Educar filhos não é tarefa fácil, requer esforço e empenho mas, é um privilégio.

Renata Loyola

O ato de educar vai além de suprir as necessidades imediatas. Educar requer muito amor envolvido.

Vivemos em uma era imediatista; as pessoas não gostam de passar por processos mas, querem resultados. Nem todos estão dispostos a investir no processo de educar. O ser humano não nasce pronto, em cada fase da vida há muito a aprender!

Da mesma forma, filhos não nascem com bula ou manual de instruções. Mesmo entre filhos de mesmos pais, nos deparamos com diversas diferenças. É preciso levar em consideração a individualidade de cada um e adotar métodos e estratégias diferentes, já que aquilo que funciona para um pode não funcionar para o outro. 

Obviamente que é preciso “escolher” as brigas, mas nunca podemos negociar Valores. 

Nunca podemos ignorar falhas que infringem princípios e nem ser coniventes com erros porque tudo tem sua consequência. É a lei da vida, regida, acredite ou não, pela lei da semeadura. Precisamos nos preocupar com que tipo de cidadãos estamos formando. 

Impor limites a um filho é essencial para a formação de sua personalidade. É também uma forma de amar, uma expressão de afeto, pois uma geração sem limites se torna uma geração indisciplinada. É preciso entender a linguagem do amor para que se possa dar limites de maneira efetiva. Toda correção deve ser feita racionalmente. Como pais também somos humanos, sujeitos a falhas, por isso é importante não corrigir ou repreender um filho no calor das emoções.     

Gerações anteriores pecavam em ser rígidas demais e não investiam em relacionamento. Relacionamento é muito importante, tanto quanto o princípio de autoridade. E a comunicação é uma chave mágica nos relacionamentos, lembrando que somos exemplos que serão seguidos, pois atitudes falam ainda mais do que palavras. Pais centrados e equilibrados formam filhos centrados e equilibrados. 

Outro passo é corrigir de forma que fique claro o porquê dessa correção. Não podemos cobrar dos filhos que sigam determinadas regras, ou tenham determinado procedimento se antes não deixarmos claro o que esperamos deles. Outra  arma preciosa é a confiança. Filhos precisam confiar em seus pais, a ponto de terem certeza que eles jamais dariam uma determinação que fosse para prejudicá-los. 

Precisamos criar filhos que sejam seres pensantes mas, saibam obedecer. Que sejam inteligentes, mas não pensem que já sabem tudo. Que saibam dialogar sem afrontar. A maior estratégia para administrar conflitos entre os filhos é lembrar quem eles são sangue do mesmo sangue. Desenvolver o senso de time, de parceria. Se a casa fosse comparada a uma empresa podemos dizer que o pai seria o presidente, a mãe a vice presidente e os filhos a equipe. Essa equipe só atinge o resultado desejado se caminhar unida, cada um cumprindo sua função .

É preciso educar com o senso de responsabilidade e de pertencimento.

Renata Loyola. – Casada com André Loyola, Mãe de 3 filhos, Mellody (21 anos), David (16 anos ) e Phillip (13 anos ) todos foram Homeschool. Está nos EUA há 24 anos. É bacharel em Pedagogia, Psicologia de aconselhamento e Teologia; é co-fundadora da Graça Fellowship Church.  Cuida de grupos no Facebook, como Brasileiros em Orlando FL, pioneiro de assistência ao imigrante brasileiro.  Apresentadora do canal Brasileiras em Orlando. É diretora da AME  (Associação de Mulheres Empreendedoras), e também da aliança de pastores. Brasileirasemorlando@gmail.com 

Filhos precisam confiar em seus pais, a ponto de terem certeza que eles jamais dariam uma determinação que fosse para prejudicá-los.

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