Emily Blunt e Ethan Hawke, os “esquecidos” das indicações ao Oscar

David Villafranca

A atriz Emily Blunt e o ator Ethan Hawke se destacaram entre os artistas “esquecidos” na lista de indicações para a 91ª edição do Oscar, anunciada pela Academia de Hollywood. Emily Blunt teve um grande 2018, mas acabou fora da disputa pelas estatuetas de melhor atriz (“O Retorno de Mary Poppins”) e melhor atriz coadjuvante (“Um Lugar Silencioso”).
Outra estrela de Hollywood que aparecia com grandes chances de brigar por um prêmio no Oscar era Ethan Hawke, que também não foi indicado para a categoria de melhor ator pelo papel em “No Coração da Escuridão”.  
Bradley Cooper foi um dos nomes que brilharam nesta segunda-feira, já que o seu filme “Nasce Uma Estrela” conseguiu oito indicações e três delas foram para ele (melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor ator). No entanto, Cooper ficou fora da disputa pelo prêmio de melhor direção em sua estreia atrás das câmeras.
Também não entraram nesta categoria outros nomes esperados como Barry Jenkins (“Se a rua Beale falasse”) e Peter Farrelly (“Green Book: O Guia”).
Timothée Chalamet, que no ano passado foi indicado ao prêmio de melhor ator por “Me Chame pelo Seu Nome”, parecia voltar à cerimônia como um forte candidato a melhor ator coadjuvante por “Querido Menino”, mas também não apareceu na lista.
Claire Foy, aplaudida pelo papel em “O Primeiro Homem”, foi outra a não aparecer entre as indicadas na categoria de melhor atriz coadjuvante.
Também houve ausências notáveis na categoria de melhor filme estrangeiro, na qual o sul-coreana “Em Chamas”, que aparecia em muitas apostas, ficou fora.
Sucesso de bilheteria, “Podres de Ricos”, uma comédia romântica com um elenco formado completamente por artistas de origem asiática, não conseguiu nenhuma indicação da Academia.
Por outro lado, houve as surpresas positivas, como a do aclamado cineasta Spike Lee, que obteve a primeira indicação ao Oscar da carreira como melhor direção por “Infiltrado na Klan”.
Lee, que também recebeu nesta terça-feira as indicações por melhor filme e melhor roteiro adaptado, já havia concorrido anteriormente nas categorias de melhor roteiro original por “Faça a Coisa Certa” (1989) e melhor documentário por “Quatro Meninas” (1997).
Embora nunca tenha vencido uma disputa na cerimônia de premiação, Spike Lee recebeu em 2016 um Oscar honorário da Academia pela carreira.
Além disso, duas estrelas de Hollywood que nunca levaram a estatueta para casa voltarão a tentar mais uma vez, após várias decepções: Glenn Close, que chegou à sétima indicação e concorrerá a melhor atriz por “A Esposa”, e Amy Adams, que competirá ao prêmio de melhor atriz coadjuvante por “Vice”, a sexta indicação da carreira.
O mexicano Alfonso Cuarón, graças a “Roma”, se tornou a quarta pessoa na história do Óscar a receber quatro indicações em quatro categorias diferentes pelo mesmo filme após Warren Beatty (“O Céu Pode Esperar”, 1978), Ethan Coen e Joel Coen (compartilhadas por “Onde os Fracos Não Têm Vez”, 2007).
A categoria de melhor direção teve um lado positivo e outro negativo em relação à diversidade: um polonês (Pawel Pawlikowski, por “Guerra Fria”), um grego (Yorgos Lanthimos, por “A Favorita) e um mexicano (Alfonso Cuarón, por “Roma”) serão candidatos, mas a lista não conta com nenhuma mulher.
“Guerra Fria” e “Roma” também foram protagonistas, de maneira conjunta, de outra lembrança: esta será a primeira vez no Oscar desde 1966 em que dois filmes em preto e branco concorrerão ao prêmio de melhor fotografia.
Já “Nasce Uma Estrela, com oito indicações, seguiu a esteira das três versões anteriores desta história de fama e ambição (filmes de 1937, 1954 e 1976) que também conseguiram indicações ao Oscar.
Para completar, “Pantera Negra” fez história ao se tornar o primeiro longa-metragem de super-herói a conseguir uma indicação ao Oscar de melhor filme.

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