Imigrar une ou separa casais?

Luciana Bistane

No início, a novidade, o entusiasmo. Tudo é descoberta, aprendizado. Com o passar do tempo, a euforia vai dando lugar a um choque de realidade: a falta de ombro amigo, a saudade da família, os boletos em dólar, a ausência de uma rede de apoio com os filhos pequenos, uma eventual perda de status. E o tão acalentado sonho de viver em outro país vai sendo posto à prova.  

Ninguém escapa: é preciso se adaptar a uma nova realidade – com outra cultura, outros valores, outro idioma, outra gastronomia e a falta de conexão social, pelo menos, no início. Gerenciar os sentimentos, superar os obstáculos, encarar a burocracia para conseguir um green card e ainda manter um casamento feliz é o grande desafio.  

Até que a imigração os separe 

Essas dificuldades podem unir ou separar os casais e muita gente se separa. Quais os acertos dos que se saem bem? E quais os erros dos que se saem mal?  

Ouvir a opinião de quem tem conhecimento de causa é – no mínimo – curioso. Convidamos para essa edição quatro imigrantes brasileiras, que vivem em Orlando. 

A atriz, Nívea Stelmann abriu mão de uma carreira de sucesso e não se arrepende. Tá feliz da vida com o casamento. Ela diz que mudar de país fortaleceu ainda mais o relacionamento e explica o porquê.  

Em artigos assinados por elas, a corretora de imóveis, Beth Tabakov, a radialista, Cecília Weissberg e a jornalista, Lucia Helena Salvetti De Cicco, dizem o que consideram importante para que as uniões sobrevivam – com louvor – à imigração. 

Cada casal tem seu próprio universo e não existe uma cartilha a seguir, mas uma regra vale pra todo mundo: não há green card que resolva conflitos mal resolvidos levados na bagagem,  ensina a psicóloga,  Sandra Freier.   

Acostumada a lidar com casais estrangeiros, em seu artigo ela aponta os principais desafios que podem abalar as estruturas do casamento e diz como superá-los. 

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