Flórida: península do silício

Eraldo Manes Junior

Tradicionalmente, a Flórida é um estado que não taxa imposto de renda sobre seus residentes. É uma região que sempre atraiu turistas e aposentados que apreciam praias e calor. Estudantes americanos, de todos os estados, escolhem a Flórida para curtir as férias de spring break. Nas últimas décadas, o estado tem atraído investimentos estrangeiros no setor imobiliário. Cidades como Miami, Orlando, Tampa e Jacksonville hospedam empresas de alta tecnologia; e já se  discute comparar este movimento como o novo “Vale do Silício”.

Para este debate, o jornal B&B entrevistou o prefeito de Orlando, Buddy Dyer, o economista do Sul da Flórida, Carlo Barbieri, o corretor de imóveis, Eraldo Manes e o ex-migrante de Boston, Alex Colombini, que escolheu a Flórida Central para viver com a família. 

O que esta nova onda migratória significa para o mercado imobiliário? O que isto poderá afetar nos transportes, empregos, saúde, segurança, educação e lazer? 

O trabalho e a educação remotas provocaram uma corrida por imóveis maiores. A forte demanda elevou os preços a índices inimagináveis, dificultando o acesso à casa própria a pessoas de baixa renda e jovens que querem comprar sua primeira casa. Os bancos exigem mais cuidado antes de aprovar um financiamento, preocupados com uma possível bolha imobiliária. Será que isso é só uma onda? 

Confira nesta edição.