente, muitos desses líderes apresentam baixos níveis de inteligência emocional. Pesquisando sobre o assunto, encontrei algumas dicas interessantes de 5 formas simples de desenvolver a Inteligência Emocional que gostaria de compartilhar:

O desenvolvimento da Inteligência Emocional envolve tempo e predisposição para encarar de forma proativa os desafios cotidianos e utilizar as técnicas existentes para melhor gerenciamento das emoções. Um nível elevado de IE vai propiciar um melhor relacionamento profissional e pessoal. Trabalhe diariamente sua Inteligência Emocional!

1- Gerenciar as emoções negativas. Quando as emoções negativas são gerenciadas e reduzidas existe uma menor possibilidade de que o líder, gestor ou profissional se sinta sobrecarregado. Uma forma de se trabalhar a questão é observar uma mesma situação em diversos pontos de vista e praticar essa postura com frequência.

2- Observar a forma como coloca e verbaliza seu vocabulário. Existem muitas formas de verbalizar problemas e situações. De toda forma, devemos sempre buscar colocar problemas e situação cotidianas de forma a apresentar um cenário claro de forma específica e apresentando cenários e soluções positivas.

3- Praticar a empatia em seu local de trabalho. Observar e se colocar na situação de colegas de forma simples pode auxiliar a entender os cenários e situações cotidianas de trabalho. Procure interpretar as dicas verbais e não verbais para observar que cada um possui suas próprias questões internas de comportamento.

4 – Identificar os fatores que potencializam seu stress. Observar fatores estressores em seu cotidiano auxiliam de forma clara e inteligente a nos auxiliarem a gerenciar de forma proativa e evitar situações em que te colocam em rota de colisão ou nervosismo.

5- Encarar as adversidades de forma positiva. Posicione-se em cada situação problemática ou desafio de forma a superar e atravessar as barreiras impostas, evitando pessimismo e reclamações. Tente sempre aprender algo em qualquer situação adversa. 

A arte de Edson Campos no Albin Polasek Museum

Nereide Santa Rosa

O carioca Edson Campos desde jovem se interessou por artes visuais em múltiplas mídias. Mudou-se para os Estados Unidos, em 1978, e a partir de então, tornou-se um artista consagrado expondo em várias cidades norte-americanas, culminando com Orlando Modern Art Collection lhe homenagear com o título de “Artista do Ano”, em 2003. Em 2021, retomando a vida cultural na Flórida, Edson Campos comemora sua exposição no Albin Polasek Museum, em Winter Park.

Entre os museus de arte na Central Florida, mais especificamente em Orange County, Albin Polasek Museum & Sculpture Gardens é destaque e referência. Fundado em 1961, o museu tem uma coleção de arte com foco principalmente na escultura do artista Albin Polasek. O museu oferece visitas guiadas à histórica residência de Polasek, um jardim de esculturas ao ar livre, uma galeria com exposições rotativas e uma loja de presentes. 


Albin Polasek Museum & Sculpture Gardens 

“Fall of a dream”, Edson Campos , 82″ x 40″ 
Obra premiada com medalha de ouro no Historic French Salon,
em 2020 que estará exposta.

Nascido na província da Morávia (atual República Tcheca), Albin Polasek imigrou para os Estados Unidos como um jovem entalhador, em 1901. Mais tarde, frequentou a Pensylvania Academy of Fine Arts na Filadélfia e a Academia Americana de Arte em Roma. Durante sua influente carreira artística e educacional, Polasek ganhou muitos prêmios por seus trabalhos e foi encarregado de criar inúmeras esculturas públicas, agora encontradas em vários países da Europa e na América. 

Polasek dedicou sua vida ao incentivo ao estudo, apreço e aprofundamento da arte e aposentou-se quando morava, em Winter Park, Fl, em 1950, após quase trinta anos como chefe do Departamento de Escultura do Art Institute of Chicago. Albin Polasek projetou sua casa com um estúdio em funcionamento no centro, rodeado por jardins pitorescos. Em 1961, a Fundação Albin Polasek foi formada a pedido do escultor, e sua galeria foi aberta ao público como um museu. A partir de 1998, os curadores do museu renovaram seu compromisso de promover ativamente o legado de Albin Polasek com base em um plano de melhoria de longo prazo e, em 2008, o museu foi reformado e pintado de novo com fundos gerados de maneira privada. Este plano em andamento se concentra na renovação e expansão do museu, aumentando a conscientização pública sobre o museu e desenvolvendo o profissionalismo cultural e educacional. Como resultado desses esforços, o museu foi adicionado ao Registro Nacional de Lugares Históricos. Albin Polasek recebeu a honra de Great Floridian 2000 e foi incluído no Hall da Fama dos Artistas da Flórida em 2004.

Uma curiosidade sobre o prédio histórico que faz parte do complexo do museu, a histórica Capen-Showalter House, em Winter Park que seria demolida em 2013. Com a apoio do Museu, dos Amigos da Casa Feliz e centenas de apoiadores da comunidade, a casa histórica, um prédio de 200 toneladas, foi resgatada e literalmente movida por empreiteiros que cortaram a casa em duas metades – apelidados de Fred e Ginger – e flutuaram as partes através do Lago Osceola em um evento único que atraiu cobertura nacional de notícias. O processo de renovação incluiu a reinstalação das duas metades da casa, restaurando os pisos originais de pinho de 1885 e equipando a estrutura com banheiros acessíveis. O projeto ganhou o Prêmio de Realização Organizacional de 2014 do Florida Trust for Historic Preservation em reconhecimento a essa conquista notável. E a arte de Edson Campos, um artista visual brasileiro se faz presente neste museu tão especial. A exposição, A Classical Conversation: Jack Hill and Edson Campos revela a forma clássica e a beleza dos dois talentosos artistas, Jack Hill e Edson Campos, residentes na Flórida. Uma versão moderna e às vezes surrealista do corpo humano executada de forma graciosa e hiperrealista, que alude às inspirações clássicas de cada artista, respectivamente. A exposição estará aberta entre 20 de julho e 3 de outubro de 2021.

Vale a pena conferir e prestigiar Edson Campos, um dos nomes mais representativos da arte de brasileiros na Florida e nos Estados Unidos. 

Respeito e paciência

Eraldo Manes Junior

Ficava desconfortável quando via uma criança agitada e demonstrando impaciência. A minha cabeça julgava a atitude como uma criança mimada. Quanta ignorância e egoísmo da minha parte. Mais tarde, pude entender a complexidade que envolve o Autismo. A síndrome é de difícil diagnóstico, tem vários espectros e terapias muito particulares. Então, o mínimo que recomendo a quem desconhece o assunto é ter respeito e paciência, tanto com a criança quanto com seus familiares.

No lugar da crítica, podemos ajudar com uma boa conversa, oferecer um ombro amigo ou simplesmente dar um forte abraço.

Tenho um afilhado autista e, infelizmente, não interajo com ele como gostaria. O contato físico é possível através de beijos, abraços e muito carinho. Entretanto, a ausência da comunicação do olhar torna o relacionamento um pouco mais distante. Graças ao amor que sinto pela criança e pela família o entendimento é perfeito.

Em junho, o Focus Brasil Orlando apresentou um painel sobre Autismo. Cinco mães de autistas compartilharam suas experiências com o público. O assunto repercutiu tanto que o B&B decidiu registrar as nuances e desafios do Autismo. Confira também os artigos de nossos colaboradores. 

Boa Leitura.

O que faz um poeta?

Peter Ho Peng

Lembranças do meu amigo Mario   

Mas como, Pedro, o nome do teu amigo não é proparoxítona? Não leva o acento agudo no á? Sim, é proparoxítona, mas ele é o Quintana! O Mario não leva acento! Quintaneiro, Mario escrevia quintanares (conforme Cecília Meireles) para nós, fazia quintanices conosco. Ah, meus amigos brasileiros, não sabeis o que perdestes!

(Frases soltas)

…até onde irá a procissão dos postes, unidos, pelos fios, à mesma solidão?

Senhor! Que buscas Tu pescar com a rede das estrelas?

De que me serve o molho de chaves, se joguei todas as minhas no mar?

Nasci em Shangri-La… Pois quem foi que não nasceu em Shangri-La?

As folhas enchem de fffs as vogais do vento…

Vidas e poemas têm a certeza do anacoluto…

(Sobre Camões): Seu nome retorcido como um buzio

(Poemas)

Um poema é como um gole d’água

bebido no escuro

Como um pobre animal

palpitando feri-i-i-do

Como uma pequenina-moeda-de-prata

perdi-i-i-da para sempre

na floresta escura…

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Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!

Primavera cruza o rio

Cruza o sonho que tu sonhas.

Na cidade adormecida

Primavera vem chegando.

Catavento enlouqueceu.

Ficou girando, girando.

Em torno do catavento

Dancemos todos em bando.

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O mundo é fragil / Cheio de fremitos / como um aquário

O que faz um poeta? Escrever poesia? Eu acho que não é bem isso. O poeta é um amigo que faz todo dia ser um bom dia para lembrarmos dele. Como um parente, duas ou três gerações à parte, não importa. E como um parente, pode ser lembrado ou sorridente e bem tratado, ou ferido, com dor. Lembranças podem trazer alegrias ou tristezas. E suscitar perguntas. Algumas difíceis de responder. 

Como pode um escritor com um acervo tão extenso, tendo, ao longo mais de meio século, escrito doze livros e publicado várias antologias, e tendo traduzido Proust, Conrad, Voltaire, Virginia Woolf, Maupassant, Balzac, Graham Greene, Merimée, e outros, e ter sido admirado por Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos, Cecilia Meireles, Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Erico Verissimo, como pode esse ser, patrimônio da humanidade de um país, ter sido despejado do hotel onde morava, e onde morou por longos anos, foi deixado apenas com uma mala na calçada, sem um tostão, aos 70 anos de idade. Não apareceu ninguém naquele povoado para pagar a conta!!! 

Aí apareceu o craque Falcão, nosso imortal camisa 5 (e olha que sou tricolor doente); e, sem alarde, o hospedou em seu hotel pelo resto de sua vida, por mais 18 anos. E tudo que escrevia, o fazia à mão, sobre papel. Como pode esse acervo ter sido ignorado por mais de doze anos por aquela gente, até que um instituto do centro do país o hospedou e hoje o preserva como riqueza inequalável? Como pode esse patrimônio cultural nacional ter sofrido esse risco de ter sido danificado e perdido? Como pode o Mario ter sido rejeitado por duas vezes para a casa de Machado de Assis, até que ele rejeitou uma terceira candidatura? Bem, agora aquele primeiro hotel que para mim ficou malfadado, depois foi tombado e virou a Casa de Cultura Mario Quintana, mas, como dizemos aqui, too little, too late. 

Tudo isso vale a pena rever, é o nosso auto-retrato, como sociedade, como povo. É um exercício de auto-conhecimento. Será que adianta? Não acredito, mas tento. Ah, antes que me esqueça, tem post-scriptum. Fiz uma sacanagenzinha. Inseri duas penguices no meio das quintaneiras… Foi o jeito de eu estar ao lado do meu amigo. 

MARCO Maciel, Edmar Bacha, Fernando Henrique Cardoso, Jose Sarney, Arno Wehling, Evanildo Cavalcanti Bechara, Domicio Proenca Filho, Rosiska Darcy de Oliveira, Paulo Coelho.

Hope & Justice Foundation no Enfrentamento da Violência contra a Mulher

Anna Alvez-Lazaro

Você sabe quais tipos de violência que uma mulher pode sofrer? Você conhece alguma mulher que está sofrendo algum tipo de violência? Leia a carta aberta à mulher vítima de violência, escrita por uma das voluntárias da Hope & Justice Foundation e se você precisar de ajuda, entre em contato conosco através do e-mail: gamvv@hopeandjusticefoundation.org  – GRUPO DE APOIO À MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA. 

Carta aberta à mulher  vítima de violência

 “Eu posso não lhe conhecer pessoalmente, posso não saber da sua história, posso não lhe ver, mas eu lhe escuto e sei que você está aí. Você não é culpada pelo seu abuso e pelo que aconteceu com você. Você não pediu por isso. Você não deveria ter que fingir que nada aconteceu. Você não deveria ser silenciada. Você merece ser ouvida. Você não deveria sentir como se não tivesse valor. Ninguém tinha ou tem o direito de lhe violar. Você é uma sobrevivente de abuso e agressão e esta violência contra você é um erro. Você deveria e deve ser tratada com dignidade e respeito.

 Você se acostumou a viver com medo. O seu agressor pode ter violado sua mente e seu corpo, tornando você receosa em agir, com medo de irritá-lo. Ele lhe machucou de maneiras inacreditáveis, usando as mãos e palavras. Você não entende o porquê das punições e agressões. A verdade é que você não merece isso, mas ele fala que foi você quem causou. Você não entende como num dia ele está violento, mas no outro ele está calmo.

 Controlada por ele, sem ter a escolha de ver quem quiser, de escolher um amigo, de ir a qualquer lugar, de comprar o que deseja, de vestir o que gosta. Você sente como se fosse uma marionete e ele o manipulador. Você não sabe mais o que é ter liberdade. Mas eu quero que saiba que tudo que seu agressor lhe falou é mentira.

 Eu sei que é difícil, que às vezes sente-se como se não conseguisse sobreviver, mas você consegue. Sei que pode-se sentir como se estivesse em pedaços, usada e esquecida. Mas quero que saiba que você pode se recuperar, que existe esperança e ajuda. Pedir ajuda e achar uma saída é difícil. Seu agressor pode ter lhe ameaçado ou, então, ameaçado seus filhos ou família. Você sente que fugir dessa violência é impossível, que sua autoestima e confiança são inexistentes. Mas não desista e, sim, persista.

Não precisa se sentir humilhada por ter que pedir ajuda, isso na verdade é ter coragem. As dificuldades não foram feitas para lhe desencorajar, mas para lhe ajudar a ser mais forte.

 Esse é um dos primeiros passos para livrar-se da constante agressão. Você pode se sentir desmotivada, mas existem pessoas para lhe ajudar. Você não está sozinha. Deixe sua mente processar as mudanças, você precisa de tempo para se recuperar e ajustar. Procure pessoas que possam lhe ajudar, organizações que lhe apoie, encontre atividades que lhe faça feliz, que lhe acalme. Você não é mais uma prisioneira. Você não tem nada para se envergonhar. Mas o mais importante é: lembre-se de que você consegue seguir em frente.

 Quero lhe lembrar que você tem valor. Quero lhe ajudar a se reerguer, mostrar que, por mais que você tenha presenciado tanta violência, a vida ainda tem muito a ser vivida, coisas que podem lhe alegrar e lhe dar esperança. Não tenho ideia do que se passa na sua mente, mas quero que coloque tudo para fora, que não guarde apenas para si. Compartilhe a dor, você não precisa carregar isso sozinha. Mesmo que as pessoas lhe julguem, lembre-se de tudo que enfrentou para estar aqui nesse momento, livre. As memórias podem não sumir completamente, mas agora é a sua vez de criar lembranças boas, que lhe encham de paz e que, aos poucos,  substituam as memórias ruins. Estou aqui para ouvir você rir, chorar, gritar e desabafar. Você é uma sobrevivente.”

10 ATITUDES PARA ABANDONAR JÁ!

Eliana Barbosa

Chegou a hora de dar um basta em atitudes que só atrasam sua vida e seu sucesso. Eis aqui 10 atitudes para você abandonar hoje, aqui e agora: 

1. Sofrer o medo de fracassar

Você já pensou quantas oportunidades perdeu por medo de se frustrar, de não dar certo? Entenda que o fracasso verdadeiro é não tentar acertar. 

2. Sentir-se culpado por tudo que acontece à sua volta e ficar pedindo desculpas o tempo todo

Esta atitude é sinal de baixa autoestima e as pessoas não confiam em quem não demonstra confiança em si mesmo. 

3. Sentir constrangimento em dizer “não” para os outros

É hora de abandonar essa mania de ser perfeito e bonzinho para todo mundo, e começar a ser mais sincero com você mesmo!  Seja bom, justo, solidário, mas bonzinho… Só para você mesmo! 

4. Ficar comparando a sua vida – que é real –  com a dos personagens das novelas ou dos seus amigos virtuais

É preciso aceitar sua realidade e ter maturidade para distinguir o que é verdadeiro do que é apenas criação artística ou ostentação.  

5. Aceitar relacionamentos tóxicos, de amizade ou amorosos

Quando você deixar de aceitar aquelas relações que lhe fazem mal, você poderá, enfim, entender o que é paz interior. 

6. Usar a crise como desculpa para suas dificuldades

Assuma a responsabilidade pelos seus pensamentos, emoções, escolhas e atitudes, e comece a ver a crise como a mola que vai impulsioná-lo a sair do marasmo e descobrir seu potencial de sucesso. 

7. Ficar dizendo que isso ou aquilo é imperdoável

É hora de abrir seu coração e se dispor a perdoar, limpando suas emoções e o seu corpo do lixo dos ressentimentos, deixando de dar importância ao ofensor, e seguindo em frente. 

8. Ferir os outros com críticas

Todo mundo tem qualidades e quanto mais você as valoriza, mais essas pessoas irão querer mostrar o que elas têm de melhor. 

9. Sentir-se uma vítima da vida, um azarado e ficar reclamando de tudo

Esse “coitadismo” só atrai para você mais razões de sofrimento. 

10. Fazer comentários sobre a falta de dinheiro

Focar na escassez é a forma mais rápida de atrair penúria para você! Por mais difícil que estejam suas finanças, comente e sinta profunda gratidão pelas bênçãos de sua vida.

A Questão do Valor

Jean Chamon

Nesse mês falaremos um pouco sobre gestão e valor. Com a grande concorrência atual, os mercados são impulsionados pela escolha. O cliente se encontra na fase em que tem muitas opções podendo escolher produtos por critérios de qualidade, preço, marca, tecnologia, grau de diferenciação ou apenas por status. Nesta situação de grande opção de escolha, o cliente se torna em muitos momentos o controlador do mercado, conduzindo através de suas necessidades e desejos todo o ambiente de mercado, dizendo o produto que quer, o preço que está disposto a pagar e a qualidade desejada.

Nesse mercado surge a questão do valor agregado e em como atribuir valor para o cliente, obtendo vantagem competitiva sobre os concorrentes. Então nos perguntamos o que seria valor em termos empresariais e de gestão. Segundo o Professor de Harvard, Michael Porter (1999) podemos definir valor como um montante que os compradores estão dispostos a pagar por aquilo que uma empresa lhes fornece. O valor é medido pela receita total, reflexo do preço que o produto de uma empresa impõe e as unidades que ela pode vender. 

Quando se concentra a atuação no valor econômico pode-se identificar quatro tipos de valor: 

• Valor de custo, como sendo o total de recursos medido em dinheiro, necessário para produzir/obter um item. 

• Valor de uso, como a medida monetária das propriedades ou qualidades que possibilitam o desempenho de uso, trabalho ou serviço. 

• Valor de estima, com a medida monetária das propriedades, características ou atratividades que tornam desejável sua posse. 

• Valor de troca, como a medida monetária das propriedades ou qualidades de um item que possibilitam sua troca por outra coisa. 

Observando várias definições e autores a noção de valor para o cliente é baseada na percepção da vantagem ou do benefício que ele recebe em cada transação com a empresa. O preço pago é apenas uma parte do esforço para obter o produto ou serviço. O cliente avalia também a rapidez e o conforto para obter o produto e a oportunidade de conseguir o que deseja.

Em um ano de pandemia na qual as relações de valor atingiram aspectos únicos na qual o conforto e as necessidades primarias foram de muitas formas alteradas, empresas como a gigante Amazon são um bom exemplo de como atingir vantagem competitiva por meio de agregação de valor.

Em 2004, após dez anos de fundação a receita anual da Amazon era algo em torno de 7 bilhões de dólares. Em 2018 a corporação atingiu receita anual maior que 230 bilhões de dólares. Nesse cenário a empresa tem crescido a uma taxa de 20% ao ano. É importante observar como a Amazon em duas décadas se transformou de uma simples vendedora de livros online na maior empresa em força de vendas e diversidade do mundo. Um dos grandes direcionadores se dá por trás de uma inovadora e eficiente cadeia de suprimentos que gera e agrega valor aos seus produtos e serviços de forma única. Em um ano de pandemia o gerenciamento eficaz da cadeia de suprimentos nunca foi tão relevante. 

A Amazon se tornou a empresa favorita para muitos devido a razão crucial que se dá pela sua rápida e eficiente gestão da cadeia de suprimentos que é baseada nos seguintes fatores:

• Uso inovador de forma sofisticada de tecnologia da informação;

• Extensiva cadeia de galpões, armazéns e centros de distribuição;

• Gestão de estoque de forma multicamadas e baseada em localização;

• Excelente rede de transporte e logística. 

Os serviços da cadeia de suprimentos da Amazon que tornaram a empresa única e inovadora como as entregas em até duas horas (prime now) ou entrega no mesmo dia somente é possível pela utilização de sua própria rede logística. A empresa com o passar do tempo compreendeu que a dependência de logística terceirizada aumentava em muito o prazo de entrega de seus produtos aos seus consumidores (Leblanc, 2020).

Outro grande diferencial da cadeia da Amazon é a forma única na qual ela gerencia seus estoque e armazenagem. Por exemplo, a empresa utiliza para diferentes tipos de produtos armazéns e galpões de tipos e em localidades diferentes. A empresa ainda seleciona seus produtos por tipo de entrega como por exemplo, prime delivery, one-day delivery, prime now, first-class delivery, entre muitos outros. A empresa baseia seus locais de armazenagem buscando atender as necessidades dos clientes fazendo com isso a sua logística de entrega um dos seus grandes diferenciais.

Sempre inovadora a Amazon em 2019 a empresa iniciou o uso de veículos automatizados chamado Amazon Scout, para entrega nas residências e casas da região noroeste dos Estados Unidos (Taylor, 2019). Podemos observar que a Amazon é uma referência quando falamos em cadeia de suprimentos e em como ela pode inovar e obter vantagem competitiva em sua cadeia de valor.

Citei o caso da Amazon por ser um caso conhecido e para que cada um dos leitores possa refletir que até a maior empresa do mundo deve e deverá estar sempre inovando. Existem inúmeras oportunidades para atingir clientes e gerar novos produtos e serviços. Todo empreendedor deve continuar buscando gerar valor e inovar constantemente. Positividade sempre! Forte Abraço!