Inteligência Emocional

Jean Chamon

Nesse mês, falaremos um pouco sobre um assunto que afeta nossas vidas em família, profissionalmente e em quaisquer outras situações ou tarefas diárias. Vamos abordar de maneira simples a tão falada Inteligência Emocional (IE).

Do Ponto de vista profissional, atualmente pela grande competitividade dos mercados globais, as corporações desejam que seus funcionários atuem em equipes de trabalho com habilidades colaborativas e lidando com competências e habilidades que envolvem muito mais que as capacidades cognitivas enfrentando fatores emocionais como tomada de decisão sob pressão e resolução de conflitos.  

Infelizmente, várias pesquisas demonstram que as instituições de ensino superior focam na formação de profissionais com habilidades cognitivas. Entretanto, devido à grande pressão dos mercados globais, a formação dos profissionais deve também se preocupar em preparar os requisitos comportamentais e atitudes requeridas por um mercado professional atualmente contextualizado pela alta competitividade. 

Cada vez mais tem crescido a ênfase sobre a importância no mundo dos negócios de habilidades interpessoais, Inteligência Emocional (IE) e capacidade de resolução de conflitos. 

Podemos definir Inteligência Emocional como a habilidade de monitorar os próprios sentimentos e dos outros discernindo em relação aos mesmos e sobre o fato da utilização dessa informação para direcionar e guiar pensamentos e ações. Vários pesquisadores e profissionais da área afirmam que a Inteligência emocional é duas vezes mais importante que conhecimento técnico e o Quociente de Inteligência (QI) para obtenção de sucesso profissional em todos os níveis.

Também é colocado a IE como a habilidade de perceber, entender e regular as emoções próprias e de outras pessoas. As emoções permeiam as relações humanas e podem significativamente determinar as experiências pessoais nos locais de trabalho influenciando seu bem-estar, motivação, satisfação e performance. Infelizmente, pela dualidade cartesiana as emoções, foram colocadas de forma oposta da razão sendo o estudo das emoções relegado a segundo plano nas pesquisas organizacionais. 

Uma habilidade que é altamente impactada pela IE é a capacidade de resolução e gestão de conflitos. Pode-se entender por gestão de conflitos como a abordagem individual usada na resolução de conflitos e com o objetivo de encontrar uma metodologia para resolução satisfatória dos problemas. De acordo com vários autores os gestores e líderes organizacionais utilizam 25% do seu tempo lidando com conflitos. 

Muitos profissionais em diversas situações encontram dificuldades de relacionamentos e barreiras entre gestores e executivos. Infelizmente, muitos desses líderes apresentam baixos níveis de inteligência emocional. Pesquisando sobre o assunto, encontrei algumas dicas interessantes de 5 formas simples de desenvolver a Inteligência Emocional que gostaria de compartilhar:

O desenvolvimento da Inteligência Emocional envolve tempo e predisposição para encarar de forma proativa os desafios cotidianos e utilizar as técnicas existentes para melhor gerenciamento das emoções. Um nível elevado de IE vai propiciar um melhor relacionamento profissional e pessoal. Trabalhe diariamente sua Inteligência Emocional!

1- Gerenciar as emoções negativas. Quando as emoções negativas são gerenciadas e reduzidas existe uma menor possibilidade de que o líder, gestor ou profissional se sinta sobrecarregado. Uma forma de se trabalhar a questão é observar uma mesma situação em diversos pontos de vista e praticar essa postura com frequência.

2- Observar a forma como coloca e verbaliza seu vocabulário. Existem muitas formas de verbalizar problemas e situações. De toda forma, devemos sempre buscar colocar problemas e situação cotidianas de forma a apresentar um cenário claro de forma específica e apresentando cenários e soluções positivas.

3- Praticar a empatia em seu local de trabalho. Observar e se colocar na situação de colegas de forma simples pode auxiliar a entender os cenários e situações cotidianas de trabalho. Procure interpretar as dicas verbais e não verbais para observar que cada um possui suas próprias questões internas de comportamento.

4 – Identificar os fatores que potencializam seu stress. Observar fatores estressores em seu cotidiano auxiliam de forma clara e inteligente a nos auxiliarem a gerenciar de forma proativa e evitar situações em que te colocam em rota de colisão ou nervosismo.

5- Encarar as adversidades de forma positiva. Posicione-se em cada situação problemática ou desafio de forma a superar e atravessar as barreiras impostas, evitando pessimismo e reclamações. Tente sempre aprender algo em qualquer situação adversa. 

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