Por que não se vacinar?

Anna Alves-Lazaro

Inicialmente, se faz necessário deixar registrado que reconheço a importância histórica, social, especialmente na saúde pública das vacinas. Eu, meus pais, irmãos, filhos e netos recebemos todas as vacinas em conformidade com as regras de saúde pública e ainda as não exigidas por lei, mas disponíveis no mercado e recomendadas pela Medicina. Todos nós sabemos que as vacinas controlam doenças como a caxumba, o sarampo, o tétano e a gripe. No passado, foram capazes de erradicar doenças que podiam ser fatais, como a varíola. Entretanto, no que se refere a vacina contra a COVID-19 há de fato uma grande incógnita relativa à segurança e eficácia da mesma, em face do tempo médio de desenvolvimento dessas vacinas ser significativamente inferior ao tempo médio utilizado por todas as demais vacinas existentes no mundo, que são de 10 a 15 anos.  Esse tempo completamente atípico para o desenvolvimento dessa vacina compromete a avaliação de reações graves e tais reações podem causar danos graves irreversíveis e até morte.

Qual os riscos, na sua opinião?

Quanto aos riscos, acompanho a opinião de cientistas e médicos especialistas renomados os quais subscreveram a Carta Aberta publicada no dia 28 de outubro de 2020, na página da Gazeta do Povo de Curitiba, PR.

Não acha que um eventual risco pode ser ainda melhor do que contrair a doença?

Os últimos estudos em nível global mostram que a letalidade do Novo Corona vírus é 0,3%, índice considerado baixo, se considerarmos que o tratamento precoce utilizando fármacos com atividade antiviral e imunoterápicos se mostraram eficazes na redução da mortalidade, conforme os últimos estudos multicêntricos retrospectivos com milhares de pacientes. No entanto, dispõem-se de tratamento eficaz e de baixo custo. Concluo portanto, que os riscos de efeitos colaterais danosos irreversíveis e até mortais provocados por vacinas produzidas em tempo médio completamente atípico devem ser substituído pelo tratamento precoce com fármacos com atividade antiviral que têm se mostrado grandemente eficaz.

Quais são suas fontes de informação sobre as vacinas contra a Covid?

Além das minhas formações acadêmicas clássicas, sou autodidata e voltada à leitura e pesquisas. Tenho o cuidado de não buscar apenas as fontes que estão alinhadas com as minhas opiniões justamente para que minhas conclusões não sejam tendenciosas. Desde o início dessa pandemia venho acompanhando todos os debates e opiniões de profissionais especialistas sérios e renomados no tocante ao tema. Especificamente sobre a vacina contra a COVID-19 tenho acompanhado o posicionamento de todos os profissionais de saúde que assinaram a Carta Aberta sobre a obrigatoriedade de tal vacina.

Além do posicionamento do Dr. Geert Vanden Bossche, PhD, DVM, que trabalhou para grandes indústrias de vacinas como a GlaxoSmithKline (GSK), Novartis, a Fundação Bill & Melinda Gates e a Aliança Global para Vacinas e Imunização (GAVI), diz que: “as vacinações contra a Covid-19 em massa podem criar um “monstro imparável” e que as vacinações em massa durante a pandemia podem transformar o coronavírus relativamente inofensivo que vimos, pela primeira vez, (SARS-cov-2) em uma “arma biológica mortal de consequências inimagináveis”.

As vacinações em massa em andamento são “altamente prováveis de aumentar ainda mais o escape imunológico ‘adaptativo’, pois nenhuma das vacinas atuais impedirá a replicação/transmissão de variantes virais”; e também prejudica permanentemente a resposta imune inata às variantes futuras do coronavírus, deixando os indivíduos vacinados totalmente vulneráveis e indefesos contra a exposição às variantes mutantes do coronavírus.

São estes os posicionamentos dos renomados cientistas, estudiosos, médicos e autoridades no assunto pelos quais me baseio; e por isso estou aguardando o momento que julgarei apropriado para que possa receber a vacina contra a COVID-19.

Você acredita nos avanços da ciência?

Acredito. Os avanços da ciência são inegáveis. Concordo que as vacinas erradicaram muitas doenças, e lamento que pessoas recuem diante de uma conquista já consagrada.Foram dezenas de anos de pesquisas, estudos e testes e que ao final tiveram a eficácia e segurança não somente comprovadas nos experimentos em laboratórios como na saúde pública ao longo de muitos anos. No entanto, existem, o princípio ético de primeiro não fazer o mal e o princípio constitucional da inviolabilidade da vida humana e a dignidade da pessoa humana que devem ser respeitados. Da mesma forma como devemos respeitar as opiniões individuais, exatamente como diz a famosa frase da Evelyn Beatrice Hall quando ilustrava as crenças de Voltaire: 

“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.”

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