O mundo pós-pandemia

No momento em que o Brasil é o epicentro da pandemia do Covid-19; onde China, outros países asiáticos; a maioria dos países Europeus; e, até os EUA, já vivem suas fases de declínio da crise sanitária. De acordo com a OMS (Organização  Mundial da Saúde), a pandemia do COVID-19 deverá durar ainda entre 18 a 24 meses, antes que uma vacina possa ser utilizada.

Já se pode prever e imaginar que após o fim da pandemia muitos hábitos, -que hoje são considerados normais-, deverão passar por transformações no âmbito social, econômico, político, modelos de negócios, relações sociais, cultura, psicologia social, meio ambiente e a relação com a cidade e o espaço público.

Uma das principais evidências que veio à tona com esta pandemia, é que, apesar do avanço da ciência e tecnologia, a maioria dos países não estavam preparados, no âmbito da Saúde, para enfrentar o vírus com mais eficiência. Itália, Espanha, Inglaterra e EUA foram pegos de surpresa, ou substimaram a força e a rapidez com que a doença se propaga e como ela se instala e compromete todo o organismo.

Nova York, particularmente, foi umas das cidades mais impactadas pelas cenas de horror. A  quantidade e movimentação de corpos depositados em caminhões refrigerados por não haver necrotérios suficientemente preparados para o volume de óbitos em tão pouco tempo.

Outro fator doloroso enfrentado pelos pacientes  nos hospitais é o isolamento que são submetidos durante as semanas de tratamento, onde não podem receber a visita de um familiar. Apesar de receberem um suporte emocional de profissionais de saúde, muitos doentes perderam a vida no total isolamento.

Outro ensinamento que o COVID-19 deixa é que ninguém está isento: pobre, rico, velho, adulto, criança, pessoas de diferentes etnias são acometidas. A globalização também é um fator preponderante na disseminação da doença. As viagens aéreas mostram a rapidez com que o vírus se propagou em todos os continentes.

Também não há evidências, até o momento, qual o governo que conseguiu enfrentar melhor a doença e se preparar mais rapidamente para socorrer a sua economia pós pandemia.

No primeiro momento, os Estados Unidos socorreram sua população com recursos que somaram mais de US$ 3 trilhões de dólares ao país. O desemprego já supera a casa dos 20 milhões de pessoas. Milhares de empresas americanas pediram concordata para ganhar tempo e fazer restruturações para enfrentar o “novo normal”.

Outra conclusão que se tira é que os governantes se deram conta que não podem depender demais de um único fornecedor estrangeiro, mesmo que este possa oferecer os melhores preços de mercado. Muitas economias, dependentes da China, já pensam  em voltar a investir na produção doméstica, medida que poderá também criar novos empregos.

  • Valores
  • O comportamento das pessoas deverá valorizar mais o comunitário, o trabalho em equipe, o compartilhamento de ideias e tarefas, possibilitando mais solidariedade e empatia entre indivíduos. 
  • Consumo
  • As pessoas deverão economizar mais e irão rever o consumo de gastos supérfluos. Haverá um questionamento sobre o modelo do capitalismo, que se baseia no lucro e no interesse dos acionistas.
  • Espaços
  • O conceito de locais públicos, ambientes fechados, escritórios, bares, restaurantes, cafeterias, academias, ginásios, estádios e transporte coletivo deverão rever o aspecto de higiene e distância recomendada.
  • Entretenimento
  • O isolamento social dispertou nos artistas a se apresentarem virtualmente. Museus, produtores culturais viabilizaram tours, shows e espetáculos em plataformas online. Esse comportamento deve evoluir com a tecnologia da interação e o uso do sistema de realidade aumentada.
  • Trabalho
  • Há anos que o home office é uma realidade para artistas, desenhistas gráficos, técnicos em computação, músicos e profissionais liberais. A modalidade deverá se expandir nos setor de saúde, possibilitando consultas médicas; e, em empresas, facilitando reuniões a distância.
  • Distâncias
  • Uma tendência das grandes cidades agora se torna um desejo para o empregado morar perto do trabalho, preferindo o uso de bicicleta, patins ou caminhar, a usar transpore coletivo.
  • Comércio
  • Com o isolamento social, as vendas pela Internet e o sistema de entrega a domicílio cresceram muito e funcionam bem. As lojas que não se adaptarem a este novo modelo poderão sucumbir.
  • Educação
  • Nesta rápida transformação cultural, quem não atualizar seus conhecimentos poderá ficar de fora do mercado de trabalho. Diversos cursos a distância estão disponíveis na internet para o aperfeiçoamento da carreira, bem como para quem quer iniciar uma nova atividade profissional. Muitos empregos deverão deixar de existir, assim como muitos ainda irão nascer.