Halloween e os animais

Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.

Nos Estados Unidos as crianças participam da festa, com a ajuda dos pais. Usam fantasias assustadoras e batem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura” e terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.

E quem disse que nossos queridos gatos e cachorros não tem direito a Halloween?

Hoje, a participação dos animais nesta festa está cada vez maior. As lojas especializadas vendem todos os tipos de fantasias para eles. Não só nos USA mas também no Brasil nossos animaizinhos participam da festa, principalmente, em desfiles e concurso de fantasias.

Segurança em primeiro lugar. Fantasias e petiscos para nossos pets: 

Não coloque uma fantasia em seu bichinho a menos que ele se sinta à vontade com ela. Muitos animais ficam estressados em usar roupas. Fique atento também caso a vestimenta esteja obstruindo a visão, audição, respiração ou os movimentos do animal.

Evite usar roupas com botões ou peças que possam ser arrancadas ou engolidas pelo animal.

Mantenha os animais devidamente identificados.

Tenha em mente que balas, chicletes, chocolates e pirulitos não são indicados para pets, nem mesmo só em  pouca quantidade. Caso haja crianças em casa, as oriente para que não ofereçam doces aos peludos. O chocolate, por exemplo, tem em sua composição uma substância chamada Teobromina (encontrada no cacau), que é rapidamente absorvidas após ingestão oral e é estimulante poderoso do sistema nervoso central e do coração. A Teobromina provoca um intenso aumento no trabalho muscular cardíaco associado à grande estimulação do cérebro, ocasionando arritmias cardíacas graves em cães.

ORIGEM DO HALLOWEEN

A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha, entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase “Gostosuras ou travessuras”, exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração.

Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente “fim do verão” na língua celta).

O fim do verão era considerado como ano novo para os celtas. Era pois uma data sagrada uma vez que, durante este período, os celtas consideravam que o “véu” entre o mundo material e o mundo dos mortos (ancestrais) e dos deuses (mundo divino) ficava mais tênue.

O Samhain era comemorado por volta do dia 1° de novembro, com alegria e homenagens aos que já partiram e aos deuses. Para os celtas, os deuses também eram seus ancestrais, os primeiros de toda árvore genealógica.

Entre o pôr-do-sol, do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome atual da festa: Hallow Evening -> Hallowe’en -> Halloween. Rapidamente se conclui que o termo “Dia das bruxas” não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.

O Halloween foi trazido para os Estados Unidos, em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e ficou conhecido como o “Dia das Bruxas”.

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