Powell diz que há sinais conflituosos sobre crescimento da economia

O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell (foto), alertou que os sinais para o crescimento econômico dos Estados Unidos são conflituosos no futuro, mas ressaltou que as condições atuais são “saudáveis”.

“Apesar de considerarmos que as condições econômicas atuais são saudáveis e que as perspectivas são favoráveis, nos últimos meses vimos alguns sinais conflituosos”, afirmou Powell em audiência realizada no Comitê Bancário do Senado.

O diretor do Fed explicou que o mercado financeiro ficou mais volátil no fim de 2018 e que as condições financeiras agora estão “menos favoráveis” para o crescimento do que estavam antes. Powell também apontou a desaceleração do crescimento em algumas das principais economias do mundo, especialmente a China e a Europa, como alguns desses sinais conflituosos. A incerteza global, elevada por “problemas políticos não resolvidos”, é outro fator. Afligem o mercado a questão do Brexit e as negociações comerciais dos EUA.

Além disso, o presidente do Fed indicou que os EUA enfrentam “grandes desafios” no longo prazo, como o crescimento da produtividade no país. No entanto, ressaltou que a economia americana cresceu em um ritmo forte em 2018 e que os níveis de desemprego e inflação estão perto das metas do banco central.

Powell destacou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA subiu pouco menos de 3% no ano passado. Em 2017, a alta foi de 2,5%.

O presidente do Fed fez as declarações depois de o órgão ter optado por interromper a alta nas taxas de juros no país em resposta à crescente incerteza sobre as perspectivas econômicas. Na reunião, o Fed afirmou que as futuras altas nos juros só ocorrerão se houver avanços notáveis nas pressões inflacionárias.

PIB cresce 2,9% nos EUA

A economia dos Estados Unidos cresceu 2,9% em 2018, o maior ritmo desde 2015, informou o Departamento de Comércio do país. No último trimestre do ano passado, o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA foi de 2,6%, acima das previsões dos analistas, que tinham estimado uma expansão de 1,9%.

Apesar do robusto número do último trimestre do ano, o indicador mostra uma progressiva diminuição após a taxa anualizada de 4,2% registrada no segundo trimestre e 3,4% no terceiro.

O número de 2018 destaca a solidez da economia americana, impulsionada pelo agressivo estímulo fiscal dado pelo presidente Donald Trump através de cortes notáveis para as empresas e, em menor medida, para os trabalhadores. Trump prometeu manter taxas de crescimento anual superiores a 3% de maneira sustentada. Em 2017, a maior economia do mundo registrou crescimento de 2,2%.

About Jornal Brasileiras & Brasileiros