Estamos sendo forçados a observar todas as nossas questões de convivência

Diogo Boni

A base de tudo está sendo nossa existência e os núcleos mais centrais das nossas vidas, os sentimentos. Frustrações, expectativas, amor, ansiedade e sentimento de realização. Nossa capacidade de convivência está sendo exponenciada e a linha de tempo das nossas vidas está sendo desafiada, muitas sensações estão sendo antecipadas.

É importante entendermos que voltaremos ao que nos trouxe até esse momento e que apesar de muitas coisas serem transformadas pelos efeitos colaterais causados pela pandemia, muitas delas voltarão aos seus devidos padrões.

O impacto mais relevante de todo esse processo é o que será causado na vida das pessoas, a prioridade sempre é a saúde e a vida. Depois disso vamos nos preocupar com os empregos e com a economia, isso se reconstrói e aí encontramos o maior desafio disso tudo, a necessidade de se reinventar a qual todos seremos submetidos.

Estamos sentindo saudade dos nossos problemas cotidianos e é isso que nos levará a encontrar uma série de padrões já estabelecidos pela nossa sociedade. Os negócios precisam tomar o cuidado de não perderem sua essência durante a pandemia e deixarem de ser o que sempre foram para que assim possam se restabelecer com mais velocidade e competitividade para a manutenção dos empregos.

A internet se fortaleceu como uma plataforma de conveniência e foi muito proveitosa para várias empresas, mas também ficou comprovado que ela não substitui a nossa existência física, as experiências físicas ao fato que nascemos para ocuparmos espaços físicos.

Nosso senso de liberdade está mais aguçado e nós queremos ainda mais experiências físicas, os veículos de comunicação estão mais fortalecidos e cumprindo uma função fundamental de cuidar da qualidade de informação que está abastecendo as pessoas para suas tomadas de decisão.

As pessoas estão aprendendo a viver sem uma série de marcas, soluções, produtos e serviços e com isso a necessidade dos negócios se comunicarem torna-se ainda mais exponenciada, principalmente pela responsabilidade com o compromisso de construir a retomada da economia e assegurar os empregos das pessoas.

Como empresário, tenho procurado influenciar meus pares a fortalecer esse pensamento e crença no reestabelecimento da normalidade e com isso estamos sendo agressivos  na formatação de estratégias de retomada e na minha área que é a Comunicação, assumi essa postura de viabilizar da melhor forma a comunicação das marcas com seus públicos, mas dessa vez não para fazer negócios, mas com a responsabilidade de manterem seus mercados.

Vamos cuidar das pessoas, isso é o mais importante. Negócios são feitos por pessoas de verdade que possuem medos, sonhos e vivem de suas dedicações.

Diogo Boni (41 anos) é formado em Ciência da Computação, com ênfase em Marketing Digital, com pós-graduação em Marketing. Se especializou em Digital Marketing em Harvard e, em 1998, fundou a agência de publicidade DB4. Ele é o idealizador da primeira TV de Clubes de Futebol do Brasil, com o Clube de Regatas do Flamengo e também o idealizador do primeiro portal de Blogs do Brasil, junto com a Globo.com, o BLOGLOG. Em 2013 se mudou para os EUA trazendo a agência para iniciar a operação no mercado americano. E desde Abril 2020 é o responsável pelo movimento de soluções integradas da Globo Internacional nos EUA, Canadá e América Latina.