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O abraço nos irmãos ficou pra depois.
Mara Rubia Sanfilippo

E de repente, a vida não é mais a mesma! Estar “confinada” com a família, em pleno mês de março aqui em Boston, não é novidade, haja vista que é pleno inverno por estas bandas, já se sai só o suficiente mesmo. Esse período de quarentena (que começou em março), tem sido ótimo com meus dois filhos. Estamos bem de saúde e novas práticas foram surgindo aqui em casa. Meu filho mais velho está apaixonado por cuidar do quintal e plantar sementes de verduras. Ele também está cozinhando com mais frequência e recentemente virou um churrasqueiro de primeira, só pra nós, aqui no quintal onde celebramos nossa ceia de Páscoa. O mais novo iniciou o levantar de manhã, fazer vitamina de frutas e andar até três horas por dia. E eu? Haja, eu no fogão cozinhando – adoro! Ponto positivo pra quarentena!

Logo na primeira semana a dor maior deste isolamento foi não poder abraçar pessoalmente, minha melhor amiga que perdeu a netinha, já às vésperas do dia do parto de sua filha. Foi difícil entender este novo momento onde temos que nos afastar para proteger. E como serão os abraços das pessoas daqui pra frente? Não sabemos ainda.

Na igreja que congrego os cultos já eram transmitidos online há anos, mas desta vez só com o Pastor e alguns membros do louvor – e a santa câmera de transmissão. Todos celebraram a Páscoa em suas casas, assistindo ao culto online e partindo o pão e vinho com suas famílias. 

O abraço nos irmãos ficou pra depois. Mas como será que abraçaremos daqui pra frente?

Todo o benefício que levo através do meu trabalho como Professional Organizer teve que esperar – entrar na casa das pessoas não é mais algo simples assim. No início da quarentena, pensando na importância da Organização Residencial para o bem estar e convivência pacífica da família, ofereci gratuitamente um curso de 10 aulas no meu Instagram, com acompanhamento pelo WhatsApp. Ao todo 86 mulheres participaram e o resultado foi além do esperado – pessoas que tiveram suas vidas literalmente transformadas através da eliminação de excessos e criação de sistemas de organização. Estou gravando para meu canal no Youtube a ser lançado ainda em abril e continuo fazendo consultorias individuais e aulas em grupo virtuais, agora cobradas normalmente, pois afinal “alguém tem que trabalhar nesta casa”!  Mas como será que trabalharemos daqui pra frente?

  Oferecer marketing nas mídias digitais como eu faço também, parece bem cômodo nestes dias, desde que os seus clientes tenham algo para oferecer. Alguns parados, alguns se reinventando e outros ainda tentando entender “qual foi o caminhão que nos atropelou”. Tudo mudou. E como será que faremos nossos negócios daqui pra frente?   

Aqui em Boston vejo que as pessoas estão começando a entender a importância de um preparo financeiro para o futuro. Nossa comunidade tem se mostrado muito vulnerável nesta área. Com o desemprego e insegurança, muitos estão contando com a ajuda de organizações locais brasileiras ou não, que vão desde auxílio para aluguel, até a distribuição de alimentos. A comunidade está unida e solidária! Centenas de brasileiros costuraram máscaras para hospitais, asilos, polícia e Corpo de bombeiros. Ponto positivo para a quarentena.

Graças a Deus a “curva” não está tão ascendente por aqui. Continuamos em casa à espera da pandemia do corona vírus passar. Esperança lá em cima, mas a pergunta que não quer calar – como será que passaremos depois que ela passar?

Mara Rubia Sanfilippo é Professional Home Organizer @homeorganizingbymara e Social Influencer. Comunicadora apaixonada por gente!
Criadora do Mara’s List – Guia de Negócios no Facebook, com quase 30 mil brasileiros somente de Massachusetts. Membro da diretoria da ABI-Inter, Media Relations e Produção/Focus Brasil Boston. Mãe do Ravy e Julyano.
Quando o mundo mudou…
Paula Montoya

Quando o mundo mudou, aqui em casa éramos eu, meu marido, nosso filho de quase 5 anos, minha sogra de 76 anos, e nosso cachorro, um pudelpointer de 10 meses. Meu marido que faz toda a parte administrativa do meu escritório, Paula Montoya Law, agora está em casa sendo professor e super pai para um menino que está há mais de 1 mês sem ir para escola. Todos os dias preparamos uma rotina para nosso filho. Deveres de casa, leituras, projetos e artes para que  ele possa se manter ocupado. Como todos os pais no mundo, acho que um dos maiores desafios que temos é o de balancear o trabalho com a atenção ao filho que agora está em casa o dia todo. Temos sorte de viver em uma casa com um grande jardim onde o nosso filho e seu melhor amigo de quatro patas correm e brincam grande parte do dia. Eu e meu marido trabalhamos em equipe em todos os sentidos. O lado mais positivo de tudo isso é que estamos unidos e passamos mais momentos com o nosso filho, momentos que, na correria do dia a dia as vezes se perdem.

Minha sogra que vive no exterior, estava nos visitando por um par de semanas quando toda a situação escalou bem rápido. Seu voo foi cancelado e por causa da situação global acabará provavelmente ficando conosco até Junho ou Julho. Ela é a mãe e “abuelita” que caiu do céu e uma alegria em nossa casa. Ela gosta de cozinhar e está aproveitando a quarentena para experimentar várias receitas de livros internacionais. Nada contra! Já provamos receitas espanholas, alemãs, e como boa Colombiana, caprichou nos pratos tradicionais de lá. Eu tenho que ter cuidado para não sair “rolando” da quarentena…

Profissionalmente, está tudo muito diferente. Paramos de oferecer consultas presenciais e estamos agora atendendo de forma virtual, por telefone ou vídeo. De repente, começamos a receber vários emails e telefonemas de residentes locais, americanos e a comunidade hispana, com questões sobre planejamento sucessório, o que é a nossa principal área de atuação, todos querendo planejar seus testamentos e deixar uma procuração médica e financeira, preocupados com “e se eu ficar doente?” O que me surpreende é que vejo poucos brasileiros com este tipo de preocupação.

Trabalhamos parte em casa, parte no escritório, preparando testamentos, procurações, trusts, escrituras e outros documentos. Planejamos tudo com os nossos clientes de maneira remota e de acordo com a urgência do perfil. Damos prioridade aos idosos, alguns de mais de 80 ou 90 anos! Outros infelizmente com doenças terminais ou com sistema imunológico comprometido. Também temos famílias com filhos pequenos querendo pelo menos deixar um testamento determinando quem teria a guarda das crianças no caso do falecimento dos dois pais. E sabe qual é o maior desafio? Como assinar esses documentos. O estado da Flórida não permite que documentos testamentários e procurações sejam assinadas por vídeo ou remotamente. Os mesmos devem ser assinados em pessoa. Então como fazer se todas as recomendações de saúde envolvem distanciamento social? Foi assim que decidi fazer execução de documentos via “drive-thru”. Fazemos 99% do processo de forma virtual: consulta por vídeo, envio de contratos e rascunhos por email e pagamento eletrônico. O grande final se desenrola assim. Eu, com 2 testemunhas com máscaras e luvas, esperando o cliente no estacionamento coberto do nosso edifício na Sand Lake Rd. para assinar os documentos. Nossa experiência é que todos gostam da ideia e se sentem confortáveis no espaço seguro do seu carro.

Eu fico triste pelas pessoas doentes, por tantos que perderam o emprego, por saudade de não poder ver meus pais e eles não poderem curtir o neto. Me preocupo com o meu irmão na US Navy aguardando sua próxima missão. Mas sempre tem um lado positivo, pois apesar de todos nós em nossas famílias e amizades estarmos longe um do outro, estamos sempre unidos em pensamento e comunicação. Tento caminhar todos os dias por pelo menos meia hora para fazer um exercício, refletir e acalmar a mente, tentando me preparar para um novo dia com a esperança de que tudo voltará ao normal.

Paula Montoya nasceu no Rio de Janeiro. Em 1994, cheguou com os pais em Orlando, com 9 anos de idade.
Formada pela Barry University, Dwayne O. Andreas School of Law, Juris Doctor – Orlando, FL e pela Rollins College, Bachelor of Arts in International Affairs, Magna Cum Laude, President’s Award – Winter Park, FL. Há 15 anos, atua na área de Direito, em Orlando, FL.
Não se deixem abater, lutem contra o negativismo…
Celestino De Cicco

Quantas vezes acordamos no meio da noite assustados com o pesadelo que tivemos? Hoje me parece que todo dia vou acordar deste pesadelo. Mas descobrimos que este é um pesadelo real, estamos vivenciando ele todos os dias. E aí, fico pensando que estou dentro da minha casa há mais de 30 dias, sem sair, sem poder abraçar meus filhos e netos, sem ter convivência com meus amigos e, não poder ir ao meu local de trabalho. Enfim, um terrível pesadelo sem fim. Podemos tirar alguma coisa boa deste pesadelo? Talvez!

A nossa corrida desenfreada pela fortuna, beleza, poder foi simplesmente bloqueada por um vírus não visível a olho nú. Adianta agora procurar um único culpado? Ou este esquecimento que somos seres humanos, nos fazem todos nós culpados? Neste momento de incertezas, pelas quais passamos todos nós, existe uma pressão muito grande em todos os níveis, acarretando um estresse descomunal, decorrente dos problemas e da quarentena do isolamento social, onde, a maioria das pessoas olha o futuro como nebuloso, recebem notícias sempre negativas, criando um fenômeno em que não se consegue raciocinar com clareza. Que caminho tomar? Podemos ler nos jornais as catastróficas informações sobre nós, seres humanos, ao alcance de recordes de ociosidade, demissões em massa, queda da produção industrial no geral, possível desabastecimento, e se isto ocorrer, teremos aumento da inflação, aumento da corrupção em diversos níveis e aumento da violência.

“Para sobreviver, uma atitude deve ser tomada imediatamente, pois amanhã já poderá ser tarde. Não se deixem abater, lutem contra o negativismo…”

Hoje, não agimos como uma sociedade por estar dentro de um mundo de terror, estamos lutando apenas pra sobreviver. Esta idéia é brutal, ainda mais reforçada pelos “Fake news”, que continuam nos alimentando de informações negativas. Ninguém é só uma ilha, o ser humano para nascer, crescer e se desenvolver precisa de outros seres humanos, somos dependentes uns dos outros para existência e sobrevivência. Nós nascemos humanos, e somos o que somos através da convivência com outras pessoas.

Sempre tive esta ideia de família como uma baliza de vida, de amor ao próximo. Sempre preservei a união familiar, a busca de fazer as coisas certas, de tentar dentro daquilo que é possível ajudar a minha família, amigos e funcionários.

Só que para sobreviver, uma atitude deve ser tomada imediatamente, pois amanhã já poderá ser tarde. Não se deixem abater, lutem contra o negativismo, olhem o futuro e entendam que nada é para sempre, estejam preparados para as novas oportunidades que aparecerão neste mundo novo que está por vir.

 

Família De Cicco

 

Celestino De Cicco está no Mercado imobiliário desde 2004 e é Licenciado Real Estate Broker desde 2009. Proprietário da C.F. Realty LLC (Central Florida Realty) e C.F. Vacations.
No Brasil, Celestino De Cicco é Advogado e Economista. Reside na Cidade de Orlando, FL, desde 2000.
Casado com Lucia De Cicco, pai de 2 filhos: Daniela De Cicco e Celestino De Cicco Jr. e avô de 4 netos: Alexandre, Fernando, Rafael e Gabriela.
QUARENTENA OU NOCAUTE (KNOCKOUT)
Anthony Portigliatti

Apandemia ou “terceira guerra mundial biológica e mercadológica” do momento trouxe inúmeros questionamentos à sociedade e, diferente do que se pode pensar, além das dúvidas que surgiram sobre o combate da transmissão do vírus, surgiram também algumas questões sobre o nosso comportamento.

Em tempos de conversas através de aplicativos e interação por redes sociais, nos perguntamos o porquê de ser tão difícil manter o isolamento.

Surge, então, a necessidade de refletirmos sobre a ansiedade tão presente nos últimos tempos e a forma como estamos utilizando a tecnologia.

Neste momento, temos dois caminhos a seguir: ou nos desesperamos diante das notícias e deixamos o medo nos paralisar, ou utilizamos as ferramentas que temos a nosso favor.

Trata- se de uma escolha!

O que mais chama atenção nestes tempos de quarentena, ou retiro emocional e espiritual, é que as pessoas que só se falavam de modo virtual, ainda que estivessem no mesmo espaço físico, hoje sentem falta de abraçar ou conversar pessoalmente com um familiar ou amigo.

Isso ocorre, sobretudo, pois não estávamos dando a devida atenção à convivência e à importância da interação humana e, agora, estamos diante da oportunidade de reestabelecermos laços, bem como mudarmos nossos hábitos. Afinal, o Homem é um Ser Social; e, ultimamemente, parecíamos não nos incomodar com a ausência de vínculo, nos restringindo a um convívio extremamente superficial.

Outras duas grandes oportunidades que surgiram, foram a criação de novos modelos de negócios e a possibilidade de adquirir novos conhecimentos. Nós somos altamente adaptáveis e, diante das inúmeras inovações tecnológicas, nos restava aprender como poderíamos utilizá-las de modo realmente produtivo e eficaz. 

As empresas mais antenadas já enxergaram a chance de fazer diferente e empreender, mesmo nessa época de instabilidade econômica. São muitos os casos de vendas online, de reuniões de negócios feitas por aplicativos, de ensino à distância, além da implementação do home office. Ou seja, já tínhamos tudo o que precisávamos, só não sabíamos como nos valer desses recursos; e, hoje, podemos entender como fazer diferente.

Nesse contexto, o que não podemos é encarar este momento como um período de estagnação, mas como uma grande chance de fazermos as escolhas certas para que possamos nos posicionar de modo estratégico.

É bem verdade que a situação requer discernimento, e sobretudo empatia, para que possamos nos unir, mesmo que virtualmente e encontrarmos a melhor saída em tempos desafiadores.

Costumo fazer uma analogia da Vida com uma Luta de Boxe: onde, aparentemente, quem perde a luta é quem recebe uma pancada e cai. Mas, na realidade, quem perde é aquele que se recusa a levantar, esperando contagem final deitado na lona.

Não devemos esperar que nos deem nocaute. Eu desafio você, leitor, a se levantar e voltar para a luta, partindo para cima dos adversários atuais: falta de recursos, crise, mercado, etc.) até vencer. Pois, não tenho dívida,…unidos venceremos!

 

Prof. Anthony B. Portigliatti, Ph.D
O professor Dr. Anthony B. Portigliatti é cidadão americano de origem italiana. Nasceu na cidade de Santa Fé, Argentina, país onde residiu por 16 anos. Mudou-se para o Brasil e ali viveu durante 28 anos. Em 1999, transferiu-se com a família para os Estados Unidos para assumir a presidência da Florida Christian University e desenvolver outros projetos empresariais. Ele é o Presidente do Conselho Administrativo da Florida Christian University, Presidente da ACM (American Coaching and Mentoring Association), do Lakehurst Building, LLC, do Excellence ALF e da empresa SOAR Human Development Tools. Na área empresarial, ocupou importantes posições no Brasil e no Exterior como Vice-Presidente Executivo do Grupo Formitex, holding do conglomerado Fórmica, Formiplac e Formilaine, no Brasil, Fórmica Formicolor, na Argentina e Lamett, na Holanda.
O Prof. Portigliatti também tem bacharelado, mestrado e doutorado em Business Administration, Coaching, Education e em Clinical Psychology. Nestas áreas é professor nos níveis de graduação e pós-graduação, onde tem ensinado diversas disciplinas. Tem participado em inúmeras bancas de monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado, tendo orientado vários destes trabalhos. Também é conferencista internacional nas áreas de Comportamento e Desenvolvimento Humano, Coaching, Mentoring, Comunicação, Marketing e Diversidade desenvolvendo um trabalho como Master Coach e Mentor, para empresas, líderes, executivos, políticos, estudantes e profissionais liberais. É educador, empreendedor, investidor e incorporador imobiliário nos Estados Unidos, Canadá, América Latina, Brasil e Europa.
“Acho que nunca trabalhei tanto…”
Ana Regina Myhrra

Talvez devido a minha profissão e o treinamento intensivo anual involuntário, já estava preparada para a quarentena. Explico: como corretora de seguros há 23 anos na Flórida, todos os anos invariavelmente passamos por períodos curtos de ‘lockdown’, de compras desenfreadas, de prateleiras vazias. Como corretora e pequena empresária, tenho que estar pronta para atender nossos clientes quando mais precisam de nosso suporte. Como mãe, aprendi a manter a ansiedade em casa sob controle mesmo quando nossa casa foi seriamente afetada durante a temporada de furacões de 2004.

Em fevereiro, diante das notícias da Itália e os focos iniciais ao redor do mundo, entendi que seria uma questão de meses para começarmos a enfrentar o COVID-19. Dei início a uma preparação no meu escritório no caso da eventualidade do atendimento remoto. Finalizamos então uma lista de procedimentos, equipamentos, consultas legais, etc., para que tudo ocorresse da maneira mais tranquila possível. Acredito que esta qualidade mineira de ‘não perder o trem’ e chegar antes da hora foi o que trouxe para nosso time e nossas famílias a confiança e tranquilidade de que apesar das dificuldades, tudo iria dar certo.

Minha preocupação maior foi manter o time unido, ter certeza que estamos juntos apesar da distância e que todos tivessem uma rotina de trabalho, assim como tempo para se dedicarem aos filhos e famílias. Este tem sido um ‘work in progress’. Mas já ajustamos nosso horário para melhor acomodar nossa nova realidade e; graças a Deus, temos mantido o mesmo ritmo e qualidade de atendimento.

Pessoalmente, acho que nunca trabalhei tanto…Através de empurrões de amigas e parceiros comecei a trabalhar em vídeos para nossas redes sociais, sempre com o propósito de trazer informações positivas e construtivas para nossos clientes e amigos. Para mim isto é o maior desafio pois nunca gostei de ficar na frente da câmera. Decidi convidar parceiros para trazer respostas para tantas perguntas que começamos a receber, através de bate-papos que chamei de mesa redonda. Aprendi a usar o Zoom, Microsoft Team, assim como outras ferramentas para estarmos juntos na mesma tela.

Comecei a cuidar um pouco mais de mim, fazendo exercícios diários, coisa que vinha adiando há muito tempo, comecei a colorir com minha filha, voltei a meditar diariamente através do app ‘Calm’ e conheci meus vizinhos. Mas o que mais estou gostando foi voltar a cozinhar. Desde pequena eu sempre adorei cozinhar, acho que puxei a minha avó paterna. Mas com o passar dos anos, aqui nos EUA, e a ‘obrigação’ do dia a dia, fui deixando o prazer de lado, virou obrigação e eventualmente parei de cozinhar.

Pois agora comecei de novo e estou adorando. Voltei a usar meus cadernos escritos à mão, com minha letra de segundo grau. Queria poder convidar meus amigos, poder abraçar como sempre fiz, e claro exibir meus novos talentos em matéria de cocktails. Como não podemos sair, o jeito foi aprender a fazer meus favoritos, margarita on the rocks e cosmopolitan!

Ana Regina com o filho Daniel
Ana Regina com a filha Julia
Ana Regina Myhrra é natural de Belo Horizonte, MG. Formada em Economia pela PUC-MG e Art History pela UC Berkeley.
Em Orlando, Ana Regina  é proprietária da Corretora de seguros, Agency Principal at American Insurance anaregina@aipflorida.com
“Nunca pare de aprender pois a vida nunca para de ensinar”
Bernard Vasconcelos

Eu tenho um peixe chamado AJ que vive a vida em quarentena dentro do seu aquário. Os dias passam e ele não faz praticamente nada. Quando essa quarentena do Coronavírus terminar, eu não quero olhar para trás e lamentar que passei esse período histórico como um peixe dentro do aquário.

Uma pandemia que fecha o comércio e deixa milhões de pessoas em quarentena não acontece todo dia. É lamentável estarmos vivendo esse momento, entretanto, eu, minha esposa e nossos dois filhos (de 10 e 7 anos) estamos tentando aproveitar da melhor forma possível.

Falando do lado pessoal, é muito ruim se isolar de amigos e deixar de fazer tantas coisas que gostamos por semanas ou meses. Por outro lado, aqui em casa estamos passando mais tempo juntos em família e nos reinventando dentro da nova realidade. O ser humano é um animal que se adapta às mudanças. Apreender é uma característica vital da nossa espécie e durante esse período, a nossa família está aprendendo muito. As crianças agora estão participando das tarefas cotidianas como lavar roupa, arrumar a casa, lavar a louça, cuidar do jardim, cozinhar, etc. Estou fazendo alguns cursos online no Master Class e tenho feito aulas de piano através de um app e agora a minha filha também vai começar a fazer aulas de violão online. Minha esposa tem pintado, desenhado e participado de encontros online da igreja e meus filhos estão fazendo aulas da escola à distância, aulas particulares de português online e aprendendo novas tecnologias. Nós quatro nos adaptamos bem e estamos aproveitando essa quarentena para aprender e continuar vivendo. 

No que se refere ao lado profissional, tem sido uma adaptação difícil, pois tenho uma responsabilidade muito grande com 20 funcionários e mais de 200 alunos na Liberty Language Academy. Nosso curso de inglês, que atende alunos internacionais com o visto de estudante, estava em recesso (Spring Break) e o nosso diretor se encontrava fora do país de férias quando a crise do CONVID-19 se agravou aqui nos EUA. Resolvemos estender o nosso recesso por uma semana para podermos rapidamente adaptar o nosso curso e metodologia à uma plataforma online, treinar professores e disponibilizar o programa aos alunos. Tem sido muito estressante e complexo, mas estamos conseguindo progredir. Adaptar à tecnologia, vencer os problemas técnicos e crescer dentro da nova realidade é o que os nossos alunos, professores e equipe administrativa tem enfrentado durante esse período. Estou muito orgulhoso pelo desempenho de todos.

A vida das pessoas temporariamente mudou, eu  passo horas trabalhando em home office, me comunicando através do whatsapp, email, Google Meet, Zoom e nas redes sociais. Ao invés de jogar basquete com amigos tenho corrido todos os dias com meus filhos, temos assistido muitas séries e filmes na TV, estamos todos fazendo cursos online, envolvidos nas tarefas de casa e cuidando dos nossos animais de estimação (gatos, cachorro e peixe).

Encaro essa realidade de forma proativa e positiva, pensando como posso crescer e sair mais forte desta crise e como posso tirar proveito do tempo na quarentena para aprender e inovar. A vida é única e finita. Guerras, epidemias, crises e desastres naturais vão continuar acontecendo, temos que enfrentar cada problema e aproveitar a vida. No final, quando tudo isto acabar, quero que minha família esteja saudável, forte e mais inteligente, é o que também desejo a todas as famílias.

 

Bernard Vasconcelos veio para Orlando com 7 anos, em 1991, onde morou por 11 anos. É formado em arquitetura, com MBA pela FGV e Mestrado em Educação pela Universidade de Londres.
Trabalhou na Universidade Estácio de Sá e no curso de inglês Britannia no Rio de Janeiro por 8 anos.
Retornou a Orlando para empreender em 2016, quando fundou o curso de Inglês Liberty Language Academy, de qual hoje é proprietário e CEO.
bernard@libertylanguageacademy.com
COMO SUPERAR A QUARENTENA?
Miguel Kaled

Aí está uma pergunta que não tem uma só resposta, pois cada um de nós tem uma realidade única.

Historiadores, jornalistas e nós mesmos temos a tendência a comparar situações similares em tempos cronológicos diferentes. Minha impressão é que estamos hoje e a cada dia, melhor preparados para enfrentar esta pandemia e suas consequências do que em situações socias similares ocorridas há algum tempo. Por exemplo: usar as redes sociais para manter contato com o outro minimiza a ansiedade e traz um ponto de equilíbrio. Ao invés de usarmos esses canais para nos desinformar, vamos tê-los como aliados.

Quanto ao isolamento, ele não é trágico, mas necessário. E não nos esqueçamos que muito mais grave que a doença pode ser o pânico gerado em torno dela.

Há monges que fazem votos de silêncio eterno; há ermitões que vivem em cavernas, muitos deles próximos de nós; monges em clausuras; há prisioneiros em solitárias; há doentes isolados em cabines de vidro em vários hospitais; há submarinistas e astronautas.

O que há em comum nestes indivíduos é a motivação: motivação de permanecerem vivos, de voltarem aos seus lares, motivações religiosas ou outras próprias a cada um. Cabe a nós escolhermos a nossa motivação para convivermos com esta semi quarentena tendo resiliência, serenidade e maturidade. Fácil escrever, nem tão fácil fazer acontecer.

E a solução para esta pandemia não é uma regra geral por vários motivos, a meu ver: as condições de cada região geográfica e demográfica são muito diferentes. Seus climas, o comportamento histórico-social das populações, condições econômicas e comportamento de seus líderes influenciam diretamente na propagação e na contenção da praga.

É uma solução muito simplista pensarmos e adotarmos o isolamento horizontal: paremos tudo, tranquem-se todos em casa e esperemos essa onda passar, comos se fosse uma chuva de verão.

“E se o desespero bater, finja que ele não existe”.

A sociedade é uma engrenagem muito complexa e interdependente. Para você comer o seu ‘pão com manteiga’ pela manhã alguém plantou o trigo, fez a farinha, assou esse pão com algum tipo de combustível, ensacou a encomenda e a expos num ambiente limpo para que você o comprasse. Quanta gente envolvida, indo de um lugar para outro. Imagine se todos ficassem em casa!

Por outro lado há de se sugerir limites. Aglomerações sabidamente facilitam a transmissão do virus. O meio termo, incluindo aqui nossos negócios, talvez seja o caminho a seguir, mesmo sabendo dos riscos que corremos. A vida é cheia de riscos.

Sugiro então tirarmos o que há de melhor desta oportunidade. Sim, oportunidade. Ouvi num filme Morgan Freeman dizer que quando pedimos coragem a Deus ele não nos dá a coragem e sim uma oportunidade de sermos corajosos. Assim vencemos o desafio com nossas próprias pernas.

Esta semi quarentena faz com que convivamos muito mais uns com os outros. Há assuntos adormecidos que vem à tona…há amigos e parentes redescobertos. Há quantos anos não cozinhamos juntos, todos os dias, café, almoço e jantar? E a limpeza da casa? É hora até de mais romantismo.

Mais importante: a religiosidade aflora, porque temos mais tempo para lembrar Dele…e pensar nos outros menos afortunados, para lembrarmos de que somos muito afortunados e sem direito a reclamar.

A realidade é que estamos enfrentando um monstro, mas estamos preparados para enfrentá-lo. Temos que acreditar nisso, temos que praticar esse enfrentamento. Às vezes a melhor arma é ficar em casa e não se desesperar.

E se o desespero bater, finja que ele não existe.

Miguel Kaled nasceu em Votorantim, SP e foi criado em Resende, RJ. Formado Aspirate-a-Oficial de Infantaria na AMAN, em 1983 e Eng. Civil, em 1992. Deixou o Exército no Posto de Capitão para iniciar uma firma de construção civil com a esposa Arquiteta, Claudia.
Em 1997, migrou para os EUA com a esposa e dois filhos pequenos, Julia e Ivan, hoje formados em Direito e Economia respectivamente.
Nos EUA, iniciou carreira de corretor e, desde 1999, é um empreendedor imobiliário na construção de condomínios. Até 2018, Kaled atuou em empresas americanas no Desenvolvimento de Negócios pela Morris Architects, Stantec, RTKL, VOA e Huitt-Zollars.
Em 2019 foi eleito Presidente da CFBACC e convidado pelo Prefeito de Orlando para integrar o Comite Multicultural, onde representa o Brasil.
Atualmente trabalha “full time” como corretor imobiliário.
OMS divulga cuidados para saúde mental durante pandemia

Autoridades de saúde e a agência da ONU estão cooperando para conter a disseminação da doença. Mas como ocorre em tempos de crise, a ameaça de contaminação está causando estresse na população.

O Departamento de Saúde Mental da OMS criou uma lista dirigida a diferentes grupos de pessoas.

O covid-19 é uma doença sem bandeira. Cada indivíduo deve fazer a sua parte para não discriminar ninguém e amenizar o sofrimento, na medida do possível, daqueles que são acometidos pela doença. Não existe nenhuma relação da doença com uma etnia ou nacionalidade. As pessoas infectadas não fizeram nada de errado e merecem todo apoio, compaixão e gentileza.

Não se refira às pessoas com a doença como “casos de covid-19” ou “vítimas”, “famílias de covid-19”, “adoentados” etc. Eles são “pessoas com covid-19 ou que estão em tratamento, ou se recuperando” e depois de recuperados continuarão sua vida normal em família, no trabalho e com seus entes queridos. É importante separar a pessoa e a sua identidade do vírus em si para reduzir o estigma.

Reduza a leitura ou o contato com notícias que podem causar ansiedade ou estresse. Busque informação apenas de fontes fidedignas e dê passos práticos para preparar seus planos, proteger-se e a sua família. 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) apresenta dicas para enfrentar as consequências psicológicas provocadas pelo coronavírus. A doença está gerando estresse na população afetada pelo risco de contaminação, incerteza, isolamento social e desemprego entre outros motivos.

Estas dicas contemplam profissionais de saúde, crianças e idosos, líderes de equipes e pessoas comuns em quarentena.

Procure informações e atualizações uma ou duas vezes ao dia evitando o “bombardeio desnecessário” de informações.

A enxurrada de notícias sobre um surto pode levar qualquer pessoa à preocupação. Informe-se com os fatos e não os boatos ou as informações erradas.

Busque as notícias em intervalos regulares do website da Organização Mundial da Saúde, das autoridades locais para que possa fazer a diferença entre boato e fato. Os fatos ajudam a minimizar o medo.

A assistência a outros em seu momento de carência pode ajudar a quem recebe o apoio como a quem dá o auxílio. Um exemplo: telefone para seus vizinhos ou pessoas em sua comunidade que precisam de assistência extra.

Crie oportunidades para ampliar histórias positivas e úteis e imagens positivas de pessoas na sua área que tiveram o covid-19. Por exemplo, experiências de pessoas que se recuperaram da doença ou que apoiaram um ente querido e estão dispostas a contar sua experiência.

Homenageie e aprecie o trabalho dos cuidadores e dos profissionais de saúde que estão apoiando os afetados pelo novo coronavírus em sua região.

Reconheça o papel deles para salvar vidas e manter todos bem seguros.

Profissionais de Saúde

Para trabalhadores do setor que sentem a pressão de lidar com a situação, é normal se sentir assim por causa do entorno da pandemia. O estresse e as sensações associadas com esse quadro não significam que você não seja capaz de fazer o seu trabalho ou que seja uma pessoa fraca. O gerenciamento da sua saúde mental e o seu bem-estar psicossocial durante este momento é crucial para manter sua saúde física.

Cuide de você. Tente utilizar métodos para lidar com a situação como fazer pausas e descansar entre os seus turnos de trabalho e até mesmo tirar um momento dentro do expediente. Tenha atenção com os alimentos para manter uma dieta saudável, fazer exercícios físicos e ficar em contato com a família e amigos.

Evite formas errôneas de lidar com o estresse como o uso de tabaco, álcool ou outras drogas. A longo prazo, eles pioram o bem-estar físico e mental. Este é um cenário sem precedentes para muitos trabalhadores especialmente aqueles que nunca participaram de respostas semelhantes a uma crise ou pandemia. Para os que têm alguma experiência, tente utilizar o que deu certo no passado e que pode ser útil novamente.

Alguns profissionais de saúde podem estar sendo evitados pela família por causa do medo de contaminação e estigmas. Isso pode fazer com que a situação se torne ainda mais difícil. Se possível, continue conectado com seus entes queridos. O contato virtual é uma forma de contato. Procure seus colegas, seus supervisores e pessoas de confiança para esse apoio social. Você poderá descobrir que seus amigos estão tendo experiências semelhantes e atravessando o mesmo que você.

Na comunicação com outros, seja simples. Muitas pessoas podem ter dificuldades para entender as mensagens por causa de deficiências cognitivas, visuais e físicas. As formas de comunicação que não sejam só escritas precisam ser utilizadas. Descubra e se informe sobre o apoio às pessoas com o covid-19 e aos recursos dos quais precisam para que possa fazer a ponte e o contato com links importantes. Isso é crucial para quem precisa de apoio psicológico. O estigma associado a problemas mentais pode causar estresse.

Supervisores de saúde

Mantenha todo o pessoal protegido de estresse crônico e de uma saúde mental precária para que possam desempenhar seu trabalho da melhor maneira. Certifique-se que a situação atual não terminará da noite para o dia e o seu papel é focar no longo prazo em vez de respostas de curto prazo para a crise.

Assegure uma informação de qualidade e fidedigna para todo o pessoal da equipe. Faça uma rotação no pessoal das áreas mais estressantes para as menos estressantes. Coloque funcionários com menos experiência para trabalhar com os mais experientes. O Sistema de apoio e boas relações entre colegas ajuda a melhorar o ambiente de trabalho, reduzir o estresse além de promover procedimentos seguros. Aqueles trabalhadores que têm que ir às comunidades, devem ir em dupla. Inicie, encoraje e monitore as pausas no trabalho. Implemente tabelas flexíveis para o pessoal que está diretamente afetado ou tem um membro da família impactado pelo estresse ou algum trauma. Assegure-se que você está criando espaço para que os colegas forneçam apoio social uns aos outros.

Os gerentes e chefes de equipe também enfrentam as mesmas pressões que os supervisionados por eles além de um maior fardo causado pelo papel de liderança. Por isso, é importante que todos os recursos estejam ao alcance de quem precisa trabalhadores e chefes e que os últimos possam ser um modelo na mitigação do estresse.

Oriente os agentes de saúde, incluindo enfermeiros, motoristas de ambulâncias, voluntários, professores, diagnosticadores e líderes comunitários em quarentenas como oferecer apoio emocional básico para as pessoas afetadas, com base na utilização de um kit de primeiros socorros emocionais.

Gerencie a saúde mental dos pacientes e as queixas neurológicas como delírio, psicose, ansiedade severa e depressão, nas áreas de emergência ou de clínica geral. Por fim, assegure-se que o fornecimento essencial de medicamentos em todos os níveis de cuidados. As pessoas vivendo com doenças e síndromes como ataques epiléticos precisam de medicação constante e não podem ter interrupções.

Cuidado com crianças

Ajude as crianças a expressarem, de forma positiva, seus medos e ansiedades. Cada criança tem sua própria maneira de fazê-lo. Algumas vezes, a atividade criativa, jogos e desenhos podem ajudar. As crianças se sentem melhor e mais aliviadas quando podem comunicar os sentimentos num ambiente de apoio.

Mantenha as crianças perto de seus pais e familiares caso seja seguro para elas. Evite a separação. Caso uma criança tenha que ser retirada de seus pais ou tutores, assegure-se de que ela será cuidada por outra fonte como assistentes sociais ou equivalentes e cheque a situação da criança regularmente. Ainda mais, certifique-se de que durante o tempo da separação o contato com os pais ou tutores seja feito duas vezes ao dia por chamadas de vídeo ou outra forma apropriada à idade da criança (por exemplo, mídia social dependendo da idade).

Mantenha as rotinas familiares sempre que possível e crie novas rotinas principalmente com as crianças em casa. Pense em atividades lúdicas e pedagógicas para fazer com elas. Sempre que possível, incentive as crianças a continuarem brincando e se sociabilizando com os outros.

Em estresses e crises é normal para a criança buscar mais os pais e exigirem mais deles. Fale com seus filhos sobre o covid-19 de forma honesta e apropriada à idade deles. Se eles tiverem preocupações, o fato de falar sobre elas pode ajudar a baixar a ansiedade da criança.

 

Cuidado com idosos e doentes

Idosos, especialmente em isolamento social e aqueles com problemas cognitivos como demência podem se tornar ansiosos, estressados, com raiva, agitados e distanciados durante a quarentena. Ofereça a eles apoio emocional por meio de redes familiares ou de profissionais de saúde.

Partilhe fatos simples sobre o que está acontecendo com informações claras a respeito da redução de riscos e infecções em palavras compreensíveis para quem tem barreiras de entendimento. Repita a informação sempre que necessário.  As instruções precisam ser claras, concisas e respeitar o estilo do paciente. Talvez seja útil colocar a informação em escrito ou em pinturas e figuras.

Aos que têm alguma doença ou síndrome, certifique-se de que seus medicamentos estão disponíveis para uso.

Esteja preparado e informado, com antecedência, de como buscar ajuda, como chamar um taxi, ter comida entregue em casa ou pedir ajuda médica. E providencie medicamentos para duas semanas, caso necessário. Aprenda exercícios físicos simples para fazer em casa todos os dias durante o isolamento e a quarentena para não reduzir a mobilidade.

Mantenha rotinas e tarefas regulares sempre que possível e crie novas num ambiente diferente. Entre elas atividades diárias, limpeza, canto, pinturas e outras. Ajude outros, vizinhos, amigos, crianças e pessoas em hospitais combatendo o covid-19, sempre que for seguro. Mantenha o contato com os entes queridos ainda que por telefone.

Pessoas em isolamento

Fique em contato e mantenha sua rede de amigos e conhecidos, ainda que isolado tente ao máximo manter sua rotina e crie novas. Se as autoridades de saúde recomendaram distância física para conter o surto, você pode manter a proximidade digital com e-mails, redes sociais, telefone, teleconferências etc.

Durante esse período de estresse, esteja atento a seus sentimentos e demandas internas. Envolva-se com atividades saudáveis e aproveite para relaxar. O exercício constante, o sono regular e uma dieta balanceada ajudam.

Uma enxurrada constante de notícias sobre o surto pode levar qualquer um à ansiedade e ao estresse. Siga as notícias confiáveis e evite boatos e “fake news” que vão somente causar mais desconforto e dissabor.

Agora que demos um apanhado de como devemos seguir as orientações da OMS, vamos conferir o que pensam os nossos entervistados desta edição.º

Boa leitura.