Temer e outros 12 viram réus

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, aceitou duas denúncias contra o ex-presidente Michel Temer e outros 12 acusados de terem participado de desvios de dinheiro da Eletronuclear.

Além do ex-presidente, tornaram-se réus o ex-ministro Moreira Franco e o coronel João Baptista Lima, que o Ministério Público Federal (MPF) considera “operador financeiro” de Temer.

Também, o Ministério Público Federal em São Paulo apresentou uma nova denúncia contra Temer. A ação se refere a uma reforma feita em uma casa de Maristela Temer, filha do ex-presidente, que teria sido financiada com dinheiro de corrupção.

No fim de março, Temer chegou a passar quatro dias preso na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro após ter prisão preventiva decretada pelo próprio Bretas. No entanto, foi libertado após habeas corpus concedido pelo desembargador Ivan Athié.

A decisão de Athié, que criticou o pedido de prisão feito por Bretas, será julgado no plenário pelo colegiado do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) após recurso apresentado pelo MPF para restabelecer a prisão do ex-presidente. Ainda não a data para o julgamento.

Além disso, Temer também responde por corrupção em Brasília, onde foi acusado de ter recebido propina da JBS. O caso ficou conhecido pela mala com R$ 500 mil em dinheiro entregue por um empresário do grupo a Rodrigo da Rocha Loures, ex-assessor do ex-presidente.

Temer perdeu o direito ao foro privilegiado após deixar a presidência. Dessa forma, as ações contra o ex-presidente deixaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e passaram a tramitar com mais rapidez em diferentes tribunais de primeira instância.

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